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A participar pela primeira vez no campeonato nacional, as juvenis do CAT são vice-campeãs, depois de terem perdido com o campeão Sporting de Braga, por 3-2. Apesar de estar a perder por 2-0, as trofenses nunca desistiram e quase surpreendiam as adversárias. O pavilhão desportivo da EB 2/3 de S. Romão do Coronado encheu-se de adeptos das duas equipas que assistiram a um jogo interessante e bem disputado.

 A equipa juvenil do Clube Académico da Trofa perdeu o campeonato nacional da modalidade, ao perder 3-2 com o Sporting de Braga, este fim-de-semana, na Final Four, que se realizou na Trofa. As jovens trofenses quase conseguiam o feito de conquistar o título nacional na primeira temporada neste campeonato, mas fraquejaram na “negra”, perante a excelente réplica das bracarenses.

Depois de conseguir vencer o Câmara de Lobos (3-1) e o Colégio do Calvão (3-0), as trofenses tinham a decisão do título no jogo com o Sporting de Braga, que também tinha vencido aquelas equipas (3-0 ao Colégio Calvão e 3-1 ao Câmara de Lobos).

As bracarenses começaram melhor, aproveitando alguma desconcentração das adversárias que falharam no capítulo da recepção. Depois de terem conseguido uma vantagem aos 07-08, conseguiram aumentar a distância para as adversárias e fechar o set em 13-25.

No segundo parcial, apesar do melhor acerto das atletas da Trofa, que ainda estiveram a vencer por 12-10, o Sporting de Braga conseguiu fazer o 2-0, vencendo por 23-25.

Mesmo com uma desvantagem desconfortável, as trofenses não viraram as costas à luta pela vitória e surpreenderam as bracarenses, vencendo por 25-16.

A reacção serviu de tónico moralizador às trofenses que voltaram a superiorizar-se às adversárias, levando a partida à “negra”, depois de vencer o quarto parcial pelo mesmo “score” (25-16).

No derradeiro set, depois de um equilíbrio que durou até aos 6-6, as trofenses deixaram-se ultrapassar e nunca mais conseguiram inverter o rumo dos acontecimentos (12-15). O Sporting de Braga conseguiu assim garantir o título, mas teve bastantes dificuldades para conseguir travar as trofenses.

Pedro Almeida, treinador do CAT, em declarações ao NT, afirmou que “já estava à espera de um jogo equilibrado”, apesar das dificuldades nos primeiros parciais. “Nos primeiros dois sets, essencialmente no primeiro, o Braga criou-nos imensas dificuldades. Depois estabilizámos um pouco o nosso jogo e no último set podia cair para um lado ou para o outro e o Braga teve o seu mérito”, afirmou.

Apesar da derrota, o técnico da equipa da Trofa fez um balanço “extremamente positivo” da época e afirmou estar “orgulhoso” das atletas que treina. “Se eu me lembrar que estas miúdas têm dois ou três anos de voleibol e que no ano passado nem no campeonato nacional participaram e agora estiveram a um passo de se sagrar campeãs, só posso fazer um balanço extremamente positivo. Para mim elas são vencedoras e quem viu este jogo notou que esta equipa no futuro pode dar muitas alegrias ao clube e que muitas delas podem vir a implantar no plantel sénior, que no fundo é o nosso objectivo”.

O treinador agradeceu ainda a presença maciça de espectadores que encheram o pavilhão de S. Romão e que foram uma excepção à regra do que acontece em finais de escalões inferiores.

Já Carlos Dias, treinador do Sporting de Braga, sabia que o jogo “não ia ser fácil”, pelo facto de a equipa adversária ser “mais equilibrada em termos de organização”.

“Foi fantástico ver a luta das jogadoras e foi uma boa lição para as pessoas verem que a perder por 2-0, as jogadoras lutaram até ao fim. O Trofa está de parabéns, porque sem grandes vencidos não há grandes vencedores. Por um ponto se ganha e por um ponto se perde e assim a vitória é mais saborosa”, referiu.

No outro jogo da Final Four, o Colégio do Calvão venceu o Câmara de Lobos pela margem máxima e conseguiu o terceiro lugar.