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Centenas de devotos de S. Roque rumaram no passado fim-de-semana à freguesia de Alvarelhos para participar na festa em honra do Santo. A comemorar 49 anos de festejos, o pároco e os membros da Comissão de Festas prometem algumas surpresas para o próximo ano.

A capela mais antiga do concelho foi palco de mais uma romaria em honra de S. Roque. Cumprindo a tradição, todas as ruas da aldeia com o nome do Santo, na freguesia de Alvarelhos, foram cobertas de tapetes de flores que guiaram os nove estandartes e os quatro andores que levavam Nossa Senhora de Fátima, a Senhora das Neves, S. Miguel e o padroeiro, S. Roque.

Pelas ruas, nas janelas das casas centenas de pessoas assistiram e participaram na procissão que é, segundo a Comissão de Festas, “o ponto mais alto da festa em honra de S. Roque”.

“Esta população está de alma e coração com S. Roque e a aldeia. Estamos muito orgulhosos, porque as festas têm atraído muita gente”, afirmou Adriano Teixeira, membro da Comissão de Festas, em entrevista exclusiva ao NT.

Sem grandes mudanças na romaria, a Comissão de Festas apostou nas actuações dos Zés Pereiras “Juventude em Força” de São Mamede do Coronado e do Conjunto Típico do Val para animar o dia de sábado. E no domingo decorreu a já tradicional procissão em honra do Santo.

“As promessas e as festividades são as mesmas de há cinquenta anos, tudo era assim e vai continuar assim, mas há algo que podemos melhorar sempre de ano para ano”, frisou Adriano, por isso, para os festejos do próximo ano, data em que se comemoram os 50 anos desta celebração a S. Roque, estão prometidas algumas surpresas.

“Para o ano vai ser um ano muito difícil para nós. A população está cansada de contribuir e cada vez é mais difícil fazer estas festividades, mas estamos a pensar durante o próximo ano fazer algo aqui no monte para tentar cativar mais pessoas para que possam contribuir ao longo do ano”, explicou.

Para além de mais festividades que darão vida ao Monte de S. Roque, os festeiros pensam ainda embelezar a capela quinhentista construída em honra do Santo: “há três anos pensamos colocar um retábulo, trabalhamos para isso, temos uma verba na ordem dos seis mil euros e este ano vamos pensar juntar mais dois ou três mil euros, porque a despesa será de 12.500 euros. Por isso, vamos trabalhar para que na devida altura todos possam receber o dinheiro e vamos pagar a todos”, frisou o membro da Comissão.

Joaquim Oliveira, presidente da Junta de Freguesia de Alvarelhos, também marcou presença na romaria e frisou a importância destas festas para a freguesia. ” Fico satisfeito por ver que as pessoas se empenham em defesa daquelas que são as suas crenças e também naquilo que é o património da sua freguesia e da sua aldeia”, afirmou.

Também a pensar no cinquentenário da realização destas festas, o presidente da Junta deixou a promessa: “naturalmente que se eu ficar e continuar a ser o presidente da Junta de Freguesia naturalmente que iremos colaborar. Eu a título pessoal irei empenhar-me e irei colaborar monetariamente quer na colocação do altar quer nas festas que se vão fazer”.

Rodeado de algumas centenas de populares, que se juntaram à festa perto da capelinha, Bernardino Vasconcelos, presidente da autarquia trofense, confessou ao NT que “esta festa tem um espírito especial”. “Esta festa realiza-se de volta de uma capela de S. Roque que tem uma vigência neste concelho de muitos anos, a capela é de 1601 e alberga desde sempre S. Roque. É de facto uma procissão especial que traz uma grande mobilização das pessoas, tem sempre uma Comissão de Festas muito empenhada que desenvolve não só todo este evento religioso, mas também o evento pagão que faz parte da envolvência das festas religiosas do nosso concelho”, referiu.

O autarca trofense fez ainda questão de frisar o apoio prestado pela Câmara Municipal a todas as paróquias do concelho: “nestes 10 anos passados demos apoio a todas as festas religiosas do nosso concelho. Com certeza que se for eleito presidente de Câmara, irei continuar a colaborar e a partilhar com os cidadãos das várias freguesias e paróquias a realização destes eventos”.

O dia litúrgico em que se festeja o S. Roque é dia 16 de Agosto, contudo as festas em Alvarelhos decorrem no último fim-de-semana do mesmo mês.

S. Roque era filho de uma família rica, tendo estudado medicina, por isso dedicava-se a cuidar das pessoas com peste, acabando mais tarde por contrair a doença. Foi nessa altura que bateu à porta de um senhor rico que lhe negou ajuda, o cão deste senhor levava um pão da mesa do dono e dava ao santo, todos os dias. Assim, graças ao cão, Roque não terá morrido, contudo depois de se ter curado foi preso por ser considerado um espião, acabando por morrer abandonado.