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Edição 457

Junta de Freguesia do Muro reúne histórias de Natal de oito trofenses

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Junta de Freguesia do Muro editou um livro de Contos de Natal, que reúne oito textos de autores trofenses. A próxima iniciativa será em maio, com uma “festa de rua”.

“O livro Contos de Natal é a compilação de oito histórias de diferentes autores com uma profunda ligação ao Muro que, prontamente, acederam ao convite lançado. É um livro de verdade, de sentimentos e de busca de felicidade, expressando o que vai na alma de cada um na principal noite do ano em que ninguém deseja estar só”. Este é um excerto do prefácio do livro “Contos de Natal”, que a Junta de Freguesia do Muro compilou e lançou na tarde de domingo, 19 de janeiro.

O salão nobre da Junta foi pequeno para acolher as várias dezenas de pessoas que aí se deslocaram, apesar da chuva, para assistir à sessão de lançamento do livro, que reúne oito contos de pessoas das freguesias do Muro, Alvarelhos e Guidões. Um a um, os autores subiram ao palco e recitaram as suas histórias, intercaladas pela interpretação de guitarra clássica por Tiago Marques. A sessão terminou com animadas músicas de Janeiras interpretadas pelo Grupo de Jovens Juventude Sem Fronteiras do Muro, seguido de um porto de honra.

Para Conceição Campos, elemento da Junta de Freguesia do Muro, este foi um dia “magnífico”, em que “todas as pessoas” ficaram “surpreendidas e gostaram” e que, apesar de “os autores estarem um bocadinho nervosos”, correu “muito bem”. A responsável pela iniciativa explicou que a ideia dos contos de Natal foi posta em prática de forma “muito rápida”, tendo sido convidadas “12 pessoas” a escrever e a apresentar um conto em “duas semanas”. “Nem todos tiveram tempo”, tendo sido apresentados oito contos da autoria de Adelaide Ferreira (Muro), Alexandra Freitas (Alvarelhos), Hermínia Abelenda (Muro), Juliana Sá (Muro), Manuel Araújo (Guidões), Manuel Pereira (Muro), Pedro Almeida (Muro) e de Rita Gomes (Muro).

Apercebendo-se que “os contos valiam a pena serem publicados” surgiu a ideia de compilá-los num livro, tendo Carlos Martins, presidente da Junta de Freguesia do Muro, “feito questão que fosse a Electrum (de quem também é gerente) a patrocinar o livro”, que foi feito pela “prata da casa”: a ilustração da capa esteve a cargo de Daniel Maia e o design gráfico foi de Margarida Pinto.

Conceição Campos considerou que se trata de “um livro magnífico”, que trouxe “muita felicidade à tarde de hoje (domingo)” e que “fica para a lembrança” das gerações futuras. Nesta primeira edição foram impressos “cem exemplares”, que estão disponíveis na Junta de Freguesia e na Casa da Cultura. A Junta de Freguesia equaciona lançar “um livro de contos para crianças ilustrado por pessoas da freguesia”.

Segundo Conceição Campos, o “betão é importante” assim como “algumas obras que a freguesia precisa, que tem algumas carências”, mas que “mais importante do que tudo é a felicidade das pessoas”. “O dia a dia é sempre a correr com muito stress e, assim, onde se vai buscar a felicidade? A algumas aptidões que as pessoas têm, aos hobbies e à descoberta delas próprias, através de iniciativas como estas. A revelação de talentos escondidos traz felicidade e é nisso que as pessoas acabam por ir buscar força para o seu dia a dia”, finalizou.

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A Junta de Freguesia está agora a preparar a que será a “grande festa do Muro”, que se realizará “em maio”. Será uma “festa de rua”, a decorrer na noite de sábado e no domingo, na Rua da Igreja, que será “fechada” ao trânsito e onde “todas as pessoas do Muro estão convidadas a estar presentes” e a divulgar as suas “coleções, recuperações de velharias e bicicletas, trabalhos em inox ou em alumínio”, havendo ainda “desfiles de moda e de penteados, dança de rua, muita animação, exposição de pintura e artesanato, pinturas faciais e tatuagens”. Os agricultores também estão convidados a estarem presentes para venderem “os seus produtos agrícolas”. Segundo Conceição Campos, esta é uma forma de a Junta “dar a oportunidade para as pessoas angariarem receitas e divulgar os seus produtos, como bolos, licores ou compotas”, sendo uma festa que será “muito importante para a freguesia”.

