Depois de adiado, pela segunda vez, em fevereiro deste ano, devido à pandemia, o início do julgamento do Caso Trofense foi reagendado para 7 de junho.
As sessões, que estavam previstas acontecer no Fórum Trofa XXI, no Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro, vão agora realizar-se na sala dos Bombeiros Voluntários de Valadares.
Este é já o terceiro local escolhido para acolher o julgamento, depois de, no primeiro adiamento, em outubro de 2020, os advogados se terem queixado da “falta de condições de trabalho”, no auditório municipal de Vila Nova de Gaia.
Recorde-se que o Caso Trofense tem entre os arguidos o vereador da Câmara Municipal da Trofa, Renato Pinto Ribeiro, e resulta de uma investigação do Ministério Público (MP) sobre uma alegada “falta de fiscalização” das “verbas públicas atribuídas pela autarquia para obras de manutenção e requalificação do Complexo Desportivo do Trofense, em Paradela”, acabando o dinheiro, alegadamente, desviado pelo então presidente do clube Paulo Melro, para pagamentos de salários e outras despesas do futebol profissional do Trofense.
No ano de 2014, o Clube Desportivo Trofense viu ser-lhe atribuído um valor global de 135 mil euros de subsídios por parte do município. As verbas em causa estariam destinadas à requalificação dos relvados e apoio na construção de uma sala de estudos no complexo do clube em Paradela.
A Câmara Municipal da Trofa terá pago a totalidade do subsídio previsto no referido contrato-programa, dos quais 60 mil se destinavam a “obras de conservação e manutenção no complexo desportivo de Paradela”. No entanto, de acordo com a acusação do MP, “não foram efetuadas” as obras.