Região
Santuário da Alexandrinha ou a história de uma vida contada sob a forma de uma “Tenda”
Quem se deslocar ao novo Santuário Eucarístico, onde repousam os restos mortais da Beata Alexandrina Maria da Costa, em Balasar, cuja inauguração ocorreu a 11 de outubro, e esperar ver um Templo “majestoso” com um Altar-mor dourado, cheio de jarras de flores e de velas, com vários altares laterais povoados de imagens “barrocas” de santos, ficará, momentaneamente, desapontado…E encontrará algumas “surpresas” que carecerão de explicações, já que o projecto aposta numa arquitectura ( litúrgica ), de estilo marcadamente moderno e contemporâneo.
Mal se entra no referido santuário, o destaque vai para a simplicidade, sobriedade e despojamento do espaço e os responsáveis pelo projecto deste Templo (do Center AV Arte de Loppiana-Florença, Itália-sob a direcção da arquitecta Elena di Taranto), após um estudo profundo dos escritos da “doentinha de Balasar”( a sua auto-biografia), convidam os peregrinos e visitantes à reflexão e ao”silêncio”com foco especial no Sacrário. No Santuário pontificam a sua experiência mística, eucarística e mariana.
A interpretação arquitectónica assenta em três grandes pilares simbólicos:
1- “A Tenda do Encontro” e do Sacrário
A escolha da forma da “Tenda do Encontro” bíblico lembra a “Tenda do Deserto” e simboliza o espaço de acolhimento, interioridade, silêncio e repouso. Representa a Igreja em caminho, aberta a acolher os peregrinos . Ao mesmo tempo funciona como um grande “Sacrário Aberto” no centro da Tenda.
2- Manto de Nossa Senhora e a Cruz Monumental
A nivel exterior, a cobertura revestida a zinco patinado é interpretada para evocar e simular o “Manto protector” da Virgem Maria. No topo, (…)
(…) continua
António Costa
Crónica de completa na edição 336 do Jornal do Ave,
de 5 de novembro de 2026, já nas bancas.