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Edição 457

O desemprego jovem é uma chaga social que hipoteca o futuro

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Na história dos tempos, os jovens sempre foram considerados uma força importante para o desenvolvimento das sociedades e para a humanidade seguir adiante, mas na atualidade, e numa visão funcionalista e mercantilista da sociedade, os jovens são considerados descartáveis, em virtude de não responderem às lógicas produtivas, nem a qualquer critério útil de investimento. As consequências desta visão retrógrada são o flagelo do desemprego, e em particular o desemprego jovem.

Desempregado é o individuo com idade mínima de 15 anos que não tenha trabalho remunerado e esteja disponível para trabalhar. Se tem entre 15 e 34 anos, e está nestas condições é considerado, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), desempregado jovem. Esta triste realidade, que chega a atingir os 40%, não é só portuguesa; é também europeia. São muitos os países europeus, que atingem esta elevadíssima percentagem de desempregados jovens.

Os números do desemprego jovem, ainda são mais assustadores, pois é considerado empregado o individuo com idade mínima de 15 anos que tenha efetuado um trabalho de pelo menos 1 hora mediante o pagamento de uma remuneração. São muitos os jovens que, em situação de desespero, aceitam um trabalho temporário. Estes jovens, que aceitaram este trabalho precário e receberam uns parcos dinheiros, não contam para o desemprego. Também não se contabiliza os que emigram. Por estes motivos, os dados avançados pelo INE, referentes ao desemprego jovem, estão muito longe da realidade.

A legislação, que supostamente foi feita para originar a criação de novos postos de trabalho, define que os contratos de utilização de trabalho temporário podem renovar-se até ao limite máximo de dois anos, mas tem sido facilmente contornável. Os contratos nunca duram até ao limite temporal estabelecido, pois são rescindidos antes, para nunca atingir o limite, e volta-se a contratar o mesmo trabalhador, originando um círculo vicioso maléfico para a juventude.

O trabalho temporário, que seria importante para a flexibilização do mercado de trabalho, desde que adequadamente utilizado, transformou-se numa aberração e num abuso sem precedentes. Esta triste realidade, que tem tido beneplácito do poder político e também do poder judicial, demonstra o forrobodó que tem sido, principalmente para as grandes empresas multinacionais, que chegam a contratar o mesmo trabalhador para outras funções, ou com outra categoria, por novos períodos de tempo, chegando a atingir 10 e mais anos. Assim, formalmente, não corresponde a uma renovação contratual, mas a um novo contrato, mesmo que, na realidade, seja para ocupar o mesmo posto de trabalho.

O aproveitamento escandaloso dos estágios curriculares e o trabalho temporário têm sido um engulho ao desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens, pondo em causa o seu futuro. Com esta nova realidade, e porque ser jovem é (devia ser) acreditar e correr atrás dos sonhos, surgiu um novo ciclo de emigração não voluntária, agora mais jovem e qualificada, com consequências graves para o futuro do país, que pagará caro por esta falta de visão.

Portugal está a empurrar para o estrangeiro uma geração, talvez a mais bem qualificada de sempre!

Num país onde não se pode ter esperança, nem sonhos, emigrar é o mais natural. O futuro comum é negro, pois está hipotecado. O flagelo do desemprego jovem é uma chaga social que hipoteca o futuro. Infelizmente, em Portugal, a história do futuro está a escrever-se na porta de saída. É triste que assim seja!

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José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Edição 457

Exposição fotográfica revela trabalho solidário em Moçambique (C/Video)

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No dia 23 de outubro de 2013, o trofense Silvano Lopes partiu para Moçambique, com o intuito de a realizar, durante um mês, um documentário junto da Organização Não Governamental (ONG) Um Pequeno Gesto, com vista ao apadrinhamento de crianças e divulgação da instituição.

Quase três meses depois, o trofense vai divulgar o resultado do seu trabalho, através de uma reportagem fotográfica que vai estar exposta na sala de exposições do FIJE – Fórum de Inovação para Jovens Empreendedores. “Um pequeno gesto, uma grande ajuda” é o nome do projeto de solidariedade que Silvano Lopes realizou em Moçambique e que tem como objetivos “divulgar o resultado de todo o seu trabalho e, simultaneamente, promover esta ONG e os seus objetivos de solidariedade, que passam pelo Programa de Apadrinhamento, que liga uma criança moçambicana a um padrinho de língua portuguesa”.

Assim, do dia 3 de fevereiro a 28 de março, a sala de exposições do FIJE recebe “uma seleção de 20 fotografias” de Silvano Lopes, que retratam o tempo passado em Moçambique

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