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Edição 684

S. Gonçalo: é “engatar” na sexta-feira e sair na segunda

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Um grupo de jovens de Covelas decidiu, numa brincadeira, assumir a organização da festa de S. Gonçalo. O resultado de quase um ano de trabalho está à vista, com um programa vistoso e com muitas novidades. Fernando Rocha, Minhotos Marotos e 4Mens são os cabeças de cartaz da festa popular de 18 a 20 de janeiro, que terá como um dos momentos altos a bênção dos capacetes, na manhã de de domingo.

A festa de S. Gonçalo ainda não começou, mas “já deixa saudades” à comissão de festas. O grupo que assumiu a realização da grande candidata a maior romaria do concelho da Trofa tem tudo a postos e arranca já esta quinta-feira, 10 de janeiro, com a eucaristia em ação de graças a S. Gonçalo, às 18 horas, mas o programa ganha força de 18 a 20 de janeiro, altura em que são esperados milhares de pessoas vindos de toda a Região.
Tânia Silva é um dos elementos da comissão de festas, constituída um mês depois da romaria de 2018, numa “brincadeira” de amigos. “Estávamos reunidos na sede do Grupo Desportivo de Covelas e decidimos cometer esta loucura”, contou a jovem, que chega admitir, em jeito de brincadeira, que foi “um choque” para o pároco José Ramos “ver os jovens a organizar a festa”.
A “aventura”, assim encarada pelos festeiros, começou cedo e implicou “muito trabalho”. Um dos grandes desafios consistiu na criação de uma “tasquinha”, que nasceu na residência paroquial. No início, “eram só quatro paredes ao alto”, que se transformaram “numa semana”. “Exploramos a tasquinha aos fins de semana, com muito sacrifício da nossa parte, mas com vontade conseguimos os nossos objetivos”, assume, em tom orgulhoso, a jovem que exalta o sucesso de muitas atividades de angariação de fundos, mas também não esconde os momentos de grande dificuldade para organizar a romaria. Tânia Silva chega a admitir que “foi mais difícil” do que o esperado, mas os obstáculos não só foram “ultrapassados”, como até se transformaram em injeções de motivação para elevar o patamar da festa.
“Fizemos coisas novas, organizamos atividades como caminhadas, convívios de ciclismo, encontro de jipes, corrida de rolamentos e até um festival de música, o Camp Fest, que pretendemos repetir este ano”, explicou.
As novidades estendem-se ao programa da festa e começam logo no dia 18 de janeiro, sexta-feira, com uma noite de comédia, que terá como protagonista o humorista Fernando Rocha. O espetáculo de stand-up comedy começa após o espetáculo de folclore, com o Rancho Folclórico do Divino do Espírito Santo, o Grupo de Danças e Cantares do Centro Social de Soutelo e o Rancho de Santo André de Sobrado.
Na noite do dia seguinte, o palco é aberto pelo artista local Daniel Martins (20.30 horas), seguindo-se Cláudia Martins e Minhotos Marotos (22.30 horas).
No domingo, Karmo Leal (21 horas) e 4Mens (22.30 horas) tomam conta do palco, que fecha na segunda-feira com a atuação do Grupo de Concertinas e Amigos de Monte Córdova, às 15 horas.
A comissão de festas apostou também nos espetáculos de fogo de artifício, nas noites de 19 e 20 de janeiro. “Queremos causar impacto, mostrar que os jovens são capazes e uma demonstração do esforço que fizemos ao longo do ano”, salientou Tânia Silva.
O programa inclui também as tradicionais celebrações religiosas ao longo do fim de semana e cujo ponto alto acontece na tarde de domingo, com a procissão.

