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Edição 708

“Assistimos a um envelhecimento dos produtores” de leite na Trofa

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Mais um ano se passou e o descontentamento dos produtores mantém-se relativamente ao preço do leite.

Em entrevista ao NT, o trofense Jorge Oliveira, presidente da APROLEP – Associação dos Produtores de Leite de Portugal, referiu que no último ano continuou-se a assistir ao abandono de produções e que, na Trofa, o cenário é de um setor envelhecido, porque os jovens “não veem rentabilidade suficiente para entrar no negócio”.

O Notícias da Trofa: O ano de 2019 foi positivo ou negativo para os produtores de leite?
Jorge Oliveira (JO):
Foi um ano difícil como os anteriores. Manteve-se o preço baixo ao produtor, cerca de 32 cêntimos por litro de leite.

Leia a entrevista completa na edição 708 do jornal O Notícias da Trofa, já nas bancas.

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Edição 708

Entre os muros do envelhecimento populacional

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Portugal, assim como outros países da Europa, tem vindo a registar nas últimas décadas profundas transformações demográficas, bastante marcadas pelo aumento da longevidade e redução da natalidade e da população jovem.

Em 2000, a esperança de vida à nascença era de 76,4 anos, tendo progredido em 2017 para 80,8 anos (77,8 anos para os homens e 83,4 anos para as mulheres) (PORDATA).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define Envelhecimento Ativo como o processo de otimização das oportunidades para a saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas que estão no processo natural de envelhecimento. O envelhecimento ativo e saudável resulta de um conjunto de oportunidades de intervenção no âmbito da saúde, participação cívica, segurança e outras, promovendo um envelhecimento acompanhado da manutenção da capacidade funcional, tal como a mobilidade e as atividades intelectuais.

Em Portugal, o Índice de Envelhecimento* passou de 101,6% em 2001 para 157,4% em 2018 (PORDATA), tendo um impacto significativo na sociedade, exigindo novas respostas do ponto de vista social, no que concerne à segurança social, sistemas de saúde, justiça e transportes. No que diz respeito ao Município da Trofa, este indicador também sofreu alterações com um forte impacto na caracterização da população trofense. Em 2001, este índice era de 52%, evoluindo para 134,4% em 2018. Se compararmos o Índice de Envelhecimento do Município da Trofa em 2018 com os municípios vizinhos de Vila Nova de Famalicão e Santo Tirso (padronizado para a população residente), verificam-se valores de 132,5% e 198,7%, respetivamente. Por outro lado, face à média nacional (157,4%), o Índice de Envelhecimento na Trofa é significativamente menor. Apesar do envelhecimento ter vindo a aumentar, também o Índice de Longevidade** tem acompanhado esta tendência. Em 2001, este índice era de 39,2% no Município da Trofa, evoluindo para 40,7%, embora menos acentuado que a nível nacional (41,9% versus 48,4%) (PORDATA).

Se por um lado a expressão “envelhecimento saudável” é de fácil compreensão para a maioria das pessoas, por outro, “envelhecimento ativo” pode levar a definições simplistas assentes somente na capacidade e condição física (mobilidade, motricidade fina, entre outros). Contudo, “ativo” remete para uma participação cívica contínua, fortemente marcada pela vida social, cultural, religiosa, espiritual e económica. O que tem sido feito pelas autarquias locais para a promoção da verdadeira cultura de envelhecimento ativo e saudável no idoso? Tenho ideia, e corrijam-me se estiver enganado, mas muitos municípios ainda acreditam que estão a dar um forte contributo social neste âmbito, através da organização do “passeio anual” ou do “lanche convívio mensal”. É uma inércia total face ao que podemos fazer. Vivemos aliados das novas soluções disponíveis para o acompanhamento social, tais como recentes soluções tecnológicas para parametrização permanente da saúde do idoso. Se os passeios anuais e o lanche-convívio são importantes? Certamente que sim. Contudo, resumem-se a atividades de baixo impacto face às inúmeras intervenções que podemos realizar.

Paralelamente a todos estes esforços, alguns dos indicadores do índice de envelhecimento ainda ficam muito longe daquilo que esperamos para um país envelhecido e, simultaneamente, desenvolvido como Portugal. Segundo o Report de 2018 da United Nations Economic Commission for Europe, Portugal, entre os 28 países da União Europeia, encontra-se em 10º lugar na lista (score de 33,5) dos 28 países da União Europeia (EU) sujeitos à classificação do Active Ageing Index (AAI). Este índice é uma ferramenta baseada em 4 domínios (emprego; participação social; vida independente, saudável e segura; e capacidade e ambiente propício para o envelhecimento ativo) e 22 indicadores, medindo o nível em que os idosos vivem vidas que os permitam caracterizar como “ativos e saudáveis”. Ora, a posição de 10º lugar, marcadamente abaixo da média da EU (score de 35,7), não nos pode orgulhar. Contrariar esta tendência levará anos de intenso esforço e intervenção social. Inverter esta tendência é combater a ideia de que Portugal será o país mais envelhecido da União Europeia em 2050 (Ageing Europe 2019, Eurostat).

Despido dos dados que expus e que me assolam permanentemente o pensamento, folgo em ler que “Seniores felizes, saudáveis e ocupados é uma das grandes apostas da Câmara da Trofa para 2020” (Trofa News, 2 de janeiro de 2019). O conjunto de iniciativas prometidas pela autarquia são, ao meu entender, abrangentes e promissoras: cartão “Trofa Sénior+”, teleassistência domiciliária, desporto sénior, segurança sénior, entre outras. Estaremos cá, enquanto munícipes, para acompanhar as intervenções disruptivas na fuga a esta tendência crescente e ao idadismo social.

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2020 será com certeza um ano de grandes e variados desafios para o Concelho da Trofa.

*Número de pessoas com 65 e mais anos por cada 100 pessoas menores de 15 anos. Um valor inferior a 100, significa que há menos idosos do que jovens (INE, PORDATA).
**Número de pessoas com 75 e mais anos por cada 100 pessoas com 65 e mais anos. Quanto mais alto é o índice, mais envelhecida é a população idosa (INE, PORDATA).

RENATO FERREIRA DA SILVA
FARMACÊUTICO | INVESTIGADOR
NA UNIVERSIDADE DO PORTO

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Livros da Biblioteca podem ser requisitados na antiga estação

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Desde segunda-feira, 6 de janeiro, que é possível requisitar, renovar ou devolver os livros da Biblioteca Municipal da Trofa na antiga estação de comboios, na Alameda, ou na Loja Interativa de Turismo, no Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro.

Com esta medida, a autarquia da Trofa facilita o acesso ao acervo existente na Casa da Cultura, descentralizando o serviço que, na Loja de Turismo está disponível das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas, e na Antiga Estação funciona das 9 às 13 horas e das 14 às 17 horas.

“Consciente do importante papel que a Biblioteca Municipal desempenha no desenvolvimento cultural dos seus utilizadores, a Câmara Municipal da Trofa tem apostado na diversidade e excelência dos serviços prestados por aquela valência e no enriquecimento das suas coleções, promovendo o livre acesso à cultura e democratizando o espaço da Biblioteca enquanto porta de acesso local à Cultura”, referiu o município, em comunicado.

Biblioteca com horário alargado

Até 7 de fevereiro, a Biblioteca Municipal, situada na Casa da Cultura, está a funcionar com horário alargado, até às 20 horas, para satisfazer as necessidades dos estudantes universitários, que se encontram em período de exames.

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