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Edição 741

Memórias e Histórias da Trofa: As minas do Coronado

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Decorria o ano de 1876, estávamos a passar pelos seus meados e em julho era anunciada a descoberta de uma mina de ferro, na “Boiça da Cavada”, território pertencente à freguesia de S. Romão do Coronado.
O cidadão José Hey tinha descoberto uma mina de ferro naquele território e a mesma era bastante extensa, com a área de exploração a ser estendida por 50 hectares, o que equivale a 50 campos de futebol. Uma dimensão que pode ser um pouco exagerada, atendendo às dimensões geográficas reduzidas daquela antiga freguesia do concelho do Trofa.
Uma mina de ferro em S. Romão do Coronado será, seguramente, uma novidade para muitos dos leitores e até, possivelmente, para os habitantes daquele território, contudo, as surpresas não ficariam por ali.
Acabaria também por ser descoberta uma outra mina de ferro, na freguesia de S. Mamede do Coronado, concretamente no Alto do Monte Redondo, numa área de exploração que também seria de 50 hectares. Foi, igualmente, encontrado um filão de ferro na “Boiça de Agrello”, localizada na mesma freguesia, cuja área de exploração intercetava com a da mina anterior.
As minas em questão tinham sido descobertas pelo mesmo elemento, que tinha de pagar uma quantia de 1$000 reis, por cada ponto de exploração para conseguir obter a concessão provisória. Caso não o fizesse, aquela concessão iria ser colocada em leilão público , no qual quem desse a proposta mais alta iria poder fazer a exploração daqueles filões.
Desconhecemos se o pagamento foi efetuado ou não, se inclusivamente as minas seriam exploradas, o que, obviamente, iria dinamizar a economia local, mas surpreendente é a existência de filões de ferro, numa localidade que não se tinha aproximado da existência daqueles elementos no conhecimento da atualidade.
É fundamental elucidar o leitor que neste momento da história várias foram as minas que foram sendo encontradas, um pouco por todo o território que ia alimentando a tentativa de concretizar um crescimento económico suportado em várias atividades económicas, sendo uma dessas atividades as minas de ferro que poderia ser a salvação para um território.

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Edição 741

Governo e municípios unidos na reabilitação do Rio Ave

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O Rio Ave faz parte dos projetos de reabilitação e valorização fluvial que o Governo vai colocar em marcha, no âmbito do programa Assistência para a Coesão e os Territórios da Europa (REACT-EU).

Ao todo são 30 as intervenções, a desenvolver “até 2023” e que implicarão um investimento de “50 milhões de euros”, anunciou o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, na cerimónia de assinatura de protocolos entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e 45 municípios, a 30 de abril, em Coimbra.
Dos 150 quilómetros de linhas de água que serão alvo de intervenção, 40 dizem respeito aos rios Ave e Vizela, envolvendo os municípios da Trofa, Santo Tirso, Vila Nova de Famalicão, Vizela, Guimarães, Fafe e Felgueiras. O projeto prevê um investimento de nove milhões de euros, para a “consolidação e renaturalização de margens do rio, corte e limpeza de vegetação e criação de espaços de inundação preferencial e de trilhos ecológicos”.
“É fundamental os rios serem um espaço de convívio, em que se preserva e que se cria condições para melhorar a qualidade da água, um espaço de união e não de separação”, assinalou o ministro à margem do lançamento da primeira pedra do Parque Silvestre do Verdeal, que vai reabilitar o rio Vizela, em Vila das Aves, concelho de Santo Tirso.
Aos 50 milhões de euros a investir nos próximos três anos em 150 quilómetros de linhas de água e 50 massas de água, acrescem 116 milhões de euros que já foram investidos em 1450 quilómetros de rios e ribeiras, desde 2017.
Matos Fernandes referiu ainda, em Coimbra, que este investimento foi possível devido a uma “vontade política que reconhece a relevância ambiental, económica e social destas intervenções”, através de um “compromisso com o poder local e de alocação dos meios financeiros necessários, de que o REACT-EU é um bom exemplo”.

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Edição 741

Julgamento de vereador reagendado para junho

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Depois de adiado, pela segunda vez, em fevereiro deste ano, devido à pandemia, o início do julgamento do Caso Trofense foi reagendado para 7 de junho.
As sessões, que estavam previstas acontecer no Fórum Trofa XXI, no Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro, vão agora realizar-se na sala dos Bombeiros Voluntários de Valadares.
Este é já o terceiro local escolhido para acolher o julgamento, depois de, no primeiro adiamento, em outubro de 2020, os advogados se terem queixado da “falta de condições de trabalho”, no auditório municipal de Vila Nova de Gaia.
Recorde-se que o Caso Trofense tem entre os arguidos o vereador da Câmara Municipal da Trofa, Renato Pinto Ribeiro, e resulta de uma investigação do Ministério Público (MP) sobre uma alegada “falta de fiscalização” das “verbas públicas atribuídas pela autarquia para obras de manutenção e requalificação do Complexo Desportivo do Trofense, em Paradela”, acabando o dinheiro, alegadamente, desviado pelo então presidente do clube Paulo Melro, para pagamentos de salários e outras despesas do futebol profissional do Trofense.
No ano de 2014, o Clube Desportivo Trofense viu ser-lhe atribuído um valor global de 135 mil euros de subsídios por parte do município. As verbas em causa estariam destinadas à requalificação dos relvados e apoio na construção de uma sala de estudos no complexo do clube em Paradela.
A Câmara Municipal da Trofa terá pago a totalidade do subsídio previsto no referido contrato-programa, dos quais 60 mil se destinavam a “obras de conservação e manutenção no complexo desportivo de Paradela”. No entanto, de acordo com a acusação do MP, “não foram efetuadas” as obras.

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