A posse dos terrenos do Parque Nossa Senhora das Dores e a escritura publicada pela Camara, onde reclama a posse de parte destes foi o assunto mais quente da última Assembleia Municipal, que decorreu a 26 de Abril. Tiago Vasconcelos do PSD, José Luís Moreira e José Sá do Executivo Socialista da Junta de S. Martinho envolveram-se numa troca de acusações.

O assunto da posse dos terrenos do Parque Nossa Senhora das Dores foi levado à Assembleia pelo eleito da CDU Paulo Queirós que, no período antes da ordem do dia criticou o facto de a Camara estar a tentar tomar posse administrativa.

José Sá, presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado afiançou que possui uma escritura, datada d e 1944, através da qual Joaquim Serra doou aqueles terrenos à Junta de Freguesia. Assim sendo estes terrenos são da Junta e como representante do povo de S. Martinho vou defender esta posse até às ultimas consequências". O autarca ressalvou no entanto que "as relações com a Camara sempre foram as melhores e espero que com a minha atitude de contestação da escritura da Camara, estas relações continuem assim".

Tiago Vasconcelos do PSD acusou José Sá de ter "faltado à reunião em que se discutiu a requalificação da área entre o Catulo e Serração da Capela, assim como às duas ultimas Assembleias Municipais", acusando José Sá de incompetência Politica". Vasconcelos foi mais longe e afirmou que "olhando para as transferências da camara para a junta do mandato anterior e para a junta PS, os valores foram muito superiores", acusando o executivo de ter "dinheiro" e não fazer "obra". Em resposta José Sá ironizou dizendo "não tenho jeito para a piada fina". Já José luís, tesoureiro da Junta de Freguesia e eleito do PS na Assembleia desmistificou a questão, afirmando que "das transferências efectuadas pela camara, mais de 180 mil euros foram utilizados para pagar as dividas deixadas pelo executivo do PSD", afirmando ainda "nunca tornei isto público mas perante as afirmações de Tiago Vasconcelos fui obrigado a faze-lo".

Ultrapassada esta polemica, António Barbosa do PSD esclareceu que a Junta Metropolitana do Porto defenda a vinda do metro em via dupla, garantindo tratar-se de uma questão de justiça para com as populações e de " dignidade do estado. Muitas outras razoes poderiam ser indicadas, a começar pelo carácter fortemente regional desta extensão, mas a situação em que se colocou as populações ao acabar com o comboio para construir o metro, sem que se tenha avançado ao cabo de tantos anos, é seguramente razão mais que suficiente para que o estado assuma as suas responsabilidades", diz o documento.

Por seu lado Magalhães Moreira acusou acusou Rui Rio "gastou dinheiro na requalificação da Boavista e a Trofa ficou a ver navios", referindo-se à Linha da Trofa.

Por seu lado Bernardino Vasconcelos afirmou que "o problema da Linha de Metro da Trofa está, não na data de inicio da obra mas sim na data do fim, adiantando que "ganhamos a batalha da vinda do metro mas como somos ambiciosos, queremos o metro em via dupla como estava previsto", garantindo no entanto que "há empenho da Junta Metropolitana do Porto para a resolução rápida deste impasse", frisou.

Quanto aos terrenos do Parque, o edil afirmou que são "terrenos de ninguém, e fizemos publicar a escritura porque os terrenos não estão registados" adiantando ainda que o importante não é de quem são os terrenos mas sim melhorar e desenvolver a Trofa", referindo-se ainda ao facto de "o terreno da Feira é da Camara mas nós nunca impedimos a Junta de usar e explora-los para a realização da Feira Semanal", ironizou.

Paulo Serra do CDS/PP questionou o presidente sobre a veracidade de algumas informações que dão conta de que "a camara pretende construir os Paços do Concelho nos Terrenos do Parque e que pretende dar como contrapartida a um grupo Económico a possibilidade de construção de prédios em altura na Serração. Se assim for eu não vou compactuar com esta situação", asseverou.

O presidente da Junta de Freguesia de santiago de Bougado,Antonio Azevedo, em jeito de recado, colocou os terrenos "de Santiago de Bougado à disposição da autarquia para a construção dos Paços do Concelho,", relembrando que "o triângulo Saprogal, Pateiras Feruni seria o ideal para instalação do edifício Sede da Câmara da Trofa".