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O espetáculo automobilístico atraiu milhares de pessoas ao centro de Santo Tirso. Mais de quatro dezenas de máquinas de quatro rodas percorreram as ruas da cidade, no dia 23 e 24 de maio.

A primeira prova aconteceu na noite de sexta-feira, com a Super Especial a entupir, literalmente, as vias do centro de Santo Tirso tal foi a afluência do público. As manobras foram mais ou menos perigosas, mediante a mestria ou a coragem do condutor, ao longo dos dois quilómetros e 600 metros. Fernando Moreira conduziu um Renault Mégane Coupé e, apesar de encarar as super especiais com alguma cautela “pela proximidade aos passeios”, considera a prova “engraçada”, porque “o público gosta”. O navegador, Rui Raimundo, também considera que a prova “é fantástica”, por “ter a capacidade de atrair tanta gente”.

Já Paula Sousa, piloto trofense, que participou com um BMW M3 E36, não estava na sua “praia” – corre em rampas – mas mesmo assim fez um balanço positivo da participação. “Por haver muito paralelo ainda pensamos em mudar os pneus, mas mantivemos por causa das restantes classificativas. Jogamos pelo seguro e conseguimos fazer aquilo que queríamos que era não batermos”, contou a piloto que, a seu lado, contou pela primeira vez com a ajuda de Diana Soares.

Também da Trofa, Filipe Santos, que conduziu um Renault Clio Turbo, também se congratulava por “não ter batido” no troço irregular, devido ao piso em paralelo. Ao lado tinha, igualmente, um navegador estreante, Hélder Silva, que estava a achar a experiência “espetacular”.

Para o dia seguinte, a organização preparou quatro classificativas, duas com início na freguesia de Guimarei e fim junto do Aeródromo de Vilar de Luz (Maia) e outras tantas realizadas em Refojos. As expectativas para as provas eram elevadas junto dos pilotos. Paula Sousa, que na classificação geral ficou em 24º lugar, antevia que os percursos “não tinham a segurança de uma rampa, por não terem raids”, oportunidade para que “quem tivesse asas voasse”.

Fernando Moreira não tinha objetivos muito ambiciosos quanto à classificação geral, por saber que o Renault Megáne Coupé poderia não conseguir competir com os Saxo, que “são muito mais leves”. “A relação peso/potência é muito importante”, revelou. Conseguiu terminar em 22º lugar da geral.

Com uma participação sem objetivos relativamente à classificação, Filipe Santos conseguiu terminar no 17º lugar da geral.

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Miguel Barbosa dominou nas cinco provas

No final quem brilhou foi Miguel Barbosa que, ao volante de um Mitsubishi Lancer, conseguiu o melhor tempo nas cinco provas, numa extensão de 77 quilómetros: 15 minutos, 54 segundos e 3 décimas. Venceu o duelo de Mitsubishi com André Cabeças que, na soma das classificativas, contou com mais 39 segundos e seis décimas. Joaquim Alves, ao volante de um Renault Clio, fechou o pódio com mais 44 segundos e três décimas que o vencedor.

José Pedro Machado, vereador do Desporto da autarquia tirsense, sublinhou a presença “de milhares de pessoas” que “dão vida ao concelho” e trazem “mais-valias” do ponto de vista turístico “esgotando a hotelaria e estabelecimentos de restauração”. “Milhares de pessoas estiveram nas ruas, aplaudiram os pilotos e saíram daqui muito contentes e, com certeza que no próximo ano voltarão. Santo Tirso agradece”, afiançou.

Dezoito anos depois, o Clube Automóvel de Santo Tirso voltou a organizar o Rali no concelho. “Foi uma prova forte do ponto de vista desportivo, com espetáculo e muitas emoções, que decorreu sem incidentes. O público cumpriu as regras de segurança, pelo que não podíamos estar mais satisfeitos pela forma como tudo aconteceu”, referiu o presidente do Clube e diretor da prova, Carlos Guimarães.

Os resultados finais podem ser vistos no site da organização em www.cast.online.pt.