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Ano 2011

Clube Slotcar da Trofa inaugurou nova sede: “O espírito será sempre o mesmo”

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A nova sede do Clube Slotcar da Trofa já foi inaugurada. Cerimónia oficial contou com mais de uma centena de pessoas.

Iluminada apenas pelas luzes do reclamo luminoso colocado por cima da porta de entrada e pela sessão de fogo preso que antecedeu o momento de partir o bolo, a nova sede do Clube Slotcar da Trofa chamava a atenção de quem passava na Rua das Indústrias, em Santiago de Bougado, ao final da tarde de sábado. O espectáculo de pirotecnia encantou presentes, mas as surpresas daquele dia ainda não tinham terminado. Quem conhecia as anteriores instalações, percebeu de forma imediata as vantagens desta mudança. É o caso de Nuno Cruz, que já pratica slotcar há sete anos, tantos como os que conta o clube trofense. “Na antiga sede, o Clube estava escondido, sem dúvida. Esta inauguração também serve para mostrar mais a modalidade e com certeza que agora a associação vai funcionar muito melhor”, referiu, “contente”, por ver a sede com “tanta gente”.

Também os amantes do bilhar ficaram satisfeitos com a mudança. Recorde-se que o Clube Slotcar da Trofa e a Academia de Bilhar da Trofa uniram-se para proporcionar mais condições aos praticantes das duas modalidades. António Rosas já pratica bilhar “há mais de 20 anos” e desde o início de 2011 que faz parte da Academia. O trofense reconhece que este foi um importante passo para “cumprir o objectivo de formar uma escola”, tanto pelas “condições do espaço”, como pela “localização”. “Na Trofa há muita gente a jogar bilhar, muito mais do que se possa imaginar, onde se incluem muitos jovens, daí a importância da formação”, explicou.

Também Mário Costa, presidente da colectividade, não escondia o orgulho de ver a sede inaugurada. No entanto, ressalvou que “é uma mudança apenas no espaço, porque o espírito será sempre o mesmo e isso é o mais importante”. “Queremos engrandecer o clube em vários aspectos, mesmo em termos competitivos”. Mário Costa espera que “todos se sintam bem no clube”. Para quem ainda não é associado, fica o convite: “Venham conhecer as instalações para também ficarem a conhecer o trabalho que temos vindo a desenvolver e, quem sabe, tornarem-se associados”.

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Teresa Fernandes, vereadora do pelouro do Desporto e Juventude da Câmara Municipal da Trofa, confessou que já conhecia o espaço. Mesmo assim não deixou de referir as condições do local: “Esta inauguração marca o início de uma nova fase do clube, que pode alargar o leque de modalidades praticadas, para além de, na nova sede, ter ainda um espaço dedicado à informática, à leitura e aos jogos de consola”.

O Clube Slotcar da Trofa é a única associação trofense que conta, actualmente, com o apoio do Instituto Português da Juventude (IPJ). Vítor Dias, director regional do Norte do IPJ, marcou presença na cerimónia de inauguração. “O Clube de Slotcar da Trofa é uma associação de referência não só na Trofa, mas a nível regional e até nacional. Tem características muito especiais e para o IPJ é muito importante estar associado à inauguração de uma nova sede de uma associação juvenil, ainda por cima numa altura em que se fala muito da crise. Este é um exemplo que estes podem ser, também, tempos de oportunidade e que o que é necessário é enfrentar os desafios de cabeça levantada, como só os jovens sabem fazer”, declarou.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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