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Memórias e Histórias da Trofa: O embrião da industrialização

A Trofa, ao longo da sua história, sobretudo na época contemporânea, foi recebendo nas freguesias do seu futuro concelho várias indústrias, algumas delas o tempo foi apagando a sua memória, existindo muitas que estão, praticamente, longe do conhecimento da maioria dos populares. O tempo, por vezes, é ingrato na história.

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A Trofa, ao longo da sua história, sobretudo na época contemporânea, foi recebendo nas freguesias do seu futuro concelho várias indústrias, algumas delas o tempo foi apagando a sua memória, existindo muitas que estão, praticamente, longe do conhecimento da maioria dos populares. O tempo, por vezes, é ingrato na história.
Apesar da presença das indústrias, o tecido primário ia mantendo uma enorme importância económica, conseguindo por exemplo, em 1911, o número de agricultores ser elevado. Uma dinâmica de crescimento que se iria arrastar pelos anos seguintes, não se cingindo somente àquele ano.
Relativamente às indústrias, a existência de uma fábrica em Alvarelhos de produção de baetas que era propriedade de Manoel da Costa Maia, em S. Martinho, perante esta informação, já se assistia às sementes relativamente à indústria da metalomecânica com a serralharia mecânica que era propriedade de Rodrigo de Oliveira.
A existência de fábricas para a produção de baetas em Alvarelhos abre uma nova brecha na história e ajuda a reconstruir a sua identidade, demonstrando que esta ciência é tudo menos um livro fechado.
Na prática, assistimos a uma mudança de informação que remete para aquele tipo de indústria, apenas e exclusivamente, em Guidões, porém, em Alvarelhos, também existia.
A sua atividade iria continuar no ano seguinte, mas o surgimento de novos equipamentos e instalações industriais parece estar congelada nos anos seguintes. Não se pode ignorar que estava próxima uma guerra e, tal como na atualidade, a situação económica e social poderá sofrer consequências gravíssimas.
O número de agricultores ia crescendo, ganhando mais importância quer social, como também financeira.
No ano de 1918, em S. Martinho de Bougado, surge a indústria de chapéus, que era uma fábrica a vapor, talvez a primeira máquina a vapor na Trofa estava instalada naquela fábrica, de nome Campos e Ferreira.
Assistimos a uma tentativa de tentar quebrar os mitos da história da indústria da Trofa, que se apoia no escrutínio de novas fontes, novos documentos, não fechando a porta à mudança na história.

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