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Edição 700

Memórias e Histórias da Trofa: Quando a neve parou o Clube Desportivo Trofense

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Decorria a década de sessenta, mais concretamente na época de 1962/63 e o Clube Desportivo Trofense competia nos campeonatos distritais, época após época na tentativa de ascender aos campeonatos nacionais.

O grémio ia disputar mais um desafio para o seu campeonato, jogando para o campeonato na Vila Meã, uma das muitas freguesias do concelho de Amarante.

Aquela viagem a Vila Meã era a mais longa do campeonato, haveria certamente na mente dos seus adeptos a ideia de mais um passeio a acompanhar o clube da sua localidade.

Recordo que antigamente aqueles jogos eram encarados como um momento de distração, para desviar a atenção das amarguras da vida e do ciclo vicioso da rotina. A direção do clube acabaria por organizar uma excursão para acompanhar a equipa.

A viagem até Vila Meã iria ter início próximo das 9 horas da manhã, uma travessia que era esperada com algum ansiedade porque existia a forte possibilidade de ser acompanhada de neve ao longo daquele caminho.

No decorrer do percurso uma paragem para entrar dois atletas: Porfírio e o Machado, relatando o repórter do Jornal da Trofa, que acompanhava a viagem que pensava que estava na Suíça ao ver aquela neve toda, chegando a Amarante pelas 12horas, demorando três horas a fazer o caminho. e

Impensável no presente demorar este tempo todo para realizar uma simples viagem que hoje se faz em pouco menos de uma hora, acabando por retomando a marcha para Vila Meã as 14h, possivelmente após a comitiva ter almoçado.

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Os autocarros caminhavam cada vez com mais dificuldade, a neve era cada vez mais abundante e estava por todo o lado, complicando ainda mais o evoluir no progresso porque a estrada era de fracas condições, estando a neve a cobrir toda aquela localidade amarantina.

Existia sempre a possibilidade de a viagem ser feita de comboio, Vila Meã é servida de uma estação de caminhos de ferro da Linha do Douro, não sabendo porque não foi realizada a viagem naquele meio de transporte.

A neve era farta e inclusivamente o campo estava coberto daquela enorme massa branca e os jogadores acabariam nem por se equipar.1

Uma viagem que tinha sido em vão, não havia jogo, o recinto não permitia que se jogasse futebol e para piorar a situação, no regresso um dos autocarros ficou preso na neve, sendo necessário duas horas para o retirar do lugar e voltar à normal circulação rodoviária.

As pessoas que integravam a comitiva iam ajudando um outro carro que também estava em dificuldades ao longo do percurso e a neve apenas acabaria em Valongo, muito próximo do Porto.

Na partida seguinte contra o Felgueiras esteve bastante publico no estádio e o Trofense venceu a partida por 3-2 e ficou a quatro pontos dos lugares dos primeiros lugares e na semana seguinte ia defrontar o desaparecido Vasco da Gama em Recarei.

José Pedro Reis

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Revolução no Guidões FC e fasquia mais elevada

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Com a nova época houve uma pequena revolução no seio da equipa sénior masculina de futsal do Guidões Futebol Clube. Depois de um 6.º lugar na série 4 da 1.ª Divisão da Associação de Futebol do Porto (o escalão mais baixo no distrito), que parece não ter correspondido aos objetivos traçados pela coletividade, a equipa desintegrou-se e apenas um atleta transitou para a nova temporada.

Ficou também o treinador, o trofense Vítor Ferreira, que, “apesar de todos os contratempos” com que se deparou na época transata, com “a saída de alguns jogadores”, considerou que o clube “fez uma estreia positiva”, não deixando de “agradecer” aos que “levaram o seu compromisso até ao último jogo”.

“Estivemos sempre nos lugares da frente e, não fossem dois ou três resultados negativos, teríamos lutado pelo acesso à fase de campeão até às últimas jornadas”, referiu, em declarações ao NT.

Com a nova época, o projeto desportivo passa por, através de um plantel “mais jovem, competitivo e equilibrado”, fazer “melhor” do que em 2018/2019. “Elevamos a fasquia”, admitiu o treinador.

