No dia 23 de novembro, a ASCOR realiza um jantar aberto à comunidade, que será animado com um espetáculo de fado. Inscrições abertas até dia 18, segunda-feira.

Na Quinta de S. Romão, por volta das 21.30 horas de 23 de novembro, o silêncio vai dar lugar aos acordes da guitarra portuguesa e à voz de um embaixador do fado. O Património Imaterial da Humanidade vai marcar o jantar que a ASCOR (Associação de Solidariedade Social do Coronado) está a preparar. O espetáculo musical será garantido por um grupo de voluntários, entre eles António Moreira, conhecido pelo concelho pelo apoio social que presta em várias associações. Já o jantar será assegurado por colaboradores da ASCOR que, a título gracioso, contribuem para que a atividade resulte “num ganho” que assegurará os próximos investimentos da instituição.

O presidente da direção, Guilherme Ramos, avançou ao NT que, “sem a comparticipação de qualquer entidade pública, só arregaçando as mangas e trabalhando afincadamente” é possível “ter um centro a funcionar com as contas mais ou menos equilibradas”, senão “as pessoas teriam que pagar valores que seriam insustentáveis para a maioria delas”. “Ao contrário do que se vê nalgumas instituições, entendemos que a área social deve ser fundamentalmente direcionada para aqueles que mais necessitam e, por isso, a ASCOR faz alguns jantares, porque só assim é possível ir respondendo ao investimento que é necessário”, afirmou, explicando que desde que abriu, em 2009, a instituição adquiriu “duas carrinhas preparadas para transportar utentes com maior ou menor mobilidade” e que obrigaram a um esforço financeiro “superior a 80 mil euros”.

O jantar tem o valor de 15 euros e pode ter lotação a rondar as 140 pessoas. Os interessados em participar podem contactar a ASCOR, através do número de telefone 229 863 767, até segunda-feira, 18 de novembro. “Se servirmos essas pessoas e apurarmos um ganho de 1300 euros será muito bom. Se por um lado, as despesas diárias vão acompanhando quase na totalidade os custos correntes, por outro há necessidades de investimento que obrigam à realização destas atividades e ao apoio de empresas e particulares”, explicou. Por exemplo, acrescentou Guilherme Ramos, para além do desafio de “acabar o investimento das carrinhas” – faltam pagar “cinco ou seis mil euros” -, a direção pretende “adquirir mais dez cadeirões, no valor de 300 euros a unidade”, para acrescentar aos já existentes, para que representem dois terços dos utentes.

E tudo isto para garantir que os serviços da instituição continuem “a ser elogiados por toda a gente que a visita”. “Não é por acaso que temos vários utentes, cuja família pediu para que passassem algumas horas lá, apaixonaram-se e passaram a ficar o tempo todo”, garantiu.

Guilherme Ramos agradeceu aos voluntários que vão animar a noite, “que estão sempre disponíveis para ajudar” e que “devem servir de exemplo para que mais pessoas como estas apareçam”.