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Edição 778

Os encargos com o crédito habitação não são apenas juros

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Quem comprou casa com recurso a financiamento ou se prepara para comprar, seguramente reparou que existem vários produtos associados. Um desses produtos é o seguro de vida associado ao crédito habitação, que tem um peso muito significativo nos encargos mensais ao longo de todo o financiamento, pelo que este é o momento certo para analisar quanto paga e as respetivas coberturas.

Apesar das instituições financeiras procurarem convencer os clientes a efetuar no banco o seguro de vida, saiba que para sua proteção foi publicado o Decreto-lei n.º 222/2009, que lhe dá a possibilidade de contratar o seguro de vida junto de uma seguradora da sua preferência ou de o substituir por um novo contrato de seguro que lhe ofereça melhores condições em termos de coberturas e preço. Saiba também, que se contratou o seguro de vida no banco, muito provavelmente está a pagar gato por lebre e possivelmente tem um mau seguro.
Existe ainda algum desconhecimento por parte dos portugueses sobre o facto de ser possível fazer este seguro fora da entidade bancária sem que tenham qualquer agravamento na prestação do crédito habitação. Este fantasma tem levado as famílias a não procurarem aconselhamento para reduzir o preço do seu Seguro de Vida associado ao Crédito Habitação, pois ficam com a ideia que com essa mudança o banco aumentará o “spread”.
Procurar uma empresa especializada é a melhor decisão! A DS SEGUROS TROFA é uma referência na área, tendo vindo a ajudar milhares de famílias a melhorar as coberturas do seguro de vida associado ao crédito habitação e a reduzir para menos de metade o valor que pagam mensalmente, sem que com essa alteração tenham agravamento na prestação do crédito habitação.
Nos casos em que possa existir uma alteração do “spread”, não haverá um impacto significativo na prestação, quando comparado com a redução do valor mensal do seguro de vida, ou seja, a poupança continuará a compensar.
A título de exemplo, um casal de 45 anos cujo valor em dívida do crédito habitação sejam 150.000€, estará a pagar cerca de 105€ mensais pelo seguro de vida contratado junto do banco e muito possivelmente tem apenas as coberturas de morte e invalidez absoluta e definitiva (IAD). Se o mesmo casal optar por efetuar fora do banco o seguro de vida, o valor mensal serão 50€ com as coberturas de morte e invalidez total e permanente (ITP), o que representaria uma poupança anual de pelo menos 600€ e com muito melhores garantias!
A grande maioria dos seguros de vida contratados junto dos bancos, apenas garantem Morte e Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD), pelo que é muito importante conhecer as diferenças entre IAD e ITP. Assim, considera-se Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD) uma invalidez por acidente ou doença, sem possibilidade de recuperação, que incapacite a pessoa segura para o exercício de qualquer atividade remunerada, necessitando do apoio de terceiros para suprir as suas necessidades básicas. Normalmente associamos a Invalidez Absoluta e Definitiva ao estado vegetativo da pessoa segura.
Já a cobertura de Invalidez Total e Permanente (ITP) é muito mais abrangente pois pode ser acionada a partir do momento em que a pessoa tenha uma incapacidade por acidente ou doença, superior a 60%. Convém referir que nem todas as seguradoras abrangem a ITP a partir de 60%, mas é uma opção cada vez mais comum nas seguradoras de vida.
Assim, uma das formas de aliviar os seus encargos fixos e de ter mais rendimento disponível para enfrentar as dificuldades associadas à subida das taxas de juro, pode passar pela negociação do Seguro de Vida associado ao Crédito Habitação.
O aconselhamento da DS SEGUROS TROFA é totalmente gratuito e fará toda a diferença na hora de poupar.

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Edição 778

Marco Silva premiado em conceituado concurso internacional de trompete

A Trofa esteve representada naquele que é considerado o concurso mais importante a nível mundial para trompetistas.

