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Ano 2011

Clube Sloctar da Trofa angaria fundos para Gota d’Água (c/ vídeo)

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O Clube Slotcar da Trofa promoveu um convívio e angariou fundos para a associação Gota d’Água.

É normal ver uma associação a promover uma iniciativa para angariar fundos para desenvolver a própria atividade. Mas existem poucas a trabalharem para ajudar outra associação. Foi o que fez o Clube Slotcar da Trofa, que organizou uma tarde de convívio recheada de atividades, cujos fundos reverteram, na totalidade, para a Associação Gota d’Água.

Ao cumprir o estipulado no plano de atividades da coletividade e promover um convívio, o clube juntou “o útil ao agradável”, tirando partido do “interesse de ter um ato de solidariedade”. João Pedro Costa, presidente da assembleia-geral do Slotcar da Trofa, explicou que o clube pretendia que “a iniciativa sensibilizasse os associados”, pois “para além de desportivo e recreativo, também tem uma preocupação social”.

E porquê a Gota d’Água? “É uma associação constituída recentemente, que está a dar os primeiros passos e precisa de ser ajudada. Todas as coletividades necessitam de apoio e as de solidariedade social muito mais”, explicou.

Durante o dia, num espaço cedido em Santiago de Bougado, mais de cem pessoas divertiram-se com várias atividades, como o bilhar e o slotcar, modalidades do clube, e houve quem não tivesse receio de testar os seus dotes vocais no karaoke. À disposição havia também o pingue-pongue e os matraquilhos, modalidades que o clube quer adotar no futuro.

Nuno Cruz, sócio do Slotcar da Trofa, esteve envolvido na “logística” da iniciativa e considerou “muito positivo” o ato de solidariedade para com a associação Gota d’Água: “Conseguimos descobrir a associação de solidariedade e conseguirmos reunir uma boa quantia de dinheiro para os ajudar deve ser muito bom”. Quanto ao convívio, “as pessoas reúnem-se sem problemas nem preconceitos e estão aqui para relaxar e contribuir para algo”, frisou.

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O que é a Gota d’Água?

A Gota d’Água é uma associação de S. Romão do Coronado com caráter social que foi inaugurada no dia 17 de junho.

A ideia para a criação deste projeto, com sede em S. Romão, surgiu porque esta é uma freguesia que, para além da ASCOR (Associação de Solidariedade Social do Coronado), “não tinha nenhuma associação” de caráter social. “Apresentámos esse projeto na Junta da Freguesia, porque, também devido à ausência de transportes, a população não tinha muita possibilidade de se deslocar até S. Martinho de Bougado, onde já existe loja social”, explicou Lindomar Santos, vice-presidente da associação e mentora do projeto.

De acordo com a presidente, Deolinda da Silva, a Gota d’Água “está empenhada em suavizar a vida de algumas pessoas, não só a nível de bens, mas também se precisarem de ir ao médico e não tiverem dinheiro para uma consulta, ou se precisarem de pagar uma renda em atraso ou uma receita na farmácia”. “Estamos preparados já, neste momento, para acudir nessas necessidades, mas têm de nos dar provas de que realmente precisam e não têm outros meios para resolver essas carências”, explicou.

O novo espaço da associação já está cheio de roupa, calçado, brinquedos, artigos para o lar e géneros alimentícios para disponibilizar a quem mais precisa. Agora, a Gota d’Água conta também com 420 euros de fundos angariados, com roupa e brinquedos oferecidos de fundos oferecidos pelo Slotcar da Trofa, que será uma alavanca para os primeiros passos do projeto.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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