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Edição 460

Flávio Gonçalves campeão regional de kickboxing

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Flávio Gonçalves e Alexandre Carvalho foram os trofenses que representaram a Escola de Kickboxing Lifecombat no primeiro Campeonato Regional da época, que se realizou no sábado, 8 de fevereiro, em Vila Nova de Famalicão.

Com “apenas quatro meses de treino”, Flávio Gonçalves eliminou os seus adversários, sendo o atual campeão regional na sua categoria, esperando agora conseguir o primeiro lugar no Campeonato Nacional, que decorre em maio. Já Alexandre Carvalho ficou-se pelos quartos de final, fruto de “uma gripe que afetou o seu desempenho”. No entanto, o atleta promete “melhorar a sua performance” no Campeonato Regional, em abril.

Também Nuno Pereira, Rogério Rocha e Joana Santos, outros atletas do Lifecombat, sagraram-se campeões regionais e Joel Moreira e Paula Moreira conquistaram a “prata”, estando apurados para o Campeonato Nacional. Por outro lado, Paulo Silva, Sílvio Silva e Ricardo Carvalho ocuparam o 3º lugar no pódio, não conseguindo o apuramento.

A Escola Lifecombat arrecadou a taça de 1º lugar por equipas, “graças às suas excelentes prestações”.

Os treinadores, Luís Ferreira e Nádia Barbosa, declararam que “todos os atletas tiveram um bom desempenho dignificando mais uma vez a escola”, estando “orgulhosos com o sucesso alcançado” e esperando que “aqueles que ainda não conseguiram o apuramento para o Nacional o consigam em abril”. “Fomos a única escola do concelho da Trofa a participar neste campeonato, sendo que continuamos a elevar o nome da Trofa ao mais alto nível com os excelentes resultados”, acrescentaram. 

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Edição 460

Eu empreendo, Tu empreendes, Ele empreende

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Ricardo Garcia

Ricardo-Garcia

A palavra “empreendedorismo” sempre provocou em mim o efeito da urticária. Neste mundo novo que a extrema-direita está a construir, a parte lexical, sob alçada dos assessores políticos e quejandos, está a criar a sua própria linguagem e imaginário. Entre muitas outras, a palavra “empreendedorismo” surge cada vez mais na boca dos políticos e nos media de uma forma quase assustadora. Todos temos que ser “empreendedores”, de criar o próprio emprego, ser proativos, sair da zona de conforto e de preferência pisar alguém. Mas acaba por ser ridículo: cerca de 99,9% do tecido industrial português são micro, pequenas e médias empresas, criadas por… empreendedores. Então qual a urgência de imposição desta palavra no nosso dia a dia? Só pode ter um objetivo ideológico: a promoção ilusória do Individualismo Económico e o desmembramento das relações laborais de classe.

Com um governo empenhado em mudanças radicais na sociedade portuguesa, assistimos a alterações profundas nas funções sociais do estado (desmantelamento progressivo do Serviço Nacional de Saúde e implosão da Segurança Social com consequências diretas nas assimetrias sociais), na educação (revanchismo por parte de uma classe que não digeriu a democratização do ensino), nos costumes (visível na recente jogada suja do referendo sobre a coadoção por casais homossexuais) e na área económica. Esta última, tendo por eixo os sectores mais conservadores das faculdades de economia em Portugal, tenta impor um novo paradigma económico assente, entre outros pilares, na Culpa (a famosa treta do “andamos a viver acima das nossas possibilidades e como pecadores que fomos, espécie de soberba, temos que ter uma castigo, não divino mas terreno”) e, como acima referido, no Individualismo Económico.

As vantagens do Individualismo Económico são inúmeras para o capital. Um trabalhador que tenha por cima de si a pairar as fábulas e os mitos do “empreendedorismo”, pode ser enfeitiçado para a perda de consciência de classe e respetiva alienação. Se juntarmos a isto as consequências nefastas da precarização do trabalho e do modelo de despedimento tendo como primeiro ponto a avaliação individual de desempenho (estando, como sempre neste governo fora da lei, em confronto com a Constituição), os dados estão lançados.

Nada é mais útil ao capital do que uma sociedade produtiva, fragmentada, obediente e delatora.

 

Ricardo Garcia

 

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Edição 460

Crónica jurídica: A Insolvência…de Pessoas Singulares!

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Olá queridos trofenses. Esta é a minha primeira crónica. Nela abordarei mensalmente questões jurídicas. Antes de mais, nada como uma breve apresentação. Chamo-me Isaura Ramalho, nasci e cresci na Trofa, sou licenciada em Direito, pela Escola de Direito da Universidade do Minho, e atualmente advogada. No dia a dia, apercebi-me da necessidade de informação por parte das pessoas, o que me motivou a iniciar este trabalho. Tenho por isso como objetivo primordial esclarecer questões jurídicas que me parecem pertinentes, e sobretudo úteis ao cidadão, distanciando-me sempre do caso concreto. Espero sobretudo ajudar-vos a clarificar as vossas dúvidas. Tenham uma boa leitura!

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