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Miniatura da Capela Senhora das Dores em destaque na exposição

Miniatura da Capela Senhora das Dores em destaque na exposição

Até 25 de maio está patente a exposição sobre os 250 anos da construção da Capela Nossa Senhora das Dores. A miniatura do edifício que lá pode ser apreciada foi construída por um artesão trofense.

Na exposição evocativa dos 250 anos da Capela Nossa Senhora das Dores salta à vista uma miniatura da ermida, que levou nove a dez meses a ser construída. O trofense Manuel Silva foi o obreiro da peça que, pela dimensão e simbolismo, é uma das que mais dão nas vistas na mostra que está patente no Fórum Trofa XXI, no Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro, até ao dia 25 de maio.
Amante do artesanato, Manuel Silva decidiu construir a miniatura da Capela “em 2001”. No entanto, a complexidade da obra e o “tempo escasso” fê-lo optar por fazer outras peças como “o nicho do Sagrado Coração de Maria, em Finzes, e a Capela de Santa Luzia”. “Quando mostrei essa Capela às pessoas, perguntaram-me por que é que eu não fazia a Capela Nossa Senhora das Dores. Foi então que decidi recomeçá-la”, contou em entrevista ao NT.
Corria o ano de 2014 quando Manuel Silva decidiu pegar, novamente, no projeto. O facto de o Parque estar em obras não facilitou a tarefa do artesão que, várias vezes, teve de “vestir o colete fluorescente e colocar o capacete” para poder entrar no local para verificar pormenores na Capela que “não são possíveis aferir” em fotografias. A “cúpula” foi a parte mais difícil de construir. “Muitas noites, deitei-me a pensar em como havia de fazer certo pormenor, porque não havia desenhos. Saiu tudo da minha cabeça”, contou.
O dia da conclusão da peça, que foi pintada por Alcindo da Costa Gomes, não sairá da memória de Manuel Silva: “25 de outubro de 2015”. Quando a viu, o pároco de S. Martinho de Bougado “ficou admirado” e “pediu para que fizesse parte da exposição dos 250 anos da Capela”. Depois da mostra, voltará para casa de Manuel Silva até o artesão decidir a quem oferecer.
Sem grandes possibilidades de adquirir materiais para construir as miniaturas, Manuel Silva aproveitou a profissão – vendedor de máquinas para trabalhar madeira – e nas carpintarias pedinchava restos de madeira que iriam para o lixo. Na coleção tem ainda a miniatura da Capela de S. Lourenço, situada junto à Ponte da Lagoncinha. Para breve, tenciona concluir a antiga estação de comboios da Trofa e iniciar os coretos e a antiga escola que existiu no Parque Nossa Senhora das Dores.
Manuel Silva descobriu a paixão pelo artesanato em 1976, quando contribuiu com algumas peças para a cascata que existiu no quartel dos Bombeiros: “Uma casa da eira, uma azenha e um espigueiro”.

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