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A Trofa esteve representada naquele que é considerado o concurso mais importante a nível mundial para trompetistas. O bougadense Marco Silva fez com que a participação no Concurso Internacional de Trompete Maurice André não fosse em vão e arrecadou uma menção honrosa, depois de ter sido um dos 14 semifinalistas de entre 80 candidatos de 20 países que competiram em Paris, entre 20 e 28 de novembro. Só não conseguiu chegar à final, que coroou o alemão Sebastian Berner.
Ainda assim, chamou a atenção do júri, tornando-se “o primeiro português a ser premiado e a estar presente numa competição deste nível”. “Esta menção honrosa, atribuída por unanimidade do júri, deixou-me extremamente contente”, revelou o músico em declarações ao NT, momentos antes de entrar no avião de volta a Portugal.
“Este concurso é muito conceituado, conhecido por estar rodeado de grandes artistas de renome mundial e famosos no meio trompetístico. Competir a este nível, para mim, já foi um orgulho”, acrescentou Marco Silva, que sublinhou a complexidade da competição.
“A minha participação foi preparada com muito trabalho, porque o repertório era muito específico, maioritariamente francês e bastante difícil. Estive entre candidatos de nível excecional”, atestou.
Marco Silva começou a consolidar a carreira musical em 2007, ano em que ingressou na Escola Profissional de Música ARTAVE, prosseguindo para a licenciatura, em 2013, na Escola Superior de Música de Lisboa, com Stephen Mason e David Burt. Em 2014, ingressou no mestrado em performance em Zurique, na Suiça, onde também colaborou com a Academia de Ópera de Zurique, até 2016. Nesse mesmo ano, conquistou o lugar de primeiro trompete e chefe de naipe na Orquestra Filarmónica de Konstanz, na Alemanha, com a qual colaborou até 2019.
Marco Silva colaborou com outras grandes orquestras, incluindo Zürich Opernhaus, Orchestre de La Suisse Romande, Bern Sinfonie Orchestra, Stuttgard Symphony Orchester, Orchestra of the C. Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa e Rigiblick Teather Zurich.
Foi distinguido em vários concursos, dos quais se destaca os primeiros prémios no Nacional “Terras de La Sallete”, em 2011 e 2012, a vitória na categoria trompete da 24.ª edição Jovens Músicos/Antena 2/RTP, em 2010, e a qualificação para a final do concurso internacional “Girolamo Fantini”, em Roma, em 2017.
Atualmente, é solista internacional e participa em vários festivais como professor e performer.

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Edição 778

Maria, figura principal do Advento

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Advento é uma palavra oriunda do latim e significa vinda ou chegada. Recebem este nome as quatro semanas que precedem o Natal. Este período litúrgico evoca a dupla vinda de Jesus Cristo: a que se verificou em Belém, quando Ele veio ao mundo e a que ocorrerá no Seu regresso, no chamado Juízo Final. Por isso, o tempo do Advento, para todos os cristãos, representa a preparação (espera) e expectativa do nascimento de Jesus, ou a chegada do Messias prometido.

Personagens bíblicos principais do Advento

Além dos profetas Zacarias e Jeremias, também Isaías profetizou 700 anos antes a vinda do Messias. Mas serão João Baptista e Maria que são apresentados pela Bíblia como as principais figuras do Advento; com efeito, João foi o Precursor de seu primo Jesus que nas suas pregações pediu para “preparar os caminhos do Senhor, endireitar as suas veredas” (Mc 1,1), anunciando que o Messias estava “próximo”. Maria, que foi visitada pelo mensageiro de Deus (anjo Gabriel) para anunciar que iria se a Mãe de Deus, é apresentada no tempo do Advento como a “figura da Esperança”. Foi a partir da Anunciação, segundo a Igreja Católica, através da palavra “FIAT” (Faça-se, em resposta ao Anjo), que a Virgem Maria se tornou a “esperança” da Humanidade na futura salvação, prometida por Deus aquando da “queda” (desobediência a Deus) dos “nossos primeiros pais”.

