O Movimento Contra o Aterro na Trofa apela à participação de todos os Trofenses no próximo dia 27 de Junho, Sábado pelas 15h, no mega-buzinão, com partida na Capela S. Gonçalo em Covelas e que vai percorrer as principais artérias da Trofa.

O apelo para a luta foi lançado! Apela-se a todos os quadrantes da sociedade civil trofense, que apareçam e se façam ouvir, no mega-buzinão já no próximo sábado. Que rememos agora todos no mesmo sentido, contra a vinda do aterro para a Trofa!

Sabemos que, na hora da verdade, vai haver sempre aqueles que remaram, aqueles que não remaram e preferem ficar no sofá, e ainda os que dizem que agora remam ao nosso lado, mas estiveram este tempo todo a remar contra nós.

Os que remaram, são aqueles que se organizaram em Movimento, homens e mulheres trabalhadoras, que defendem a sua terra, que puseram as diferenças de parte e trabalham em unidade, fazendo acontecer. São aqueles que não caíram no embuste do inevitável, do fatalismo – afinal, há um mês era anunciada e garantida a vinda de um aterro para a Trofa, agora são todos contra. Vale a pena lutar.

Remaram também todos os Trofenses que não viraram a cara à luta, todos quantos reconheceram a importância de uma luta organizada, séria e consequente, e que participaram nas manifestações e caminhada pelo ambiente, são estes Trofenses, que mesmo em tempos de pandemia irão até aos confins de Portugal para defender a sua terra, como em tempos idos foram conquistar o concelho, até às escadarias da própria Assembleia da República.

Há aqueles que não remam e que preferem ficar no sofá, criticando, por detrás dos ecrãs, a estes comentadores de bancada, sabemos que pimenta no cu dos outros é refresco, e que serão os primeiros a ir pedir ajuda p’ra lhes resolver um problema, afinal se o problema fosse à sua porta, mas como o aterro é tão afastado, ora, afinal o aterro é em Covelas, é mais fácil criticar. Criticam por politiquice, por os partidos estarem envolvidos, mas criticariam os partidos, por não fazerem nada. É riscar o que não interessa.
Já aqueles que afirmam que agora remam ao nosso lado, sabemos que durante dois anos negociaram a vinda do aterro, remando contra nós. Pedem que nos esqueçamos do seu envolvimento, agora o executivo municipal diz que são contra os aterros desde pequeninhos. Aliás a solução do executivo municipal para a vinda do aterro já foi encontrada – cortar estradas – isto vindo de quem fez da Trofa uma autoestrada para um aterro.
Estavam cheios de convicção que o aterro não prejudicaria a qualidade de vida e que representaria contrapartidas importantes para a freguesia – investimentos para Covelas e os 2 milhões de euros, que permitiriam abater a dívida com a Resinorte da Câmara Municipal.

Agora dizem que estão do nosso lado e pedem que viremos as armas contra o verdadeiro inimigo, atirando as culpas ao querer passar a ideia de que o verdadeiro inimigo é o Ministério do Ambiente, mas pergunto-me, foi o Ministério do Ambiente que negociou com a Resinorte, ou foi a Câmara Municipal? Foi o Ministério quem iniciou este processo?

Nós estaremos lá, a remar do lado certo, ao lado das populações, contra o aterro, pela vinda do metro, pelo progresso da Trofa rumo a um bom porto. Aqui lanço o apelo – na luta contra o aterro, Trofenses de todas as freguesias, uni-vos!