A Frezite foi uma das empresas visitadas pelo presidente da AICEP, na sexta-feira, 18 de Fevereiro. Basílio Hora considera que o grupo trofense é um “modelo” a seguir em termos de exportação.

Conhecer de perto a realidade da Frezite e ver as novas vertentes para o desenvolvimento do país foram os objectivos da visita do presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). Basílio Horta esteve nas instalações da empresa, na Trofa, e reuniu com o presidente do Grupo Frezite, José Manuel Fernandes, para “trocar informações” no sentido de potenciar o comércio externo.

Uma “visita oportuna”, considerou José Manuel Fernandes, tendo em conta “o investimento e o desenvolvimento no âmbito da internacionalização na última década” feito pelo Grupo.

“Nós escolhemos as experiências com internacionalização muito fortes e por sua vez há questões de modelo que interessam falar com o presidente da AICEP no sentido de mostrar que há vertentes novas para o desenvolvimento do nosso país e a Frezite quer transbordar esse conhecimento para outras empresas”, frisou. Uma das vertentes é “a exportação propriamente dita” e a outra baseia-se na “exportação concretizada, suportada pela base da internacionalização”. A Frezite concretiza as duas modalidades, sendo que a última é sustentada pela existência de 13 empresas no estrangeiro.

O presidente da AICEP teve também oportunidade de comprovar o investimento feito pela Frezite com a ampliação da fábrica, num “esforço muito objectivo e particularmente em relação aos mercados externos”, salientou José Manuel Fernandes.

Basílio Horta não deixou de frisar que a Frezite “é uma empresa-modelo em termos de exportação e em termos de produção com alta corporação tecnológica, pelo que são estas empresas que estão a fazer o crescimento de Portugal nas quais o país tem que basear o seu crescimento futuro”.

“Pensar na crise para a resolver” deve ser o caminho que os empresários devem traçar. “Às vezes falámos nela (crise), mas fazemos pouco para a ultrapassar e os empresários portugueses estão a fazer muito para a ultrapassar. Quando nós dizemos que as exportações aumentam quase 16 por cento, relativamente a 2009, é um grande esforço dos empresários portugueses e de muitos milhares de pequenos e médios empresários que estão a investir e a arriscar, por isso a comunidade deve-lhes uma palavra de apoio e até de alguma gratidão”, asseverou o presidente da AICEP.

Com a sua experiência acumulada de três décadas de produção de ferramentas de corte, o grupo Frezite conquistou o seu lugar entre as empresas mais qualificadas do sector a nível mundial.