Nossa Senhora da Expectação/do Ó/do Advento/do Bom Parto/das Grávidas

“…Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus: eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, a Quem porás o nome de Jesus. Será grande e será chamado Filho do Altíssimo e o Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David, reinará sobre a casa de Jacob eternamente e o seu reino não
terá fim” (Lc, 1, 30-33).
A devoção a Nossa Senhora do “Ó” (Expectação = Expectativa e Esperança no Messias) remonta à época do X Concílio, na cidade de Toledo, Espanha, presidido pelo arcebispo Santo Eugénio quando se estipulou que a festa da Anunciação fosse transferida para o dia 18 de dezembro. Sucedido no cargo por seu sobrinho Santo Ildefonso, este determinou, por sua vez, que essa festa se celebrasse no mesmo dia, mas com o título de “Expectação do Parto da Beatíssima Virgem Maria”. Pelo facto de, no canto das Vésperas, se proferirem as antífonas maiores, iniciadas pela exclamação “Oh”, o povo teria passado a denominar essa solenidade como Nossa Senhora do Ó. Na liturgia rezada durante esse período do Advento (que antecede o Natal) existem cânticos apropriados para exaltar tudo o que o povo de Israel esperava do Messias prometido. Não se conhece a data precisa da origem dessas antífonas, mas sabe-se que os textos foram aperfeiçoados entre os séculos VII e VIII, por monges que rezavam (ou cantavam) o Ofício Divino (atual liturgia das Horas). São as chamadas “Antífonas do Ó”, cantadas entre os dias 17 e 23 de dezembro, antes e depois da recitação do Magnificat, e possuem uma evocação e uma resposta diferentes para cada dia: Ó Sabedoria, … Ó Adonai, … Ó raiz de Jessé,… Ó Chave de David,…Ó Sol do Oriente,… Ó Rei das Nações, …Ó Emanuel,… (Todas estas antífonas foram extraídas do profeta Isaías, do A.T.)
Em Portugal, o culto à Expectação do Parto, ou a Nossa Senhora do Ó, teria começado em Torres Novas (Santa Maria, Frei Agostinho de Santuário Mariano), onde uma antiga imagem da Senhora era venerada na Capela-mor da Igreja Matriz de Santa Maria do Castelo. Esta imagem era conhecida à época de D. Afonso Henriques por Nossa Senhora de Alcáçova (ca.1187) ou a partir de 1212, quando se lhe dedicou (ou reedificou) a Igreja de Nossa Senhora do Ó. Esta imagem é descrita pelo mesmo autor como: “É esta santa imagem de pedra mas de singular perfeição. Tem de comprimento seis palmos. No avultado do ventre sagrado se reconhecem as esperanças do parto. Está com a mão esquerda sobre o peito e a direita tem-na estendida. Está cingida com uma correia preta lavrada na mesma pedra e na forma de que usam os filhos de meu padre Santo Agostinho”.
A imagem de Nossa Senhora da Expectação, do Parto ou das Grávidas representa a Virgem Maria nos últimos dias da gravidez do Menino Jesus. (Apresenta sempre a mão esquerda espalmada sobre o ventre avantajado, a mão direita pode também aparecer em simetria à outra ou levantada. Encontram-se imagens como esta segurando um livro aberto ou também uma fonte, ambos significando a “fonte da vida”)
Nossa Senhora do Ó (da Expectação, ou do Bom Parto) é padroeira de 24 freguesias (ou paróquias) portuguesas, de que se destacam as mais próximas da nossa região: Aveleda e Mire de Tibães (Braga), Águas Santas (Maia), Vilar (Vila do Conde), Estela (Póvoa de Varzim), Gulpilhares (V. N. Gaia), e Palmeira (Santo Tirso).

Um SENÃO na história desta devoção: Perseguição religiosa (?)

Nos inícios do século XIX, mudanças na devoção mariana começavam a estimular o “dogma” da Imaculada Conceição, o que não combinava com aquela imagem (santa) em estado de adiantada gravidez, como retratava a iconografia estimada pelas mulheres à espera da hora de parto. Muitas imagens foram trocadas pela da Nossa Senhora do Bom Parto, vestida de freira (?) com o ventre disfarçado pela roupa, ou mesmo pela imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, mais condizente com os “ventos moralistas” de então.
Somente no fim do século XX se voltou a falar e pesquisar o assunto, tendo-se encontrado imagens antigas enterradas sob o altar das igrejas.

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Edição de 09 de fevereiro de 2023

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