“Os resultados têm sido francamente positivos”. Foi desta forma que Luciano Lagoa, fez o balanço dos oitos anos do Centro Social e Paroquial de S. Martinho de Bougado.
Na terça-feira, a festa fez-se de forma singela, mas com grande simbolismo, através de uma missa de Ação de Graças, seguida de um porto de honra, onde marcaram presença entidades oficiais, benfeitores, parceiros, representantes das outras instituições, amigos, colaboradores e voluntários.
O pároco de S. Martinho, presidente da direção do Centro Social e Paroquial, comprovou a opinião com o facto de “as valências de Lar de Idosos, Centro de Dia e Creche estarem a funcionar na capacidade máxima”. Só o jardim de infância não atingiu a lotação, cenário que pode explicar-se por ainda não haver acordo de cooperação com Estado, mas “a excelência do espaço mantém-se no níveis mais elevados”, explicou ao NT.
Um dos objetivos que a direção desta instituição decidiu abraçar até ao final deste ano foi “a certificação de qualidade, nível A, cujo processo está já na sua fase final”. “Em 2012 e recorrendo aos serviços de uma empresa de consultoria, esta instituição deu início a uma caminhada de certa forma complexa, conhecendo no seu percurso várias oscilações, mas a opção pelo nível mais elevado de exigência dos Modelos de Avaliação das respostas Sociais do ISS, já faziam prever tais dificuldades. O nascimento deste processo da Qualidade foi encarado pela direção como algo novo, apelativo e sobretudo único, uma vez que dotaria a instituição de uma dinâmica organizacional ao mais alto nível, benéfico para um público-alvo interno e com repercussões ao nível externo”, destacou.
Tendo como rumo “uma política de otimização da aplicação dos recursos disponíveis, sejam eles humanos ou materiais, a par de uma permanente observação das práticas desenvolvidas com o intuito de identificar oportunidades de contenção e/ou redução de custos impostos ditada pelas necessidades de contenção orçamental”.Um projeto com “espírito
de solidariedade humana,
cristã e social”Os primeiros passos para a construção do Centro Social e Paroquial de S. Martinho de Bougado foram dados em 1989, quando um grupo de paroquianos que, liderados pelo padre Joaquim Ribeiro, alicerçou um projeto que visava “contribuir para a promoção integral de todos os habitantes da paróquia, coadjuvando os serviços públicos competentes ou instituições particulares, num espírito de solidariedade humana, cristã e social”.
As obras arrancaram dois anos depois e só terminaram em 2007, já com Luciano Lagoa a dirigir a paróquia. Junho foi o mês de abertura das valências de Lar e Centro de Dia, com capacidade para 35 e 20 utentes, respetivamente.
A creche foi o projeto que se seguiu, com o recurso ao Programa Pares, que financiou 60 por cento, enquanto a Câmara Municipal da Trofa financiou 30 por cento, e o restante foi conseguido através de donativos.
Esta nova valência iniciou a atividade em novembro de 2009, com capacidade para 50 crianças e rapidamente preenchida, beneficiando também do Acordo de Cooperação para todos os utentes.
Mediante a necessidade demonstrada pelos pais das crianças da creche de prolongar o acompanhamento das crianças para além dos três anos até ao ensino básico, entendeu a direção avançar com o jardim de infância, mesmo em tempos que já se previam difíceis, tendo em setembro de 2011 iniciado atividade, com capacidade para 42 crianças.
Segundo Luciano Lagoa, o Centro Social e Paroquial “envolve muitos recursos humanos, 45 colaboradores efetivos com técnicos qualificados e auxiliares, tendo também em regime de part-time um médico, uma psicóloga, uma fisioterapeuta, uma podologista e uma cabeleireira”. O pároco assinalou ainda o apoio diária de 12 voluntários. “Não é de esquecer a Liga dos Amigos da Instituição, que conta com 158 sócios e que ajuda a minorar um pouco as suas necessidades, tendo este ano o desafio de aumentar o número de sócios”, acrescentou.
Quanto a dificuldades, Luciano Lagoa enumerou “a não contemplação da totalidade dos utentes de Centro de Dia no Acordo de Cooperação, o custo do utente superior ao fixado pela entidade tutelar e os atrasos no cumprimento do Protocolo de Cooperação do município”.
Além do presidente, padre Luciano Lagoa, integram a direção António Pinheiro (vice-presidente), Magalhães Moreira (tesoureiro), Margarida Calado (secretária) e Júlio Maia (vogal).