O padre José Ramos, que foi alvo de várias denúncias ao bispo do Porto após ter apoiado e participado em ações do Movimento Contra o Aterro em Covelas, vai continuar a ser pároco desta freguesia da Trofa, bem como de Alvarelhos e Guidões, garantiu ao JN a Diocese do Porto.

“Não está prevista qualquer alteração”, assegurou o Gabinete de Informação daquela estrutura da Igreja, que não esclareceu, porém, se foi aberto algum processo de averiguações na sequência das denúncias, que acusavam o padre de 62 anos de ser alcoólico, como o próprio revelou ao JN em junho, lamentando, então, a “retaliação baixa e covarde”.

MOVIMENTO DE APOIO
Recentemente, José Ramos ficou também a saber, pelo bispo do Porto, D. Manuel Linda, que, além de várias cartas, foi ainda remetido à Diocese um abaixo-assinado a exigir a sua transferência de Covelas, freguesia onde, segundo o JN apurou, não circulou qualquer petição a pedir a saída do pároco. “Houve um movimento, mas foi de apoio à minha pessoa”, lembrou o sacerdote.

Em julho, na vigília que o movimento cívico contra o aterro organizou para apoiar o padre, este dirigiu -se publicamente àqueles que acredita serem os remetentes das denúncias feitas a Manuel Linda: “Aos ‘laranjas’, que enviaram cartas a rodos para o bispo do Porto a acusar-me de alcoólico, quero dizer o seguinte: Eu não tenho medo”, vincou José Ramos.

ENCONTROS PRIVADOS
Contudo, e apesar das várias questões colocadas pelo JN, a Diocese do Porto nada esclareceu sobre a origem das denúncias remetidas ao bispo, tal como não revelou quem promoveu e remeteu o abaixo-assinado, ou quantas assinaturas este continha.

Também não foi esclarecido se foi solicitada, por qualquer entidade, em reunião com D. Manuel Linda, a transferência de José Ramos de Covelas. “O teor desses encontros, bem como o conteúdo da correspondência recebida ou enviada, são do foro privado”, afirmou a Diocese em resposta escrita ao “Jornal de Notícias”.

Fonte Jornal de Notícias