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Edição 741

Escrita com Norte: Terráqueo! Eu?

Se ao menos houvesse maternidades na Lua e a minha mãe lá tivesse o parto, poderia dizer que sou naturalmente Lunático e Terráqueo por obrigação.

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Já ouvi um pouco de tudo, desde a Ciência e a Religião serem antagónicas, passando pelos cientistas crentes em Deus até à Religião e Ciência se complementarem. E neste último caso, é facto, que muitos historiadores e arqueólogos se basearam na Bíblia para descobrirem ou identificarem lugares julgados perdidos.
Apesar de me achar um ser evoluído e utilizador da razão, o que me dá um toque moderno e sofisticado, permitindo-me deambular entre teorias (e nestas alturas peço a Deus para que ninguém me interrompa, porque não as sei explicar), quero crer, porque me interessa, que a Bíblia tem razão ao identificar vida apenas no nosso planeta, apesar de não entender porque Deus fez o Homem à sua imagem, quando pelo que se vê, podia tê-lo feito um pouco melhor…

Esta minha crença da existência de vida apenas no nosso planeta tem a ver com vergonha e status, da mesma forma que, certamente, um habitante de Mogege tem vergonha em dizer onde mora. Não é muito bonito dizer numa intervenção interplanetária, “Eu sou um Terráqueo”. Já estou a imaginar o sorrisinho dos Venusianos e Uranianos, habitantes de planetas com estilo, equivalente ou melhor do que um Terráqueo a morar no Parque das Nações!
Um dia que me apareça um ser extraterrestre e me pedir o cartão de cidadão, ele vai verificar que sou naturalmente Terráqueo e Terráqueo de residência…que parolice!
Se ao menos houvesse maternidades na Lua e a minha mãe lá tivesse o parto, poderia dizer que sou naturalmente Lunático e Terráqueo por obrigação. Como vêem, tenho vergonha de ser Terráqueo e se fosse rico e pudesse escolher, vivia em Neptuno e esconderia a minha origem saloia, diria apenas, “Sou Neptuniano e Sportinguista!”.

Estava uma destas noites em casa a olhar cá para fora e a ver a chuva a cair, quando vejo uma luz, a piscar, a atravessar o céu….que susto…afinal era um avião! E com o susto “tombei” num sono que me trouxe um sonho!

“Saturday night, vinte aninhos, estava eu na Gravity Disco Sound, de Marte, local onde não me sentia muito mal, porque os marcianos são tão parolos quanto eu, e é com eles que, nós terráqueos, disputamos o derby mais quentinho desse desporto chamado futebol, a cair em desuso no Universo!
Enquanto dava uns “goles” numa bebida espirituosa, cuja fórmula química é segredo do barman que já trabalhou no Via Láctea Swing Stereo Sound, de Plutão, e batia o pé ao som de uma nova banda de música de discoteca, os “BeeXees” de Saturno, uma miúda, pelo menos parecia-me, vem ter comigo e diz-me:

  • Olá!
    Pelo aspecto não é terráquea e pelo sotaque não me pareceu marciana.
  • Olá! – respondo com outro cumprimento.
  • És bem feiinho! – diz-me, insinuando-se.
    Apesar de, certamente, não o ser como terráqueo, naquele espaço nocturno de onde vinham seres de todo o Sistema Solar, de aspectos muito diferentes, como aquele ser com quem conversava (não sei de que planeta) tínhamos algo em comum…tínhamos dois olhos na cara!
  • Há quem ache o contrário. – respondo.
  • Já agora eu sou a XW, vim com a minha prima OW, e somos de Júpiter. E tu?
  • Eu sou o Zéquinha! – respondo.
  • Que nome! – diz a XW, prosseguindo – E aonde moras?
  • Na Trofa.
  • Aonde fica? – insiste a XW.
  • Em Portugal.
  • Sim, mas onde?
  • Na Europa.
  • Não estás a perceber Zéquinha! De que planeta vens?
    A XW fez a pergunta à qual tento escapar e, que feita de forma tão directa, obriga-me a mentir.
  • Sou Neptuniano, moro em Neptuno!
  • Uau, que chique, Neptuno! Sabeis cuidar do que é vosso e tendes o planeta sempre limpinho! – diz XW, entusiasmada.
    A noite prosseguiu animada, baseada numa mentira!
    À hora de ir embora despeço-me e vou para o terminal do Metropolitano Inter-galáctico. Sem saber, fui seguido pela XW que queria ver partir por quem se apaixonou. Estranhou ao não me ver entrar no Metropolitano para Neptuno e desiludiu-se quando entrei no Desmetropolitano com destino para a Terra via Lua!

