Lifestyle - Artigo Patrocinado
Combustível em obra: como as empresas de construção podem controlar os abastecimentos – PUB
__________
Numa empresa de construção ou engenharia civil, as viaturas raramente seguem uma rotina fixa. Uma carrinha leva material para uma obra em Santo Tirso de manhã, um encarregado desloca-se a uma vistoria em Vila Nova de Famalicão à tarde e o camião da empresa faz duas viagens ao estaleiro antes do fim do dia. Com equipas espalhadas por vários locais, saber quanto se gasta em combustível em cada obra torna-se um exercício difícil.
Porque é tão difícil controlar o combustível em obra?
As empresas de construção lidam com várias viaturas, vários condutores e locais de trabalho que mudam de mês para mês. Os abastecimentos acontecem onde calha, pagos em dinheiro, com cartões pessoais ou com cartões da empresa partilhados por mais do que uma pessoa. Os talões chegam ao escritório dias depois, nem sempre com a matrícula indicada, e a contabilidade tem dificuldade em atribuir cada despesa à viatura e à obra certas.
Esta falta de visibilidade tem consequências no orçamento. Se o custo de combustível de uma obra não é conhecido, também não entra corretamente no preço da proposta seguinte. E sem registos fiáveis, um abastecimento fora do padrão ou uma viatura com consumo anormal podem passar despercebidos durante meses.
O preço também varia. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos acompanha a formação dos preços dos combustíveis rodoviários e publica um relatório semanal de supervisão, útil para perceber o contexto em que a empresa compra gasóleo.
Que controlos ajudam a evitar surpresas?
O cartão de combustível atribuído a uma viatura ou a um condutor é uma das formas mais diretas de ganhar controlo. Cada transação fica registada com data, posto de abastecimento, litros e valor, e as compras do mês chegam reunidas numa fatura. Em Portugal, a Radius oferece um cartão de combustível multimarca com acesso a uma plataforma onde a empresa acompanha os abastecimentos de cada viatura.
Os controlos que mais interessam a uma empresa de construção costumam incluir:
- um PIN pessoal para cada cartão;
- limites de valor por abastecimento ou por mês;
- restrição das compras a combustível, quando o fornecedor oferece essa opção;
- associação do cartão à matrícula, para que cada despesa fique ligada à viatura certa.
Estas medidas reduzem o risco de utilização indevida, embora nenhuma o elimine por completo. Funcionam melhor quando a equipa conhece as regras desde o primeiro dia e sabe porque existem.
Como usar os dados no planeamento das obras?
Os registos de abastecimento ganham valor quando são cruzados com os quilómetros e com o calendário das obras. Ao fim de alguns meses, a empresa consegue estimar quantos litros consome uma obra típica, que viaturas gastam mais para trabalho semelhante e quanto representa o combustível no custo total de um projeto.
Estes números ajudam a orçamentar propostas com mais rigor e a decidir quando faz sentido rever uma viatura ou reorganizar as deslocações entre estaleiro e obra. Para consultar preços por município antes de planear deslocações longas, o portal Preços dos Combustíveis Online da Direção-Geral de Energia e Geologia permite comparar os postos da região.


