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Incêndio em Covelas e Folgosa mobilizou 76 operacionais e foi dominado em cerca de duas horas

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Um incêndio em zona de mato que deflagrou entre Covelas, no concelho da Trofa, e Folgosa, no concelho da Maia, mobilizou um forte dispositivo de combate, envolvendo 76 operacionais e 23 veículos. As chamas chegaram a progredir em direção a habitações, mas foram rapidamente controladas, evitando consequências mais graves.

Em declarações, o adjunto de comando dos Bombeiros Voluntários da Trofa, Carlos Cadilhe, explicou que o incêndio ganhou intensidade devido às características do terreno.

“Tivemos aqui um foco de incêndio que começou a arder com alguma intensidade por causa da inclinação que temos aqui também do terreno.”

Segundo o responsável, o combate permitiu extinguir rapidamente os dois flancos ativos, impedindo que as chamas atingissem as habitações próximas.

“Rapidamente conseguiram fazer a extinção dos dois flancos que nós tínhamos com alguma intensidade, que progredia em direção às habitações. Foram rapidamente extinguidos, tanto com as equipas que tínhamos apeadas no terreno e os veículos, como também com os meios aéreos.”

No teatro de operações estiveram mobilizados 23 veículos e 76 operacionais, entre bombeiros, GNR, Proteção Civil, Afocelca e os meios aéreos, num dispositivo reforçado pelo Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil.

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Carlos Cadilhe destacou que a estratégia de “ataque musculado”, adotada desde os primeiros momentos da ocorrência, foi determinante para controlar rapidamente o incêndio.

“Foi o crescimento do ataque musculado, que permitiu que rapidamente fosse controlado e entrasse em rescaldo.”

O adjunto de comando explicou ainda que os meios foram reforçados assim que foi dado o alerta, numa fase em que existiam dúvidas sobre se o incêndio se encontrava no concelho da Trofa ou da Maia.

“O Comando Sub-Regional rapidamente reforçou os meios. Inicialmente havia dúvida se era Trofa ou Maia, acabou por vir veículos e meios das duas áreas para conseguir fazer face ao incêndio.”

Após o domínio das chamas, as equipas concentraram-se nas operações de rescaldo, consideradas essenciais devido às previsões de agravamento do vento durante a noite.

“Neste momento vamos ter um trabalho muito demorado, que é o rescaldo, para ter a certeza, porque existe previsão de o vento ganhar bastante intensidade durante a noite. Vamos fazer um bom rescaldo para evitar que haja reativações.”

Segundo Carlos Cadilhe, a fase mais demorada da operação acabou por ser a identificação dos acessos ao local do incêndio.

“O que demorou mais foi descobrir os acessos para chegar ao local. Depois, com as equipas no terreno, rapidamente fizemos o domínio do incêndio e a extinção.”

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