Oh, afinal é um Terráqueo, que bimbo!”

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Desporto

Trofense defronta Anadia este sábado

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Está aí a segunda volta da Fase de Subida à 2.ª Liga e o adversário que, até agora, foi o único a “atrapalhar” o Trofense, com um empate, mas incapaz de somar mais pontos até agora. Este sábado, às 18 horas, a equipa da Trofa recebe o Anadia e nesta altura do campeonato, o que mais se espera é “dificuldades”, anteviu o treinador Rui Duarte em entrevista à TrofaTv.

“É uma equipa que, apesar de ter apenas um ponto, tem revelado grande capacidade e uma ideia de jogo muito positiva. Vai ser um jogo extremamente difícil para nós, que temos que manter o registo que apresentamos nestas últimas semanas”, referiu o técnico.

Sendo a única equipa que, na presente fase, o Trofense já defrontou, Rui Duarte acredita que pouco poderá surgir de diferente no plano tático.

“Nós estudamos muito o adversário, dentro daquilo que achamos que é importante e depois transportamos para aquilo que é a nossa estratégia e ideia de jogo. Não penso que, nesta altura da época, haja grandes diferenças de identidade. Pode haver algum elemento surpresa, mas isso tanto pode surgir do lado do adversário como do nosso”, sublinhou, sem deixar de admitir o sentimento de “confiança” pelo que a equipa tem produzido nos últimos jogos.

Se é verdade que o Trofense pode festejar a subida de divisão já daqui a uma semana, também é facto que uma “escorregadela” pode colocar em xeque esse horizonte.

“Temos que estar conscientes que vamos a meio desta fase. Estamos bem posicionados, mas o próximo jogo é extremamente importante, porque se não o conseguirmos ganhar, praticamente, volta tudo à estaca zero. Por isso, não podemos pensar muito mais além, temos é de controlar o que está próximo, temporalmente, e não pensarmos em mais nada”, sublinhou Rui Duarte.

O Trofense lidera a série da Zona Norte da Fase de Subida à 2.ª Liga, com sete pontos, mais um que o Pevidém, que esta jornada viaja ao reduto do Braga B.

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Edição 741

Governo e municípios unidos na reabilitação do Rio Ave

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O Rio Ave faz parte dos projetos de reabilitação e valorização fluvial que o Governo vai colocar em marcha, no âmbito do programa Assistência para a Coesão e os Territórios da Europa (REACT-EU).

Ao todo são 30 as intervenções, a desenvolver “até 2023” e que implicarão um investimento de “50 milhões de euros”, anunciou o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, na cerimónia de assinatura de protocolos entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e 45 municípios, a 30 de abril, em Coimbra.
Dos 150 quilómetros de linhas de água que serão alvo de intervenção, 40 dizem respeito aos rios Ave e Vizela, envolvendo os municípios da Trofa, Santo Tirso, Vila Nova de Famalicão, Vizela, Guimarães, Fafe e Felgueiras. O projeto prevê um investimento de nove milhões de euros, para a “consolidação e renaturalização de margens do rio, corte e limpeza de vegetação e criação de espaços de inundação preferencial e de trilhos ecológicos”.
“É fundamental os rios serem um espaço de convívio, em que se preserva e que se cria condições para melhorar a qualidade da água, um espaço de união e não de separação”, assinalou o ministro à margem do lançamento da primeira pedra do Parque Silvestre do Verdeal, que vai reabilitar o rio Vizela, em Vila das Aves, concelho de Santo Tirso.
Aos 50 milhões de euros a investir nos próximos três anos em 150 quilómetros de linhas de água e 50 massas de água, acrescem 116 milhões de euros que já foram investidos em 1450 quilómetros de rios e ribeiras, desde 2017.
Matos Fernandes referiu ainda, em Coimbra, que este investimento foi possível devido a uma “vontade política que reconhece a relevância ambiental, económica e social destas intervenções”, através de um “compromisso com o poder local e de alocação dos meios financeiros necessários, de que o REACT-EU é um bom exemplo”.

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