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Edição 744

Alice Oliveira no pódio do Campeonato Universitário

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Em três competições, a Escola de Atletismo conseguiu levar atletas ao pódio. A conquista mais relevante foi a de Alice Oliveira, no Campeonato Nacional Universitário. Em competições regionais, Alessandra Silva, Vânia Sousa e Sofia Santos destacaram-se nos lançamentos.

Alice Oliveira, da Escola de Atletismo da Trofa (EAT), subiu ao pódio do Campeonato Nacional Universitário de Pista ao Ar Livre, que decorreu a 5 e 6 de junho, em Leiria. A atleta alcançou o 3.º lugar dos 3000 metros obstáculos, batendo o recorde pessoal com o tempo de 11:11.21 minutos.
Na mesma prova, Mónica Rodrigues, também da EAT, conseguiu o 8.º lugar no salto em comprimento, tendo ainda alcançado, na sua série, o 3.º lugar nos 100 metros e o 6.º nos 200 metros.
Já Diana Rodrigues, outra atleta da EAT, marcou a sua prestação com o 6.º lugar na série que integrou nos 100 metros e o 4.º na série dos 400 metros.

Alessandra Silva vice-campeã regional

Já no Campeonato Regional de Infantis, que teve lugar no Porto e na Maia, a 5 e 6 de junho, Alessandra Silva levou a EAT ao pódio, ao sagrar-se vice-campeã do lançamento de peso. A mesma atleta classificou-se ainda no 4.º lugar da série que integrou dos 60 metros.


Na mesma competição, Miriam Torres classificou-se no 5.º lugar na sua série de 60m e alcançou o 7.º posto no lançamento de peso.
A prova regional de iniciados e juniores da Associação de Atletismo de Braga realizou-se no dia 5 de junho, com Vânia Sousa a conquistar o 2.º lugar no lançamento do disco, com recorde pessoal de 22,78 metros, e o 5.º lugar no lançamento do martelo.
Sofia Santos foi vice-campeã no lançamento do martelo e 3.ª classificada no lançamento do disco.
Já no fim de semana de 12 e 13 de junho, decorreu o Campeonato Nacional de Esperanças, no qual Alice Oliveira arrecadou o 5.º lugar nos 3000 metros obstáculos. Na mesma posição ficou a equipa da estafeta 4×100 metros, composta por Diana Rodrigues, Mónica Rodrigues, Sofia Santos e Sandra Sá.
Já nos 4×400 metros, Mónica Rodrigues, Diana Rodrigues, Alice Oliveira e Sandra Sá obtiveram o 6.º lugar.
Individualmente, Sandra Sá foi 9.ª classificada nos 400 metros.
No Torneio Quilómetro Jovem Regional, realizado no dia 13, destaque para o 1.º lugar do júnior Francisco Paredes nos 400 metros, disciplina na qual Ludgero Moreira (Veteranos M35) também conseguiu o 4.º posto. Ana Silva, sénior, venceu nos 1500 metros, à frente da colega Daniela Gregório, que terminou em 5.º lugar. João Abreu (sub-23): ficou em 13.º lugar na mesma distância.

