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Ano 2011

Desporto sobre rodas

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Mais de cem betetistas participaram na prova Enduro Trails, que partiu da Estação no Muro.

Pneus verificados, travões testados, equipamentos de segurança devidamente ajustados e os mais de cem amantes de BTT estavam prontos a participar na iniciativa Enduro Trails. Domingo de manhã, a concentração foi junto à Estação do Muro, onde os últimos participantes faziam as inscrições.

Depois de tudo pronto, foi dado o sinal de partida. Os mais aventureiros seguiram o trilho de 50 quilómetros, enquanto os mais receosos experimentaram o caminho mais “acessível” de 30 quilómetros.

Pedro Dias, responsável do grupo de amigos Bikeass, promotor da iniciativa, não escondeu o contentamento pelo número de participantes e até ficou “surpreendido” por muitos preferirem o percurso radical mais longo.

O nome Bikeass “surgiu numa brincadeira”, mas o grupo de cerca de 15 amigos da Trofa e da Maia levam a sério o BTT e já participaram em várias provas da modalidade. A iniciativa Enduro Trails é a maior que realizam e agora os jovens já pensam em “dar asas à aventura” e constituirem-se como associação. “Desta forma, podemos beneficiar de vários apoios que nos são interditos por não termos número de contribuinte, por exemplo”, explicou Pedro Dias.

 Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, e Teresa Fernandes, vereadora do Desporto da autarquia, assistiram ao momento da partida e a edil vê com bons olhos a vontade do grupo se tornar numa associação oficial: “As colectividades dever nascer quando as pessoas sentirem necessidade disso e estes jovens já mostraram que a têm e já deram provas de que estão à altura deste desafio”. “O que é preciso é que as pessoas se envolvam e façam cidadania e isto é sem dúvida alguma uma acção de cidadania aliada ao desporto”, sustentou.

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Esta foi a segunda edição da prova Enduro Trails, que terminou com um convívio entre todos os participantes e onde não faltou o porco no espeto para saciar o estômago.

O grupo de amigos do BTT Bikeass aproveitou para “agradecer à Câmara Municipal da Trofa, ao Trofa Comunidade de Aprendentes (TCA), à Junta de Freguesia do Muro e ao grupo Juventude Sem Fronteiras, assim como aos patrocinadores 3Bike, Electrum Trofa, Neves & Neves, Eurocofema e Henisa”. “A todas estas entidades e empresas, familiares e, acima de tudo, aos participantes, o nosso muito obrigado”, reiterou Pedro Dias.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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