O projeto Trofa a Sorrir surgiu com a assinatura de um protocolo entre a Clitrofa – Centro Médico, Dentário e Cirúrgico, Lda e a Câmara da Trofa e que foi assinado no sábado, 14 de junho, nas instalações da clínica, em S. Martinho de Bougado.

Fernando Duarte, administrador da Clitrofa, afirmou que “a ação social para com a população carenciada foi fulcral” para avançar com este projeto. No decorrer do projeto, a Clitrofa tem sido “cada vez mais solicitados para formação pôs-graduada nas áreas da medicina dentaria, da implantologia e de cirurgia” direcionada a “profissionais nacionais e europeus”, o que vai “permitir utilizar pacientes carenciados da Trofa” nas “reabilitações orais”, para terem “uma vida mais saudável do ponto de vista de higiene oral, de mastigação, de fonética e no caráter pessoal e estético, que é tão importante para a aquisição de emprego, para inserção da sociedade, para as relações familiares e pessoais”.

O administrador mencionou que o “protocolo não é somente de medicina dentária”, mas “inclui várias valências”, como “implantologia, ou seja, para colocar dentes fixos às pessoas”. “Muitas vezes existe uma compensação ou uma redução do preços das consultas, mas é uma dimensão completamente diferente em que o paciente não paga nem um cêntimo e os tratamentos são de topo”, denotou, enumerando que a estes tratamentos estão associados outros cuidados como “a prótese, a enfermagem e por vezes a terapia da fala, ou seja, a reabilitação de pessoas na cavidade oral” vistas de “uma forma integrada por parte da nossa instituição”.

No protocolo existem “dois níveis de pacientes”, como o de tratamento clássico e de reabilitação. O de tratamento clássico vão ser tratados “até dez pacientes por mês”, enquanto que os de reabitação vão “ser incluídos nos cursos de formação, nomeadamente para profissionais já com experiência a nível europeu e mundial”. Fernando Duarte estima que tenham “120 consultas” mensais no âmbito do tratamento clássico.

Para Sérgio Humberto, presidente da Câmara Municipal da Trofa, com este protocolo “quem ganha é essencialmente a população da Trofa”, que vai passar a “ter acesso a um tratamento especializado, profissional e de grande qualidade feito pelos técnicos e profissionais da Clitrofa”. Em contrapartida, a autarquia teve que colocar umas placas sinaléticas a indicar a clínica e “elencar os critérios para definir a atribuição das pessoas e dos tratamentos que vão realizar”.

O edil trofense acrescentou que o protocolo será destinado a “pessoas que tenham necessidade e que nunca possam ter implante”, criando para isso “um conjunto de critérios sem rosto” pela divisão da Ação Social e que posteriormente será “definido em executivo”. O projeto será “divulgado” para que as pessoas possam se inscrever e, depois, serão “selecionados os pacientes para fazer esse tipo de intervenção”.