Fez 12 anos em 19 de Novembro que a Assembleia de República votou favoravelmente a criação do Concelho da Trofa.

Foi o culminar de uma luta de vários anos, o concretizar de um sonho colectivo.

O ambiente, a solidariedade, o espírito voluntarioso dos trofenses estava ao rubro.

Os dias seguintes foram pródigos em sonhos que se poderiam tornar realidade: Paços do Concelho; Saneamento; Melhores ruas e estradas; Variantes; Metro; Piscina; Melhores escolas; União dos parques Nossa Senhora das Dores e Lima Carneiro, etc, etc.. A Trofa fervilhava de emoções. Por momentos, esqueceram-se as inimizades e os mal-entendidos.

Poético?

Não, poético foi o momento.

Depois?

Depois começaram as dificuldades, o baixar à terra para quem teve de materializar a nova realidade.

Para começar, as primeiras reuniões da Comissão Instaladora, formada por dois elementos do PSD, dois do PS e um do CDS, foram realizadas no café. Depois passaram para um pequeno apartamento. Mais tarde, para as actuais instalações.

As expectativas criadas passaram a exigências. Queríamos as coisas do dia para a noite.

A Comissão Instaladora viveu sem meios e com padrões elevados de exigência.

Mas, mesmo assim, o ambiente que se vivia era de respeito. Respeito entre adversários políticos, respeito pelas capacidades e passado das cinco pessoas da Comissão Instaladora que, para o bem e para o mal, eram credíveis.

Passados estes anos, conseguiu-se muito do que se pretendia: Melhores escolas; Mais qualidade de ensino (nesta área, a Trofa foi um exemplo seguido mais tarde pelo Governo); Mais proximidade às necessidades das pessoas; Melhores ruas e estradas; Saneamento; Piscina; A vinda do metro até à Trofa e a construção das variantes passaram a ser uma prioridade do Governo; Arranjos urbanísticos que embelezaram todas as freguesias do Concelho; A variante à linha do caminho-de-ferro e a nova estação; A união dos parques Lima Carneiro e Nossa Senhora das Dores apenas falta concretizar; O parque das Azenhas; O apoio social às famílias com mais carências (A Trofa recebeu prémios Nacionais e menções internacionais); A criação de várias associações que proporcionam a ocupação de tempos livres e espalham o nome da Trofa pelos quatro cantos do mundo.

ENFIM, TANTA COISA BOA QUE ACONTECEU.

ATÉ QUE…A MEDIOCRIDADE APARECEU.

Parece um conto infantil, mas a realidade é bem mais dura.

De um momento para o outro, nas eleições autárquicas de 2009, os trofenses decidiram fazer outra escolha. Escolheram mudar de rumo, acreditar na teoria do facilitismo.

A obra construída e os projectos que estavam em andamento não chegaram para os trofenses terem um pouco mais de paciência, terem quatro anos, 2009 a 2013, com a concretização de mais alguns sonhos por quem teve a ousadia de sonhar. De sonhar com projectos considerados inalcançáveis.

A actual Presidente da Câmara prometia mundos e fundos. Ouvia-se dizer que Joana Lima ia a Lisboa e traria sacos de dinheiro. Ouvia-se dizer que o metro ia chegar mais depressa, as variantes estariam prontas rapidamente, os Paços do Concelho demorariam menos de um ano, os mais necessitados teriam tudo e mais alguma coisa, os empregos eram aos mil por freguesia, etc., etc.

Hoje, a realidade é bem diferente.

A TROFA DEIXOU DE SER RESPEITADA PELO PAÍS E PELO GOVERNO.

A TROFA PERDEU CREDIBILIDADE NAS INSTÂNCIAS DE PODER, REGIONAL E NACIONAL.

POR ISSO, A TROFA PERDEU O METRO. INFELIZMENTE, A TROFA VAI PERDER AS VARIANTES.

Infelizmente, e passados apenas 12 meses das eleições, a realidade demonstra que nos enganamos na escolha. Acontece aos melhores. O Mourinho também se engana.

Como disse o Presidente do PSD Trofa, a actuação da CÂMARA É MEDÍOCRE, MAS OS TROFENSES TÊM CAPACIDADE PARA DAR A VOLTA.