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Edição 756

Augusto Costa e Susana Silva campeões nas 2 rodas motrizes

“Estamos bastante satisfeitos com a conquista do título”.

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Terminou o Campeonato Norte de Ralis, com a realização do Rali de Vila Nova de Cerveira, a 19 de dezembro. No regresso desta prova ao calendário, estava em jogo a decisão do título nas duas rodas motrizes, entre João Andrade e Augusto Costa.

O rali iniciou com Andrade a comandar, mas veria a caixa de velocidades do seu Citröen Saxo ceder na segunda especial, terminando assim a possibilidade de lutar pela vitória. Restava aguardar pelo final e esperar também o abandono ou mau desempenho de Augusto Costa, o que não viria a acontecer.
A equipa da Trofa realizou uma prova muito cautelosa, terminando na 4.ª posição da geral e 3.ª nas duas rodas motrizes. Como os três primeiros não tinham influência na luta pelo campeonato, bastou à equipa do Peugeot 208 controlar e impor um andamento ajustado para terminar na 4.ª posição da geral, correspondendo na atribuição dos pontos, ao segundo lugar nas 2RM, visto Paulo Antunes não estar inscrito no campeonato.
“Estamos bastante satisfeitos com a conquista do título. Não participamos neste campeonato com o objetivo de o conquistar, mas com o decorrer das provas, as pontuações acabaram por nos ser favoráveis, terminando na frente. A prova correu bem, sem grandes contratempos e sem exageros da nossa parte. Alcançamos a 3.ª posição nas duas rodas motrizes, mas que em termos de pontuação para o campeonato corresponde ao 2.º lugar. Com esta classificação, conquistamos os pontos necessários para sermos Campeões”, sublinhou Augusto Costa.
A prova teve como vencedor Paulo Antunes, em Peogeot 208, seguido de Rafael Pereira, também em Peogeot 208, e Fernando Peres, em Mitsubishi Lancer, a fechar o pódio.
Com o título de Campeão Norte de Ralis entregue antecipadamente a Adruzilo Lopes, Vila Nova de Cerveira vê coroados os novos campeões nas duas rodas motrizes. Augusto Costa e Susana Silva participaram em seis eventos, tendo ganhado três e terminado outros três no 2.º lugar, conquistando o cetro com mais um ponto que os segundos classificados João Andrade e Sérgio Paiva, que alinharam em nove ralis.
“A diferença mínima nas contas do campeonato só vem demonstrar a competitividade que existe no Campeonato Norte de Ralis, principalmente nas duas rodas motrizes. Parabéns ao João Andrade e ao Sérgio Paiva pelo excelente ano que tiveram. Quero também deixar especiais agradecimentos aos nossos patrocinadores, a toda a equipa que nos acompanhou durante a época e, de forma muito especial, ao meu braço direito, a Susana Silva, minha esposa e navegadora”, rematou o piloto trofense.
Com a época 2021 terminada, resta aguardar por 2022, onde se esperam bastantes novidades.

CLASSIFICAÇÃO CAMPEONATO
NORTE RALIS (2RM)
1º – Augusto Costa – 135 pontos
2º – João Andrade – 134 pontos
3º – Luís Morais – 117 pontos

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Karaté em crescimento na AR S. Pedro da Maganha

No dojo do S. Pedro da Maganha há atletas dos sete aos 57 anos, uns ainda a ganhar experiência, e outros a dar cartas – e muitas – na competição.

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No chão, um extenso tapete preto, no teto uma estrutura que sustenta dois sacos de boxe. Quem vê de fora, não imagina que um dos principais salões da sede da Associação Recreativa S. Pedro da Maganha se transformou num dojo de karaté, onde lá treinam cerca de uma dezena de pessoas. Os treinos acontecem às quartas, sextas e domingos.

Dominam os jovens, que, mal chegam ao tatame “improvisado”, começam os exercícios de aquecimento. “Alguns eram muito indisciplinados lá fora. Nem sabe o que evoluíram desde que cá chegaram”, conta, orgulhoso, Mário Ramalho, coordenador da secção e praticante de karaté há muitos anos.
A mais recente conquista deste amante da arte marcial foi trazer a esposa, Alice, a experimentar o tatame também. A mulher olha, tímida, e acena a cabeça, em sinal afirmativamente. “Chateou-me durante muito tempo. Eu achava que isto não era para mim, mas desde que comecei que noto que ando muito melhor”, confessou a mulher, que testemunha os benefícios que o karaté lhe deu em termos físicos e psicológicos.
O sensei Fernando Santos fala deles com mais detalhe: “Serenidade, melhoramento da postura social e, se lhe quisermos chamar assim, este é um desporto que não é individualizado, mas sim vivido em comunidade, porque precisamos do outro para poder praticar. Depois, a nível físico, temos a flexibilidade, a destreza, o equilíbrio. Eu costumo dizer que no karaté encontramos tudo, até o que os outros não têm”.


No dojo do S. Pedro da Maganha há atletas dos sete aos 57 anos, uns ainda a ganhar experiência, e outros a dar cartas – e muitas – na competição. Pedro Matos vive no Porto, mas costuma deslocar-se à Maganha para treinar com Fernando Santos. Na flor da idade já colecionou “54 primeiros lugares” e numa das épocas “foi totalista”. “Nas 13 competições em que participou, venceu todas. Nasceu para isto. Atualmente, é o campeão nacional de cadetes em kata”, sublinha o sensei.
O gosto pelo karaté nasceu sob a influência dos “desenhos animados” que Pedro via quando era criança. Depois, quando a irmã começou a praticar, os pais aperceberam-se que o pequeno imitava os movimentos e decidiram colocá-lo, também, num dojo. “O karaté dá-te mais foco, aqui sinto-me mais concentrado, vou para outro mundo onde mais nada existe”, descreve.
Quanto aos segredos para se ser campeão, Pedro considera que tem haver uma conjugação de vocação e empenho. “Tens de nascer com isto dentro de ti, mas sem treino árduo também não vais a lado nenhum”.

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Autarquia implementa Programa CED para controlar colónias de gatos

Na freguesia do Coronado existem já identificados três abrigos para proteger colónias de gatos durante o inverno, mas a medida está a ser implementada em todo o concelho.

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Na freguesia do Coronado existem já identificados três abrigos para proteger colónias de gatos durante o inverno, mas a medida está a ser implementada em todo o concelho. Segundo a Câmara Municipal da Trofa, os técnicos do canil estão a desenvolver o programa CED – Capturar, Esterilizar e Devolver, que se caracteriza pela “captura dos gatos de uma colónia, a sua esterilização, um pequeno corte na orelha esquerda para fins de identificação, desparasitação e, por fim, a devolução dos animais ao seu território de origem, onde são alimentados e protegidos por um cuidador”.
Em nota informativa, a autarquia detalha que este programa “visa controlar as colónias de gatos existentes no Município e reduzir as populações felinas silvestres”, para que se garanta “a monitorização permanente do estado de saúde e número de felídeos” e que “todo o espaço público da colónia seja limpo e higienizado, livre de resíduos ou restos de comida, de forma a evitar a proliferação de pragas”.
“Sempre que possível, os animais adultos dóceis e as crias que ainda estejam em idade de socialização são retirados das colónias e encaminhados para adoção”, lê-se na nota de imprensa.

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