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Ano 2011

Exposição de artesanato e pintura em S. Romão

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Onze são os artesãos que participam nesta 9ª edição, onde três deles pertenciam a freguesias vizinhas. Presidente da Junta considera este tipo de iniciativas importantes para promover o trabalho dos artesãos.

Cestas e telhas decoradas com flores, trabalhos com escamas de peixe e quadros florais é o que poderá encontrar na Exposição de Artesanato e Pintura na Junta de Freguesia de S. Romão do Coronado. Esta mostra, que já vai na 9ª edição começou no dia 3 de dezembro, sábado, e prolonga-se até ao dia 18 de dezembro.

“Proporcionar momentos diferentes a nível cultural” é um dos principais objetivos para esta exposição, que conta com os trabalhos dos artesãos locais e de freguesias vizinhas, tais como S. Mamede do Coronado, Nogueira da Maia e S. Pedro de Fins. Segundo Guilherme Ramos, presidente da Junta de Freguesia romanense, este tipo de eventos são importantes para promover os trabalhos que os artesãos fazem ao longo do ano. “Entendi que seria de todo o interesse dar condições nesta freguesia para que todas as pessoas que se dedicam a esses trabalhos manuais pudessem expô-los. É uma forma de os incentivar”, assegurou o autarca. Segundo Guilherme Ramos, é “este o tipo de eventos que as pessoas não dispensam, principalmente na época de Natal”. E como sabe que estas iniciativas são do interesse da população, já idealizou um novo espaço para a Junta de Freguesia, que terá as condições necessárias “para ter ateliês e exposições quase permanentes”, pois acredita que “há procura e pessoas interessadas” neste tipo de trabalhos.

José Pinto, um dos pintores que expôs nesta mostra, afirma que este tipo de iniciativas “é importante”, pois pode expor os trabalhos que fez ao longo do ano. “Árvore da vida, rostos, abstratos” são alguns dos temas que pode encontrar nesta exposição e que José Pinto tem muito gosto em ver “serem adquiridos”. Conceição Cunha é outra artesã presente neste evento. Já participou “entre seis a sete vezes nesta exposição” e na edição deste ano presenteia os visitantes com cestas decoradas com “flores e frutos feitos de uma pasta, telhas decoradas com a mesma pasta” e trabalhos elaborados com escamas de peixe, com uma técnica que garante ser do século dezasseis. A sua participação não se prende “em vender, mas sim em mostrar o que se pode fazer” com os vários materiais existentes.

Para além destes trabalhos, pode ainda ver objetos em madeira, como caixas com imagens da Hello Kitty, bijuteria artesanal e artigos feitos pelos utentes da ASCOR (Associação de Solidariedade do Coronado).

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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