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Edição 743

Escola de Atletismo apurada para a 3.ª Divisão

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A Escola de Atletismo da Trofa apurou-se para a final da 3.ª Divisão Nacional de Clubes em femininos, com 231,5 pontos. A equipa superou a competição da época passada, batendo o recorde a nível de pontos – na qual obteve 117 pontos – e subindo um lugar na classificação.
Na classificação geral nacional, a formação trofense classificou-se no 18.º lugar, num universo de 34 equipas.
Sofia Santos, Mónica Rodrigues, Sandra Sá, Vânia Sousa, Júlia Sousa, Alice Oliveira, Deolinda Oliveira, Diana Rodrigues, Ana Mota, Ana Silva e Daniela Gregório foram as atletas que contribuíram para este feito.
Sandra Sá conseguiu o 8.º lugar nos 400 metros e o 16.º nos 200 metros, enquanto Alice Oliveira foi 9.ª classificada nos 3000 metros e 13.ª nos 1500 metros.
Daniela Gregório alcançou o 9.º posto nos 5000 metros e a equipa de estafetas 400 metros (Mónica Rodrigues, Ana Silva, Daniela Gregório, Diana Rodrigues) terminou em 16.º lugar.
Deolinda Oliveira conseguiu o 18.º lugar nos 3000 metros obstáculos, enquanto Ana Silva conquistou a mesma posição nos 800 metros.
Para esta classificação da EAT contaram ainda o 26.º lugar de Sofia Santos no lançamento do martelo e o 24.º nos 100 metros barreiras; o 28.º de Mónica Rodrigues no salto em comprimento e nos 100 metros; o 25.º de Júlia Sousa nos 3000 metros marcha; o 24.º de Diana Rodrigues nos 400 metros barreiras; o 27.º de Ana Mota no lançamento do peso; o 32.º de Vânia Sousa no lançamento do disco e o 35.º no lançamento do dardo.
A equipa de estafeta de 100 metros, composta por Diana Rodrigues, Ana Silva, Sofia Santos e Sandra Sá, alcançou o 20.º posto.
Na mesma competição, mas sem equipa estruturada, participaram ainda os atletas masculinos Leonardo Teixeira (46.º nos 100 metros), Rúben Pinto (41.° no lançamento do dardo e 39.° no lançamento do disco), Francisco Paredes (44.° nos 400 metros) e João Abreu (47.° nos 800 metros).
Estes atletas, em conjunto com Ludgero Moreira, competiram nos 100 e 400 metros estafetas, conseguindo o 36.º e 37.º lugares, respetivamente.

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Edição 743

A minha causa

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Num mundo cada vez mais estranho (para mim), apesar da juventude dos meus 47 anos, em que se trocassem a ordem das velas no meu bolo de aniversário, isso sim, me envelheceria, eu tenho uma causa.
E a estranheza do mundo actual começa precisamente nas “causas”, em que na pretensa defesa de géneros, minorias, classes, grupos, …, defende-se a causa A, para, sem perder tempo, acorrermos à defesa da causa B e, se ainda houver tempo, darmos o corpo às balas pela causa C. Tudo isto antes da hora do almoço. Da parte da tarde, e até ao deitar, a saga continua, dependendo do número de petições que aparecerem para aderirmos. Se abrandássemos para pensar, provavelmente, entenderíamos que a defesa de umas invalida a defesa de outras.
Eu, por exemplo, que defendo a emancipação das mulheres, o respeito pela orientação sexual de cada um e a liberdade religiosa, em qualquer ponto do globo terrestre (em qualquer ponto), defender o Islão é tão incongruente como pertencer à Juventude Leonina e ser sócio do Benfica.
Mas, no meio de causas tão elevadas, eu tenho a minha, a que chamo de “causa primordial”, mas que se fica pelo “rés do chão” das causas. Quero que a mim, Homem, Heterossexual, Claro (não me incomoda que me chamem de Branco), seja reconhecido, e não tem que ser por todos, apenas pela minha esposa, o direito à minha condição básica de distraído.
E num constante esforço de combate a esta característica genética para manter o equilíbrio familiar, faço o que para o meu avô era impensável:
Depois de tirar a louça da máquina, colocar a roupa no armário e alinhar os meus chinelos, distanciados um do outro 4 centímetros e orientados para sudoeste, conforme a minha Senhora gosta, quando chega a casa exclama:

