A corporação dos Bombeiros Voluntários da Trofa dispõe, desde o dia 24 de Dezembro, de uma ambulância de Posto de Emergência Médica, atribuída pelo Instituto Nacional de Emergência Médica-INEM, no âmbito de um projecto da Rede Nacional de Ambulâncias de Emergência de Socorro. A ambulância de PEM atribuída ao quartel trofense é um dos cinco veículos distribuídos pelo distrito do Porto, que vem substituir meios mais antigos e melhorar a capacidade de resposta da emergência pré-hospitalar.

“No fundo esta ambulância vem substituir uma que já existe no corpo de bombeiros, que com o avançar da idade a a deterioração dos materiais pelo seu uso requeria a substituição. Em termos de mais valias, é mesmo a substituição deste equipamento, porque o socorro vamos continuar a mantê-lo dentro dos padrões que prestávamos”, afirmou, em declarações ao NT/TrofaTv, João Pedro Goulart, comandante da corporação de Bombeiros da Trofa.

A ambulância de Posto de Emergência Médica atribuída é propriedade do INEM, mas a gestão da mesma fica a cargo da corporação de bombeiros. Com equipamentos mais modernos, a nova ambulância é, de forma idêntica a algumas ambulâncias de socorro que a corporação já possuía, orientada para o suporte básico de vida e a estabilização inicial da vítima politraumatizada.

João Pedro Goulart considera indispensável a formação pelo INEM dos tripulantes de socorro assim como o seu reforço em termos de número. “A colocação desta ambulância aqui na corporação implica uma tripulação que deve ser formada pelo INEM. Nós já temos tripulantes que são formados pelo instituto, mas neste momento e face às necessidades em matéria de socorro, contamos com o instituto para colmatar estas necessidades, aumentando ainda mais os tripulantes de socorro”, sublinhou.

O comandante do corpo de bombeiros da Trofa frisou ainda que a nova ambulância atribuída pelo INEM ao quartel da Trofa não vem introduzir o funcionamento de ambulâncias de socorro na corporação trofense, na medida em que a mesma dispõe de veículos de socorro desde 1991. “O socorro é garantido pela corporação desde que ela existe. Em matéria de protocolo que temos com o INEM, uma vez que são ministérios diferentes, já temos um protocolo com o instituto desde 1991”, explicou. “Esta ambulância, e nomeadamente pela sua característica exterior que é uma ambulância amarela e como tal pode estar associada a uma nova imagem que o próprio instituto tem transmitido para a opinião pública, está ao serviço desde 24 de Dezembro de 2008”, acrescentou.

A cerimónia de atribuição das ambulâncias de Posto de Emergência Médica decorreu no dia 19 de Dezembro, em que foram entregues 47 de um total de 110 que estarão ao serviço do Sistema Integrado de Emergência Médica até ao final do primeiro trimestre de 2009.

 

Parque automóvel do quartel trofense “bem equipado”

 

De acordo com João Pedro Goulart, o parque automóvel do quartel de bombeiros da Trofa “está bem equipado” no que diz respeito a veículos de socorro. Com a última aquisição atribuída pelo INEM, a corporação trofense dispõe agora de seis ambulâncias de socorro no total. Destas seis, duas são propriedade do INEM e outras quatro da associação humanitária dos bombeiros trofenses, em que duas são orientadas para o suporte básico de vida e outras duas mais avançadas, para o suporte diferenciado. O comandante da quartel da Trofa mostrou ao NT/TrofaTv quais as principais diferenças entre as várias ambulâncias de socorro a operar na corporação da Trofa. Assim, a ambulância de socorro básico possui equipamento para “garantir o suporte básico de vida e a estabilização primária da vítima poli-traumatizada”, explicou o comandante. Alguns equipamentos do ponto de vista do trauma, oxigénio portátil, uma maca scoop, para resgate rápido e manipulação da vítima no menor movimento possível, aparelho para medir a tensão arterial, aspirador eléctrico de mucosidades, para garantir a permeabilização da via aérea, malas com materiais de primeiros socorros, colares cervicais e ainda kits de partos para emergências obstétricas, são, entre outros, equipamentos que fazem parte da ambulância e socorro básico.

Semelhante à anterior, a ambulância do INEM que a corporação já dispunha, possui, de acordo com João Pedro Goulart, “praticamente todo o mesmo material”, sendo a única diferença “um dispositivo rádio que permite comunicar com o Centro de Orientação de Doentes Urgentes, para se estar mais próximo do aconselhamento médico, porque lá existe um médico capaz de dar informação do ponto de vista clínico e orientar o tripulante da ambulância”.

Por sua vez, a ambulância de cuidados intensivos é orientada para o suporte intermédio ou avançado de vida. Dispõe de equipamento diferenciado, como o monitor desfibrilhador “que permite em situações de fibrilhação cardíaca dar choques eléctricos à vítima” e o monitor de sinais vitais “para fazer a monitorização do doente, nomeadamente ver como está o seu ritmo cardíaco, fazer um electrocardiograma, ver as tensões arteriais e todas as funções vitais ao nível da temperatura, respiração e pulsação”. Um ventilador automático e uma seringa perfusora são outros equipamentos que integram a ambulância que, segundo o comandante, “traz uma mais valia na qualidade de socorro prestada à nossa população”.

O quartel trofense dispõe ainda de uma outra ambulância de cuidados intensivos, tecnologicamente mais evoluída relativamente à anterior. É dotada de bomba difusora, equipamento que permite fazer o pacing externo, a desfibrilhação automática, semi-automática e manual, electrocardiograma, capnometria, capnografia e oximetria, entre outras funções. Uma mala médica com fármacos de primeira linha, necessários para estabilizar o doente crítico, é um outro material que a diferencia das restantes, assim como equipamentos de imobilização traumática do ponto de vista pediátrico e duas arcas térmicas, uma a frio e outra a quente, que ajudam a conservar determinados fármacos.

Por fim, João Pedro Goulart apresentou a última aquisição, a nova ambulância de Posto de Emergência Médica, atribuída pelo INEM. “Tem o mesmo tipo de equipamento, apenas material mais recente e uma outra estética do ponto de vista do interior da ambulância”, referiu, acrescentando que se insere “no projecto da Rede Nacional de Ambulâncias de Emergência de Socorro e está preparada para, futuramente, poder ter alguns equipamentos que a corporação já possui”.

De acordo com o comandante da corporação da Trofa, os meios de equipamento estão garantidos e torna-se agora indispensável colmatar uma outra necessidade. A da qualificação dos tripulantes de socorro, através de formação ministrada pelo INEM, bem como o reforço do voluntariado para integrar o corpo de Bombeiros.

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