Edição 770
Moradores queixam-se de esgoto a céu aberto em Santiago de Bougado
Moradores queixam-se que convivem com esta situação “há muitos anos” e da falta de resposta por parte das entidades competentes.
Um líquido escuro, a exalar um cheiro nauseabundo, com espuma e gordura, corre por uma linha de água, na Rua Moinhos da Lagoa, em Santiago de Bougado. Moradores queixam-se que convivem com esta situação “há muitos anos” e da falta de resposta por parte das entidades competentes.
“Eu já moro aqui há 40 anos e a água corria limpinha e, no verão, o regato secava. De há uns anos para cá, quando começaram a fazer as casas e os restaurantes, começou a vir esta porcaria e hoje continua”. Ilda Duque está cansada de ver o autêntico esgoto a céu aberto que corre numa linha de água, junto à casa onde reside, na Rua Moinhos da Lagoa.
Mas pior do que ver a tonalidade escura da água, que vem acompanhada de espuma, gordura e, às vezes, “fezes”, a moradora desespera “com o cheiro” e “as moscas e mosquitos”, que se tornaram “uma praga” para quem reside nas redondezas.
“Eu fui tantas vezes à Câmara (Municipal) e ninguém faz nada. Eu até disse ao (Luís) Paulo, presidente da Junta de Bougado, que se fosse à porta deles, isto já estava tapado”, desabafou,
Os moradores queixam-se de que, da parte das entidades, só têm “o jogo do empurra”. “Já fizemos reclamação junto da Câmara, da Junta de Freguesia, da Proteção Civil, do SEPNA, da Águas do Norte e nada. Apenas a Águas do Norte veio uma vez e andou a fazer uma inspeção pelos tubos para perceber para onde o esgoto desviava, mas não conseguiram chegar a conclusão nenhuma. O SEPNA ainda ontem (14 de julho) esteve cá, confirmou, mas diz que é com a autarquia. Vamos à autarquia e esta diz que não é com ela, mas sim com a Trofáguas. Vamos à Trofáguas e esta diz que é com a autarquia”, reclama, por sua vez, Maria da Luz Costa, outra moradora.
Os moradores dizem-se cansados de conviver com o esgoto a céu aberto, que piora nos meses de calor. “Não podemos abrir janelas nem portas. Não podemos estender roupa, porque fica com o cheiro. Não podemos convidar ninguém a vir a casa, porque se viermos ao jardim, às vezes, até nos dá vómitos. Isto é um verdadeiro atentado à saúde pública”, acrescentou Maria da Luz Costa.
O NT pediu esclarecimentos ao Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional Republicana, na sexta-feira, 15 de julho, mas não obteve resposta. No entanto, na tarde do dia seguinte, um militar deste serviço esteve no local.