  • Oh, e não aspiraste?!!!
  • Não. Procurei o aspirador e não o encontrei.
  • Pois não, foi para arranjar. Não sabias? – pergunta-me, como se eu tivesse uma bola de cristal.
    Claro que não sabia, ela não me disse! Mas não respondi, senti que a pergunta tinha rasteira e havia uma procura óbvia pelo confronto. Numa tentativa de estabelecer uma trégua, pelo menos até às 21 horas, momento em que iria sair de casa para um jogo de bola com os amigos, alinhei dois pares de sapatos e arrisquei tudo ao dizer:
  • O teu cabelo está muito bonito! Foste à cabeleireira?
    (parecia-me)
  • O cabelo está feio e já marquei na cabeleireira para lá ir amanhã de manhã. TU NÃO REPARAS EM MIM?!!!
    Bem, não chegou a haver nenhum tipo de tréguas. Para evitar males maiores, fui preparar-lhe o jantar e antes de sair para a bola, arrisquei (aliás, tudo o que nós homens dizemos é arriscado) o seguinte reparo:
  • São novos esses brincos?
    (pareciam-me)
    A expressão na cara dela, fez-me lembrar a menina possuída do filme, “O exorcista”.
  • Seu banana! Estes brincos são os que me ofereceste há três semanas!
    Com medo que a Cristina vomitasse em cima de mim (a menina do exorcista vomitava muito) fugi para o futebol onde encontrei amigos na mesma aflição.
    No dia seguinte, enviamos uma queixa para a SOS Racismo, a pedir protecção e defesa do Homem, Heterossexual, Claro e Distraído, das nossas Senhoras!
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1800 crianças recebem terceiro livro das Histórias do Trofi

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Após quase dois anos a “marinar”, está já nas mãos de cerca de 1800 crianças o terceiro volume das “Histórias do Trofi”. O projeto é do Clube Slotcar da Trofa, que decidiu distribuir o livro pelos alunos do jardim de infância e 1.º ciclo do ensino público do concelho no Dia da Criança, 1 de junho.

O lançamento aconteceu no dia 29 de maio, numa iniciativa mais intimista do que habitual, devido à pandemia de Covid-19, na Quintinha de Cidai, local que até serve de palco da primeira história do livro, em que o Trofi conhece a Bianca, a mais recente mascote do clube.
A partir daí, os dois amigos avançam para uma jornada pelo património da Trofa, de onde se destaca o Castro de Alvarelhos e outros monumentos, tendo sempre como tónica “a promoção de valores e ideais que devem acompanhar as crianças e os adultos na vida em sociedade”, explicou Alexandra Santos, autora dos contos desde o primeiro volume deste projeto.
A ela, que é professora, a história que mais lhe toca é a que aborda o “bullying”. “É algo que se vê muito nas escolas e esta história dá ferramentas às crianças para que saibam como agir nestes casos”, desvendou.
Mas também há histórias sobre a igualdade de género e a questão dos brinquedos para meninos e para meninas e até a pandemia ganha protagonismo com um conto, que “dá sugestões” aos mais pequenos de “como se devem proteger e ajudar os outros”.
Para dar forma e cor à escrita de Alexandra Santos, foi também, novamente, convocado Paulo Fernandes. Para o ilustrador, foi “um divertimento” fazer este trabalho. “A Alexandra fez histórias muito bonitas e foi muito fácil pegar nas dicas que os textos dão e transcrever para a imagem, porque estão muito orientados e com muitos ensinamento”, descreveu.
Já a desenvolver este projeto há quase dois anos, período em que a pandemia também foi obstáculo, a direção do Clube Slotcar da Trofa congratulou-se pelo resultado final. “A Alexandra brindou-nos com histórias que dizem muito do que são os valores e ideais que defendemos, pelo que só temos de estar contentes com este livro, até porque ficamos com a ideia de que nos conseguimos superar a cada novo volume”, adiantou Tiago Azevedo, presidente da associação.
O dirigente considera que, assim como o lançamento, o momento mais significativo do projeto é aquele em que as crianças recebem o livro. Ao contrário do que é habitual, não podemos ter o Trofi nas escolas a distribui-lo, mas, ainda assim, será, certamente, um bom presente para eles no Dia da Criança”, acrescentou.
E no lançamento do terceiro volume ficou já no ar a “boa-nova” de que “na calha” está já o desenvolvimento do quarto volume das “Histórias do Trofi”. “É um projeto ainda embrionário, mas já temos algumas histórias preparadas”, anunciou Tiago Azevedo.

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