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Autor da Trofa com “Obra do Ano” do Prémio Nacional de Banda Desenhada

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O trofense Luís Moreira Gonçalves é um dos vencedores da primeira edição do Prémio Nacional de Banda Desenhada (PNBD). O autor foi distinguido na categoria Obra do Ano, em conjunto com Felipe Parucci, pela obra Dormindo entre Cadáveres, numa iniciativa do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto destinada a promover a criação artística e literária na área da banda desenhada.

O anúncio foi feito a 26 de junho, tendo o júri considerado que a obra, editada pela Zigurate, constitui “um testemunho muito relevante sobre a pandemia da Covid-19 no Brasil, particularmente no espaço amazónico”. Na fundamentação, os jurados destacam ainda que o livro foi “construído a partir de um registo pessoal e crítico que não reduz personagens a meros veículos de informação”.

A primeira edição do prémio recebeu 45 candidaturas distribuídas por três categorias: 11 ao Prémio Carreira, 15 ao Prémio Obra do Ano e 19 ao Prémio Inovação em Banda Desenhada.

Além da distinção atribuída ao autor da Trofa e a Felipe Parucci, o júri premiou Rumo ao Eclipse, de Ana Matilde Sousa, Ana Simões, André Nóvoa e Hugo Soares, na categoria de Inovação em Banda Desenhada. A obra, editada pela Chili Com Carne, foi descrita como “um jogo de role ‘play’ a partir de um livro de banda desenhada preexistente”, que expande “as possibilidades do meio sem o simplificar”.

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O Prémio Carreira foi entregue a António Jorge Gonçalves. O júri, constituído por Sara Figueiredo Costa, Pedro Cleto e Sara Ludovico, distinguiu o autor por uma trajetória “permanentemente inovativa e eclética, que nunca estagnou ou se acomodou a um tipo de traço”, salientando ainda o seu “trabalho experimental (…) com cores, materiais e linguagens narrativas, assim como a forma consistente com que tem refletido sobre os limites e possibilidades da BD”.

Em comunicado, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, afirma que “os autores distinguidos demonstram a diversidade, a qualidade e a capacidade de inovação da banda desenhada portuguesa”, acrescentando que o Prémio Nacional de Banda Desenhada “reconhece esse talento e contribui para uma maior visibilidade da criação artística nacional, dentro e fora de Portugal”.

Cada uma das três categorias tem um prémio monetário de 10 mil euros. No caso da categoria Obra do Ano, o reconhecimento inclui ainda um apoio adicional de 1.500 euros para a deslocação dos vencedores ao Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême, em França.

A cerimónia de entrega dos prémios está marcada para 18 de outubro, Dia Nacional da Banda Desenhada Portuguesa, no âmbito do Festival Amadora BD.

Criado em outubro de 2025, o Prémio Nacional de Banda Desenhada é uma iniciativa do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, gerida pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), com o objetivo de “valorizar e promover a criação artística e literária no domínio da banda desenhada portuguesa”.

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