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Altronix propõe-se a criar soluções inovadoras na saúde

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“Fornecer soluções diferenciadoras, que agilizem procedimentos, promovam maior eficiência e reduzam tempos e erros de execução, ao nível operacional” é o desafio atual da Altronix, empresa sediada na Trofa, que tem apostado na tecnologia RFID para melhorar os processos nas unidades de saúde. Assumindo-se como “uma das principais entidades parceiras de diversas unidades de saúde, como hospitais, centros, clínicas e fármácias”, apesar de esta área representar “apenas 15 por cento da faturação”, a Altronix anunciou que, além dos mais de 40 milhões de cartões produzidos e 36 milhões de etiquetas anualmente fabricadas, que “permitem identificar, de forma automática, profissionais de saúde e pacientes”, ainda fornece equipamentos complementares, nomeadamente impressoras de etiquetas e terminais móveis de leitura e captura de dados, desenhados especificamente para a área da saúde.
A empresa da Trofa quer crescer no setor, considerado pelo CEO Rui Fonseca “um segmento cada vez mais importante”. “É acima de tudo uma oportunidade de negócio e uma área na qual temos vindo a investir, pesquisando e auscultando o mercado. Queremos, acima de tudo, estar próximos dos nossos clientes e fornecer-lhes soluções cada vez mais sofisticadas, que respondam claramente às suas necessidades”, refere o CEO da Altronix.
Esta aposta acompanha a curva de crescimento da organização, que potenciou o negócio no mercado externo, tendo vindo a reforçar o quadro de pessoal. Recentemente, mudou-se para novas instalações – perto da demolida Ponte da Peça Má -, que resultaram de um investimento de 1,5 milhões de euros.
Além da sede, a Altronix possui uma filial, em Lisboa, e está representada em Madrid e Vigo. Ao longo de 14 anos de atividade, somou mais de 5900 projetos em Portugal, Espanha, Cabo Verde, Moçambique, Angola e Timor-Leste.
A Altronix é especializada na comercialização e suporte de soluções nas áreas de identificação de pessoas, codificação de produtos e mobilidade empresarial.

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Não há que ter medo da liberdade de expressão

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Quanto mais culta e evoluída for uma sociedade, um país, uma nação, menos portas se abrirão para os extremismos patéticos e para as intolerâncias bacocas, que minam a democracia e a liberdade. Em Portugal, um país de brandos costumes, os extremismos têm um significado eleitoral muito residual, excetuando os bloquistas que engordaram com o emagrecimento dos socialistas, só que estão de novo a definhar.
A absurda polémica pública provocada pela participação de um energúmeno extremista, que defendeu Salazar e as suas ideias, contrasta com as afirmações que não provocaram polémica de um dirigente, e atual autarca comunista, que à chegada a Portugal vindo de uma visita oficial à Coreia do Norte afirmou que não sabia se esse país era regido por um sistema não-democrático. Estas afirmações estão em consonância com as declarações de um outro seu camarada, que defendeu o regime ditatorial da Venezuela, num canal televisivo, para o qual também tinha sido convidado.
São graves estas afirmações feitas em televisão, como tinham sido graves as declarações do ideólogo do MRPP e “grande educador da classe operária” Arnaldo Matos feitas numa rede social, que declarou, sem papas na língua: “Operárias e operários: organizemo-nos e lutemos contra a exploração capitalista, com tudo o que tivermos à mão!”. Acompanhando o apelo, Arnaldo Matos partilhou a imagem de duas metralhadoras Ak47.
Estas afirmações são muito graves, só que não originaram qualquer tipo de polémica, talvez por terem sido feitas por dirigentes esquerdistas, que continuam a ser convidados de canais televisivos para comentarem a situação política atual. Se as mesmas firmações (ou semelhantes) tivessem sido feitas, por um qualquer dirigente político de direita caía o “Carmo e a Trindade”, como caiu com as afirmações do extremista, que defendeu Salazar.
A mais forte das tradições das esquerdas políticas é a tradição jacobina, que foi sempre liberticida, pois nunca respeitou a liberdade dos outros. O debate entre diferentes correntes de opinião (concordemos com elas ou não) faz parte de uma sociedade plural, democrática e tolerante, desde que devidamente comprometido com o respeito pela individualidade de cada um, e pelos direitos, liberdades e garantias fundamentais de um povo.
É verdade que os extremismos andam por aí e será trágico fechar-lhes os olhos, mas não devemos dar-lhe a importância que não têm. E, mesmo que seja incómoda, não há que ter medo da liberdade de expressão, que é um valor com proteção constitucional.
Pode parecer estranho haver liberdade para os inimigos da liberdade, mas a melhor forma de garantir a liberdade é não hipotecar a nossa liberdade de agir. Muito menos consignar a nossa liberdade de ser!

moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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