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Trofa integra pela primeira vez Festival Cidnay Vale do Ave

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A Trofa vai fazer parte, pela primeira vez, do programa do Festival Cidnay Vale do Ave, uma iniciativa que regressa para a sexta edição entre os dias 10 e 26 de setembro, com propostas em três concelhos do Vale do Ave: Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso e Trofa.

Promovido pela FAMART Plataforma Artística, o festival terá como tema “Futuro: Tempo Presente” e contará com 43 iniciativas, 55 artistas de 17 nacionalidades e a estreia da Orquestra Festival do Vale do Ave.

A inclusão da Trofa no mapa do evento é uma das novidades desta edição, que pretende reforçar a ligação entre diferentes territórios do Vale do Ave através da música e de outras propostas culturais.

A programação inclui estreias nacionais, como “Rothko Chapel”, de Morton Feldman, apresentada a 12 de setembro numa colaboração entre o Coletivo Contemporâneo do Vale do Ave e o Coro da Casa da Música, e “November”, de Dennis Johnson, descrita pela organização como “uma experiência artística singular”, com realização durante a noite, entre as 00h00 de 12 de setembro e as 07h00 de 13 de setembro, em contexto museológico.

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Entre os nomes presentes no festival está o violetista britânico Timothy Ridout, cuja atuação está marcada para 13 de setembro, assim como a flautista neerlandesa Lucie Horsch, que participará em vários momentos do programa, incluindo o concerto “Acordar”, a 19 de setembro, uma atuação ao nascer do sol e ao ar livre.

A música jazz e klezmer também integram a programação, com o concerto do João Barradas Trio com Jonathan Kreisberg, a 11 de setembro, e a Festa Klezmer, marcada para 18 de setembro.

O festival contará ainda com vários momentos de reencontro artístico. A abertura, a 10 de setembro, ficará a cargo da violetista chinesa Wenting Kang e do acordeonista português João Barradas, numa viagem pelo universo musical da Catalunha e de Buenos Aires do século XX.

A 17 de setembro, Máté Szűcs, da Hungria, e Isolda Crespi apresentam repertório para viola e piano, enquanto, dois dias depois, Lucie Horsch e o cravista francês Justin Taylor propõem um diálogo entre “Herança e Reinvenção”.

Já a 23 de setembro, o violoncelista sueco Torleif Thedéen junta-se a Mohamed Hiber (França), Raquel Areal Martínez (Espanha), Jano Lisboa (Portugal), Hayang Park (Coreia do Sul) e Alexander Warenberg (Países Baixos) para uma interpretação de obras do repertório para sexteto de cordas.

A edição de 2026 termina com a estreia absoluta da Orquestra Festival do Vale do Ave, marcada para os dias 25 e 26 de setembro. Segundo a organização, trata-se de “um novo agrupamento musical constituído, para a ocasião, por 23 músicos, membros de algumas das mais prestigiadas orquestras internacionais”, assumindo-se como “um espaço de excelência artística, intercâmbio internacional e criação colaborativa”.

Para o diretor artístico do Festival Cidnay Vale do Ave, a edição deste ano pretende consolidar a identidade do evento enquanto “plataforma internacional de excelência musical, de descentralização cultural e de encontro entre artistas, comunidades e territórios”. O responsável considera que o tema “Futuro: Tempo Presente” traduz “a convicção de que o futuro se constrói através da cultura e das escolhas e decisões que tomamos hoje”.

João Álvares Abreu, violetista português e membro da Orquestra Filarmónica da Rádio dos Países Baixos, aponta como objetivo do festival “provocar a reflexão coletiva sobre o papel da cultura enquanto motor de desenvolvimento humano e torná-la cada vez mais acessível e próxima das pessoas”.

Além dos concertos, o programa inclui também uma componente formativa e de mediação cultural, através da Academia do Vale do Ave, com masterclasses em cinco disciplinas instrumentais, bem como oficinas musicais destinadas a crianças, famílias e seniores, visitas dançadas para crianças e pessoas com deficiência, conversas em contexto escolar, ensaios abertos e outras iniciativas de proximidade.

A sexta edição do Festival Cidnay Vale do Ave conta com o apoio da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o Banco BPI, dos Municípios de Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso e Trofa, e da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Médio Ave. A Casa das Artes de Famalicão é parceira em coprodução em parte da programação.

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