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Edição 700

A Arte Sacra no Vale do Coronado: uma abordagem multidisciplinar

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No passado dia 3 de setembro, mais de sessenta professores das mais variadas áreas de ensino e de quatro Agrupamentos de Escolas foram convidados a testemunhar o saber fazer dos Santeiros, um tipo de arte complexa mas cujos autores se encontram ávidos em transmitir o seu saber e legar o seu testemunho. Os formandos tiveram o privilégio de contactar, in loco, com duas oficinas ainda em funcionamento.

Para ilustrar este apontamento foi muito difícil escolher entre as muitas fotografias que espelham os momentos únicos que os formandos registaram. Esta, que nos fala dos instrumentos e técnicas próprios da arte de esculpir e que coloca em evidência a extraordinária capacidade de cálculo capta a nossa atenção para todo um saber que corre o risco de não ter continuidade, se nada for feito para o evitar.

Na oficina mais vocacionada para a pintura é verdadeiramente singular o domínio sobre a finíssima folha de ouro que exige mão firme e delicada. A partir de bancadas como esta, as peças dos santeiros do Vale do Coronado correram e ainda correm mundo!

Com a devida homenagem aos santeiros de outros tempos, neste momento agradecemos muito aos senhores Boaventura Matos e Manuel Santos, a tarde que nos ofereceram, recebendo-nos demoradamente nas suas oficinas, pela mão da Dra. Laura Silva e do Dr. Napoleão Ribeiro, da Divisão da Cultura, Turismo, Desporto e Juventude – Setor da Cultura, Património Cultural, da Câmara Municipal da Trofa, depois de no período da manhã o grupo de formandos ter ficado a conhecer aspetos tão diversos como a História da produção de Arte Sacra no Vale do Coronado, o percurso de vida dos escultores e pintores, clientes e encomendas, entre muitos outros.

Estes agradecimentos são extensivos ao Senhor Presidente da Câmara Municipal e ao Senhor Diretor do Agrupamento de Escolas da Trofa, que souberam compreender a preocupação manifestada pelos professores da Área Disciplinar de História do Agrupamento em dar a conhecer e em divulgar este saber fazer e facilitaram largamente todo o processo organizacional desta ação de formação.

Área Disciplinar de História do Agrupamento de Escolas da Trofa

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Revolução no Guidões FC e fasquia mais elevada

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Com a nova época houve uma pequena revolução no seio da equipa sénior masculina de futsal do Guidões Futebol Clube. Depois de um 6.º lugar na série 4 da 1.ª Divisão da Associação de Futebol do Porto (o escalão mais baixo no distrito), que parece não ter correspondido aos objetivos traçados pela coletividade, a equipa desintegrou-se e apenas um atleta transitou para a nova temporada.

Ficou também o treinador, o trofense Vítor Ferreira, que, “apesar de todos os contratempos” com que se deparou na época transata, com “a saída de alguns jogadores”, considerou que o clube “fez uma estreia positiva”, não deixando de “agradecer” aos que “levaram o seu compromisso até ao último jogo”.

“Estivemos sempre nos lugares da frente e, não fossem dois ou três resultados negativos, teríamos lutado pelo acesso à fase de campeão até às últimas jornadas”, referiu, em declarações ao NT.

Com a nova época, o projeto desportivo passa por, através de um plantel “mais jovem, competitivo e equilibrado”, fazer “melhor” do que em 2018/2019. “Elevamos a fasquia”, admitiu o treinador.

O Guidões FC mantém-se na série 4, onde terá a companhia de uma outra equipa da Trofa, o Futebol Clube S. Romão, contra quem jogará na jornada 7, prevista para a segunda quinzena de novembro.

Lixa, O Amanhã da Criança, Junqueira, Leais e Videirinhos, Juventude de Gaia B, Juventude de Matosinhos e Miramar Império são as restantes equipas que os guidoenses terão de defrontar.

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Escola de Atletismo com forte aposta na equipa feminina

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Apesar de não estar a começar com as melhores condições e treino, a época da Escola de Atletismo da Trofa é encarada com ambição, principalmente para a equipa feminina, na qual se deposita mais esperança em bons resultados, na pista.

Quando se analisa a época de uma equipa como a da Escola de Atletismo da Trofa, percebe-se que correu bem quando algum ou alguns atletas acabam por sair para clubes com melhores condições. E foi o que aconteceu, mais uma vez, na temporada que terminou, como testemunhou, ao NT, o treinador Pedro Sá.

Entre os cerca de 40 atletas que estiveram em competição, houve uma superioridade do escalão feminino e “prova disso”, atesta o responsável, foi “o apuramento de clubes”, na qual a equipa “fez a maior pontuação de sempre”. E não fossem algumas terem saído no início da temporada, talvez fosse até possível “disputar a 3.ª Divisão”.

Pedro Sá não menospreza, porém, o esforço de todos os atletas, que se destacaram na pista, nas disciplinas da velocidade, lançamento e saltos. “A melhoria na velocidade, por exemplo, refletiu-se nas provas de estafeta, em que conseguimos medalhas nos regionais e zona Norte”, contou o treinador, que, em termos individuais, destacou a performance da veterana Deolinda Oliveira, campeã da Taça de Portugal de Corrida de Montanha, campeã nacional de corta-mato longo e campeã regional de 10 mil metros e obstáculos. Já Ludgero Moreira destacou-se nas provas técnicas, com alguns títulos nacionais, também no escalão veterano.

Com a expectativa de manter o número de atletas, Pedro Sá anunciou que o projeto desportivo da nova época passa por “apostar nos escalões de formação, principalmente na equipa feminina na pista, e continuar a apoiar os atletas veteranos”.

Porém, o treinador não deixou de admitir que a nova temporada “não está a começar muito bem”, devido, mais uma vez, à falta de condições de treino. “Supostamente, teríamos a EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques pronto para iniciarmos os treinos em setembro, mas não, o que nos obrigou a utilizar o espaço exterior do Edifício Nova Trofa, com todas as condicionantes já conhecidas”, revelou.

Com um olho na Escola de Atletismo da Trofa, Pedro Sá tem outro nas atletas que ajuda a crescer na modalidade, como Alice Oliveira e Sandra Sá, que antes fizeram parte da coletividade trofense e que acabaram por dar o salto, integrando o Maia Atlético Clube.

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A primeira, que iniciou uma nova etapa com a entrada na universidade, acabou por ver “superadas as expectativas”. “Apesar de estar com receio, porque não sabia se conseguiria conjugar os horários, acabou por correr muito bem”, frisou, sem deixar de destacar os títulos nacionais obtidos, o de campeã na estrada, 3.º lugar no corta-mato curto e nos obstáculos e a vitória coletiva no corta-mato longo.

Para a nova campanha, Alice, que frequenta o curso de Enfermagem da Escola Superior de Saúde do Porto, espera bater recordes pessoais e obter marcas que a façam “chegar mais longe” na modalidade, com ênfase nos obstáculos e nas distâncias de cinco mil e três mil metros.

Já Sandra Sá, que entra este ano letivo para o curso de Terapia Ocupacional na Escola Superior de Saúde do Porto, também encara com cautela a temporada, espreitando resultados que superem a boa prestação da época transata, em que conseguiu melhorar praticamente todos os recordes pessoais e atingir os mínimos para a pista ao ar livre e coberta nos 400 metros.

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