Mais de 700 atletas encheram o Complexo Desportivo de Paradela para participar na primeira edição do Trofintas Cup, torneio de futebol de sete promovido pelo departamento de formação do Clube Desportivo Trofense. Para além dos pequenos craques, Paulo Paraty foi uma das figuras que marcaram a iniciativa.

Nem mesmo a figura imponente de Paulo Paraty impediu que Daniel Cruz dissesse, de sua justiça, aquilo que considerou estar na origem da eliminação da equipa C das escolinhas do Trofense no Trofintas Cup. “Os árbitros também tiveram alguma culpa porque não ajudaram muito a nossa equipa, fomos muito roubados. Eu fiz lances de golo, mas o árbitro não marcou”, contava ao NT/TrofaTv, perante os ouvidos atentos dos colegas, que também não queriam perder a oportunidade de serem filmados pela objectiva da televisão da Trofa.

Mas, à parte do que correu mal, o capitão, à boa moda do fair play e como um bom porta-voz, afirmou que a equipa “saiu muito contente” da prova e que “queria apoiar todas as equipas que aqui estão”. Do ponto de vista individual, o craque de palmo e meio afirmava ter sido “uma boa experiência” para “aprender mais sobre futebol”.

Divulgar o futebol de sete foi o principal objectivo desta iniciativa, que contou com a participação de mais de 450 atletas no escalão de escolas. Com esta modalidade, segundo Manuel Wilson, vice-presidente do Trofense cumpre-se o intuito de fazer com que as crianças “tenham mais a bola nos pés”. Sem nunca esquecer o reverso da moeda, que passa por avaliar potenciais valores para o Trofense, o departamento de formação do clube aproveita também para “abrir as portas a todos para dar a conhecer que o Trofense já é um clube com um certo pergaminho no futebol de formação”. O Trofintas Cup, que encheu o Complexo Desportivo de Paradela de pequenos craques durante o fim-de-semana “é um dos muitos eventos em perspectiva nas próximas épocas”, confirmou Manuel Wilson.

Apenas com o problema da falta de espaço para o estacionamento e que fez com que algumas pessoas tivessem que se deslocar 500 metros para assistir às partidas, Manuel Wilson fez um balanço positivo da iniciativa, indo de encontro à opinião de Jorge Maia, coordenador do Departamento de Formação, que disse ao NT/TrofaTv que o Trofintas Cup “provou que o futebol é uma festa”.

“O nosso objectivo de torneio era mesmo esse: promover o futebol, promover o futebol sete e fazer deste torneio uma grande festa do futebol”, referiu.

Também Paulo Paraty, ex-árbitro internacional português, teve muitas dificuldades para chegar ao complexo, tal era a adesão à iniciativa: “Não imaginava que este torneio tivesse esta dimensão. Esta quantidade de pessoas mostra que este Trofintas Cup movimenta muitos jogadores, o que é fundamental para esta idade, pois permite-lhes novas experiências”.

Reviver os tempos de árbitro foi o que motivou a participação de Paulo Paraty que, confrontado com um dirigente do Trofense, não recusou o convite. “Foi com jogadores de camadas jovens entre os 10 e 12 anos que eu comecei como árbitro. Agrada-me sempre participar desde que a família, o tempo e o resto das actividades me permitam e foi com muito prazer que acedi ao torneio”, afirmou.

O Trofense foi o anfitrião do torneio, ao protagonizar a final, com a equipa A a superiorizar-se à equipa B.