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Edição 744

Escrita com Norte: Amor tem hora

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Acredito que se possa amar uma pessoa para toda a vida, mas desconfio que se ame sempre, a todo o momento!
Obviamente, esta minha postura não é transmitida pelas estórias lidas, em que se morre por este sentimento, mas pelo Lopes, meu vizinho imaginário com uma vida real, pouco aventureira, muitas vezes (demasiada) pachorrenta, que começa de forma enfadonha com um toque de despertador.
Se o toque lhe provoca desconforto por trinta segundos, enquanto não desperta, já à sua mulher, provoca-lhe um ódio ao mundo e à pessoa que estiver próximo dela durante meia hora. De amado à hora de deitar, Lopes é odiado na hora de despertar… e durante o pequeno-almoço, em que nunca faz perguntas e tenta manter, enquanto come, a respiração controlada e compassada para não irritar a cara metade, apenas responde se algo lhe for perguntado e nunca dá a sua opinião sincera, mas sim o que a sua esposa quer ouvir.
Lopes sai sempre de casa a questionar-se: “Porque raio casou ela comigo?!”.
Se Filomena não lhe demonstra amor pela manhã, ele nunca encontrou resposta à pergunta, não se acreditando que ser jeitoso e uma joia de rapaz entre na equação! Apenas vale para a sua mãe, que se “baba” de orgulho!
Fora de casa, sem coragem para telefonar para o “inimigo”, espera por um sinal, que, geralmente, surge em forma de telefonema ou mensagem, pleno de alegria e “amor” e, geralmente, acompanhado por uma lista de compras, para ele executar ao final do dia.
Se não fosse um rapaz fiel, Lopes juraria que se relaciona com duas mulheres, muito parecidas apenas no aspeto físico. Mas como é, era capaz de jurar que a sua mulher, por vezes, é possuída por um espírito que a apoquenta…e a ele ainda mais! Em vez de dormir com uma cruz na mão e um colar de alhos, prefere acreditar que é feitio!
Lopes, sem nenhum medidor de sentimentos que o mantenha atualizado sobre os batimentos românticos de Filomena, é nas suas expressões que tenta adivinhar com quem se está a relacionar! Como homem que é homem, estes atos de adivinhação provam porque Lopes nunca fez “linha” no Bingo nem acertou mais de duas “cruzes” no euromilhões.
De homem rijo nas futeboladas com os amigos, arruaceiro nas ruas e desrespeitador do semáforo amarelo, em que dependendo do nível de loucura, tanto acelera como trava, sente-se frágil ao pé de Filomena, sentindo que a ama mais vezes durante o dia do que ela a ele.
Como o apetite aguça o engenho, sonha na criação da derradeira geringonça, “O parquímetro do amor”, instalado em casa, onde por vinte cêntimos aparca seguro no coração de Filó, abandonando os exercícios de adivinhação.
Lopes, apesar do pensamento básico, por vezes rudimentar, detém um dos maiores saberes…sabe que se pode amar alguém para toda a vida, mas não em todos os momentos!

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Edição 744

Os donativos do futuro concelho da Trofa para o Estado em 1829

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Decorria o final da década de vinte do século XIX e Portugal estava a viver uma situação complexa em termos financeiros e também políticos. O liberalismo dava os primeiros passos e como sempre as mudanças são sempre complicadas.
Numa tentativa de equilibrar as contas da nação, o bispado do Porto vai realizar uma ação de recolha de donativos, que iria contar com o apoio de párocos que deveriam receber os donativos e entregá-los na residência episcopal.
Os párocos eram as figuras centrais das comunidades, as vozes de autoridade, sobretudo em meios pequenos onde a informação tardava em chegar e o poder político/administrativo era extremamente frágil.
O valor arrecadado quando comparado pelas outras dádivas era de fácil perceção se a localidade e os seus respetivos habitantes tinham um bom nível económico. Assim se torna possível compreender as dinâmicas económicas locais e é importante escrutinar as várias freguesias do futuro concelho da Trofa.
Relativamente a Santiago de Bougado, esse valor seria de 110$00, para em S. Martinho de Bougado o valor se fixar em 9$600, em S. Mamede do Coronado foi de 14$400, Covelas 6$000 e por último, o valor referente a Alvarelhos foi de 5$000.
Escrutinando os valores referidos anteriormente, é percetível a importância económica de Santiago de Bougado e de S. Mamede do Coronado que, de forma destacada, lideravam a recolha de fundos. Na prática, é a confirmação das dinâmicas referidas ao longo de várias crónicas que colocam aquelas duas freguesias como motor da economia local.
Analisando a própria prática económica em que os habitantes financiavam o Estado, cenário que é praticamente utópico e impensável para o presente, pois, seguramente, nenhum cidadão irá financiar o Estado a não ser através do pagamento dos seus impostos. Uma prática parecida com a que se verificou ainda no século XIX, somente o que se passou no PREC (Período Revolucionário em Curso) em que os portugueses trabalharam a um domingo com o dinheiro desse dia de trabalho a reverter para o Estado Português.

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