O 6º Congresso Distrital do Porto da Juventude Popular realizou-se na Trofa e ficou marcado pela eleição do presidente da comissão política distrital, Tiago Loureiro, que tem como vogal o trofense Rafael Ferreira de Jesus.

O auditório da Junta de Freguesia de Covelas recebeu, no sábado, 9 de novembro, o 6º Congresso Distrital da Juventude Popular (JP), que elegeu o maiato Tiago Loureiro como presidente da comissão política distrital do Porto dessa estrutura política.

O concelho também está representado por Rafael Ferreira de Jesus, presidente da JP da Trofa, que é vogal da recém-eleita comissão política.

Depois de um período em que esteve “adormecida”, a JP trofense parece revitalizar-se aos poucos e a realização do congresso é uma das provas que os jovens filiados querem fazer parte do futuro político do concelho. “Tivemos todo o interesse em tentar atrair um evento destes em que estão presentes 80 congressistas e que, certamente, irá trazer grande visibilidade ao concelho e à JP da Trofa. É uma base para trabalharmos para o futuro, para que os jovens percebam que há uma alternativa às duas grandes juventudes partidárias presentes na Trofa. Nós queremos mostrar que é possível ter outra ideologia e outra forma de trabalhar”, explicou Rafael Ferreira de Jesus, acrescentando que a JP da Trofa “só acredita numa política limpa, feita com critério e carácter, sem ataques pessoais”. “Não entramos nessas guerras e foi isso que fizemos durante a campanha autárquica”, salientou.

O presidente da JP Trofa afirmou que a estrutura esteve pouco ativa “por força das circunstâncias, pelo facto de a antiga presidente não poder estar presente como gostaria”, mas foi relançada “em abril”, aquando da eleição da nova comissão política concelhia. “Começamos a trabalhar antes das autárquicas, fizemos algumas atividades de promoção de campanha e o resultado foi bom para a coligação Unidos Pela Trofa, que apoiamos declaradamente e com todo o gosto”, acrescentou. Mas o grande mote da JP da Trofa – que, atualmente, tem cerca de 140 filiados – é “mostrar que o CDS começa a ter uma base autárquica que vai para além dos próprios filiados no partido” e “atrair uma atenção especial para os jovens, que um dia serão os futuros autarcas”.

Rafael Ferreira de Jesus quis deixar claro que “o CDS e a JP querem marcar uma posição” no panorama político concelhio, defendendo que “não são mais um”. “Fizemos uma coligação, mas temos o nosso valor e importância e vamos mostrar isso nos cargos que conseguirmos”, frisou.

“Satisfeito” pela realização do congresso na Trofa, Renato Pinto Ribeiro, presidente da Comissão Política Concelhia do CDS, considera “importante” uma atividade forte e autónoma da JP: “Independentemente de termos ido a eleições em coligação e estarmos no executivo da Câmara, bem como nas freguesias, as estruturas têm a sua identidade e querem preservá-la. Estamos unidos pelos trofenses e pela Trofa vamos dedicar o nosso trabalho, fazendo o nosso melhor pelo seu futuro”.

Tiago Loureiro foi eleito presidente da comissão política distrital da JP do Porto e para o mandato pretende “atuar em três campos”: um ao nível da “implantação”, para ter “uma JP tão abrangente quanto possível”, outro “em termos de reconhecimento do território”, fomentando a proximidade com as concelhias, e outro relativo à “formação política”.