O Guidões FC mantém-se na série 4, onde terá a companhia de uma outra equipa da Trofa, o Futebol Clube S. Romão, contra quem jogará na jornada 7, prevista para a segunda quinzena de novembro.

Lixa, O Amanhã da Criança, Junqueira, Leais e Videirinhos, Juventude de Gaia B, Juventude de Matosinhos e Miramar Império são as restantes equipas que os guidoenses terão de defrontar.

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Escola de Atletismo com forte aposta na equipa feminina

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Apesar de não estar a começar com as melhores condições e treino, a época da Escola de Atletismo da Trofa é encarada com ambição, principalmente para a equipa feminina, na qual se deposita mais esperança em bons resultados, na pista.

Quando se analisa a época de uma equipa como a da Escola de Atletismo da Trofa, percebe-se que correu bem quando algum ou alguns atletas acabam por sair para clubes com melhores condições. E foi o que aconteceu, mais uma vez, na temporada que terminou, como testemunhou, ao NT, o treinador Pedro Sá.

Entre os cerca de 40 atletas que estiveram em competição, houve uma superioridade do escalão feminino e “prova disso”, atesta o responsável, foi “o apuramento de clubes”, na qual a equipa “fez a maior pontuação de sempre”. E não fossem algumas terem saído no início da temporada, talvez fosse até possível “disputar a 3.ª Divisão”.

Pedro Sá não menospreza, porém, o esforço de todos os atletas, que se destacaram na pista, nas disciplinas da velocidade, lançamento e saltos. “A melhoria na velocidade, por exemplo, refletiu-se nas provas de estafeta, em que conseguimos medalhas nos regionais e zona Norte”, contou o treinador, que, em termos individuais, destacou a performance da veterana Deolinda Oliveira, campeã da Taça de Portugal de Corrida de Montanha, campeã nacional de corta-mato longo e campeã regional de 10 mil metros e obstáculos. Já Ludgero Moreira destacou-se nas provas técnicas, com alguns títulos nacionais, também no escalão veterano.

Com a expectativa de manter o número de atletas, Pedro Sá anunciou que o projeto desportivo da nova época passa por “apostar nos escalões de formação, principalmente na equipa feminina na pista, e continuar a apoiar os atletas veteranos”.

Porém, o treinador não deixou de admitir que a nova temporada “não está a começar muito bem”, devido, mais uma vez, à falta de condições de treino. “Supostamente, teríamos a EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques pronto para iniciarmos os treinos em setembro, mas não, o que nos obrigou a utilizar o espaço exterior do Edifício Nova Trofa, com todas as condicionantes já conhecidas”, revelou.

Com um olho na Escola de Atletismo da Trofa, Pedro Sá tem outro nas atletas que ajuda a crescer na modalidade, como Alice Oliveira e Sandra Sá, que antes fizeram parte da coletividade trofense e que acabaram por dar o salto, integrando o Maia Atlético Clube.

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A primeira, que iniciou uma nova etapa com a entrada na universidade, acabou por ver “superadas as expectativas”. “Apesar de estar com receio, porque não sabia se conseguiria conjugar os horários, acabou por correr muito bem”, frisou, sem deixar de destacar os títulos nacionais obtidos, o de campeã na estrada, 3.º lugar no corta-mato curto e nos obstáculos e a vitória coletiva no corta-mato longo.

Para a nova campanha, Alice, que frequenta o curso de Enfermagem da Escola Superior de Saúde do Porto, espera bater recordes pessoais e obter marcas que a façam “chegar mais longe” na modalidade, com ênfase nos obstáculos e nas distâncias de cinco mil e três mil metros.

Já Sandra Sá, que entra este ano letivo para o curso de Terapia Ocupacional na Escola Superior de Saúde do Porto, também encara com cautela a temporada, espreitando resultados que superem a boa prestação da época transata, em que conseguiu melhorar praticamente todos os recordes pessoais e atingir os mínimos para a pista ao ar livre e coberta nos 400 metros.

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