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Edição 744

Chapéus haverá muitos…junto à Alameda

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Cinquenta e duas escolas e instituições estão a participar no concurso de chapéus que a delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa está a promover, no âmbito do projeto CLDS 4.

Os chapéus entregues a cada concorrente têm 60 centímetros de diâmetro e a decoração é livre, desde que associada à proteção solar.

“Temos tido feedback fantástico da realização dos chapéus e uma envolvência de todos os participantes, que estão a usar técnicas e materiais inovadores”, fez saber a coordenadora do projeto, Carla Lima.

O concurso termina a 21 de junho, às 16h30, na Rua de S. Martinho, número 170, junto à Alameda da Estação e em frente à Igreja Matriz de S. Martinho de Bougado, com a exposição dos chapéus, num outdoor com cerca de 12 metros, que durará 15 dias.

Imagem: Google

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Edição 744

Escrita com Norte: Amor tem hora

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Acredito que se possa amar uma pessoa para toda a vida, mas desconfio que se ame sempre, a todo o momento!
Obviamente, esta minha postura não é transmitida pelas estórias lidas, em que se morre por este sentimento, mas pelo Lopes, meu vizinho imaginário com uma vida real, pouco aventureira, muitas vezes (demasiada) pachorrenta, que começa de forma enfadonha com um toque de despertador.
Se o toque lhe provoca desconforto por trinta segundos, enquanto não desperta, já à sua mulher, provoca-lhe um ódio ao mundo e à pessoa que estiver próximo dela durante meia hora. De amado à hora de deitar, Lopes é odiado na hora de despertar… e durante o pequeno-almoço, em que nunca faz perguntas e tenta manter, enquanto come, a respiração controlada e compassada para não irritar a cara metade, apenas responde se algo lhe for perguntado e nunca dá a sua opinião sincera, mas sim o que a sua esposa quer ouvir.
Lopes sai sempre de casa a questionar-se: “Porque raio casou ela comigo?!”.
Se Filomena não lhe demonstra amor pela manhã, ele nunca encontrou resposta à pergunta, não se acreditando que ser jeitoso e uma joia de rapaz entre na equação! Apenas vale para a sua mãe, que se “baba” de orgulho!
Fora de casa, sem coragem para telefonar para o “inimigo”, espera por um sinal, que, geralmente, surge em forma de telefonema ou mensagem, pleno de alegria e “amor” e, geralmente, acompanhado por uma lista de compras, para ele executar ao final do dia.
Se não fosse um rapaz fiel, Lopes juraria que se relaciona com duas mulheres, muito parecidas apenas no aspeto físico. Mas como é, era capaz de jurar que a sua mulher, por vezes, é possuída por um espírito que a apoquenta…e a ele ainda mais! Em vez de dormir com uma cruz na mão e um colar de alhos, prefere acreditar que é feitio!
Lopes, sem nenhum medidor de sentimentos que o mantenha atualizado sobre os batimentos românticos de Filomena, é nas suas expressões que tenta adivinhar com quem se está a relacionar! Como homem que é homem, estes atos de adivinhação provam porque Lopes nunca fez “linha” no Bingo nem acertou mais de duas “cruzes” no euromilhões.
De homem rijo nas futeboladas com os amigos, arruaceiro nas ruas e desrespeitador do semáforo amarelo, em que dependendo do nível de loucura, tanto acelera como trava, sente-se frágil ao pé de Filomena, sentindo que a ama mais vezes durante o dia do que ela a ele.
Como o apetite aguça o engenho, sonha na criação da derradeira geringonça, “O parquímetro do amor”, instalado em casa, onde por vinte cêntimos aparca seguro no coração de Filó, abandonando os exercícios de adivinhação.
Lopes, apesar do pensamento básico, por vezes rudimentar, detém um dos maiores saberes…sabe que se pode amar alguém para toda a vida, mas não em todos os momentos!

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Edição 744

Os donativos do futuro concelho da Trofa para o Estado em 1829

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Decorria o final da década de vinte do século XIX e Portugal estava a viver uma situação complexa em termos financeiros e também políticos. O liberalismo dava os primeiros passos e como sempre as mudanças são sempre complicadas.
Numa tentativa de equilibrar as contas da nação, o bispado do Porto vai realizar uma ação de recolha de donativos, que iria contar com o apoio de párocos que deveriam receber os donativos e entregá-los na residência episcopal.
Os párocos eram as figuras centrais das comunidades, as vozes de autoridade, sobretudo em meios pequenos onde a informação tardava em chegar e o poder político/administrativo era extremamente frágil.
O valor arrecadado quando comparado pelas outras dádivas era de fácil perceção se a localidade e os seus respetivos habitantes tinham um bom nível económico. Assim se torna possível compreender as dinâmicas económicas locais e é importante escrutinar as várias freguesias do futuro concelho da Trofa.
Relativamente a Santiago de Bougado, esse valor seria de 110$00, para em S. Martinho de Bougado o valor se fixar em 9$600, em S. Mamede do Coronado foi de 14$400, Covelas 6$000 e por último, o valor referente a Alvarelhos foi de 5$000.
Escrutinando os valores referidos anteriormente, é percetível a importância económica de Santiago de Bougado e de S. Mamede do Coronado que, de forma destacada, lideravam a recolha de fundos. Na prática, é a confirmação das dinâmicas referidas ao longo de várias crónicas que colocam aquelas duas freguesias como motor da economia local.
Analisando a própria prática económica em que os habitantes financiavam o Estado, cenário que é praticamente utópico e impensável para o presente, pois, seguramente, nenhum cidadão irá financiar o Estado a não ser através do pagamento dos seus impostos. Uma prática parecida com a que se verificou ainda no século XIX, somente o que se passou no PREC (Período Revolucionário em Curso) em que os portugueses trabalharam a um domingo com o dinheiro desse dia de trabalho a reverter para o Estado Português.

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