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Edição 720

Trofenses de todas as freguesias, uni-vos!

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O Movimento Contra o Aterro na Trofa apela à participação de todos os Trofenses no próximo dia 27 de Junho, Sábado pelas 15h, no mega-buzinão, com partida na Capela S. Gonçalo em Covelas e que vai percorrer as principais artérias da Trofa.

O apelo para a luta foi lançado! Apela-se a todos os quadrantes da sociedade civil trofense, que apareçam e se façam ouvir, no mega-buzinão já no próximo sábado. Que rememos agora todos no mesmo sentido, contra a vinda do aterro para a Trofa!

Sabemos que, na hora da verdade, vai haver sempre aqueles que remaram, aqueles que não remaram e preferem ficar no sofá, e ainda os que dizem que agora remam ao nosso lado, mas estiveram este tempo todo a remar contra nós.

Os que remaram, são aqueles que se organizaram em Movimento, homens e mulheres trabalhadoras, que defendem a sua terra, que puseram as diferenças de parte e trabalham em unidade, fazendo acontecer. São aqueles que não caíram no embuste do inevitável, do fatalismo – afinal, há um mês era anunciada e garantida a vinda de um aterro para a Trofa, agora são todos contra. Vale a pena lutar.

Remaram também todos os Trofenses que não viraram a cara à luta, todos quantos reconheceram a importância de uma luta organizada, séria e consequente, e que participaram nas manifestações e caminhada pelo ambiente, são estes Trofenses, que mesmo em tempos de pandemia irão até aos confins de Portugal para defender a sua terra, como em tempos idos foram conquistar o concelho, até às escadarias da própria Assembleia da República.

Há aqueles que não remam e que preferem ficar no sofá, criticando, por detrás dos ecrãs, a estes comentadores de bancada, sabemos que pimenta no cu dos outros é refresco, e que serão os primeiros a ir pedir ajuda p’ra lhes resolver um problema, afinal se o problema fosse à sua porta, mas como o aterro é tão afastado, ora, afinal o aterro é em Covelas, é mais fácil criticar. Criticam por politiquice, por os partidos estarem envolvidos, mas criticariam os partidos, por não fazerem nada. É riscar o que não interessa.
Já aqueles que afirmam que agora remam ao nosso lado, sabemos que durante dois anos negociaram a vinda do aterro, remando contra nós. Pedem que nos esqueçamos do seu envolvimento, agora o executivo municipal diz que são contra os aterros desde pequeninhos. Aliás a solução do executivo municipal para a vinda do aterro já foi encontrada – cortar estradas – isto vindo de quem fez da Trofa uma autoestrada para um aterro.
Estavam cheios de convicção que o aterro não prejudicaria a qualidade de vida e que representaria contrapartidas importantes para a freguesia – investimentos para Covelas e os 2 milhões de euros, que permitiriam abater a dívida com a Resinorte da Câmara Municipal.

Agora dizem que estão do nosso lado e pedem que viremos as armas contra o verdadeiro inimigo, atirando as culpas ao querer passar a ideia de que o verdadeiro inimigo é o Ministério do Ambiente, mas pergunto-me, foi o Ministério do Ambiente que negociou com a Resinorte, ou foi a Câmara Municipal? Foi o Ministério quem iniciou este processo?

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Nós estaremos lá, a remar do lado certo, ao lado das populações, contra o aterro, pela vinda do metro, pelo progresso da Trofa rumo a um bom porto. Aqui lanço o apelo – na luta contra o aterro, Trofenses de todas as freguesias, uni-vos!

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Memórias e Histórias da Trofa: Melhoramento da rede viária da Trofa

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Os grandes investimentos de obras públicas na Trofa normalmente são conseguidos com grandes dificuldades, não sendo apenas uma situação das últimas décadas, mas sim um sinal da nossa sina, atendendo que parece ser um problema que já tem quase séculos de existência.

Folheando as páginas da imprensa local ao longo de décadas desde os meados do século XIX é possível concluir que as obras na Trofa aconteciam a um ritmo bastante lento e somente após vários anos de súplicas e pedidos ao poder local, regional e até nacional.

Nesse sentido, temos o exemplo da melhoramentos na Trofa que ocorreriam em dezembro de 1920, referindo que esses pedidos já eram realizados ia para 30 anos.

O primeiro pedido era referente a um arruamento antiquíssimo e muito conhecido, sendo um caminho existente desde a passagem interior da linha férrea pelos baixos da ramada do lavrador Vinhas até a estrada que liga com a de Vila do Conde e Santo Tirso.

O desejo da comunidade era a reconversão daquele caminho em uma estrada de cinco ou seis metros para Paradela ou macadamizar o atual caminho, alargando-o e tirando-lhe algumas curvas mais salientes.
O terceiro pedido era referente a uma rua de oito metros que tinha de ser construída, ou aparentemente estaria a ser realizada a sua construção, ocupando os terrenos do lavrador Mateus, Joana Dias, Vinha e Paulinho deste da estrada que ligava Vila do Conde a Santo Tirso com a sua passagem a ser efetuada junto à passagem inferior do caminho de ferro ao pé dos grandes armazéns do senhor Silva e companhia.

Importante referir que para auxiliar a população era preciso dinheiro, havendo um investimento também na iluminação pública que era indispensável, como também concretizar outros investimentos como levar água de Valdeirigo, macadamizar várias ruas para fazer com que elas deixassem de ter um aspeto tosco e básico em terra para dar mais qualidade à circulação de pessoas e viaturas, recordo que neste período da história a Trofa era uma localidade em crescimento acelerado e estava a lançar as sementes para se tornar na cidade referência que é na atualidade.

As obras estavam em crescendo, era mais que muitas, fruto talvez do desinteresse do poder local e regional nesta pequena localidade que estava conforme foi descrito no parágrafo anterior a viver momentos de dinamização económica, estando por último projetada a construção de uma Avenida da Senhora das Dores até ao Rio Ave.

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Alteralismo

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Há uns anos, foram editados alguns livros de auto ajuda, que coincidiu com o período em que estive divorciado. Não foi a leitura de nenhum desses livros que me ajudou a divorciar, mas um deles, quiçá o mais famoso, que comprei e depois de ler verifiquei que foi um engano, serviu de óptima prenda para uma amiga desesperada…eu despachei o livro e ela ficou impressionada, pensando que sou uma pessoa sensível à natureza feminina!

Este livro chama-se “O Segredo”, com muitas páginas que se resumem ao seguinte: Não é preciso agir, apenas pensar convictamente e insistentemente no que se quer. Essa vontade é transmitida ao universo e em troca recebemos a concretização do desejo! Neste ritual há uma regra de ouro: nunca pensar no “não” nos nossos desejos!
Discordo completamente!

Neste período, encontrava-me amiúde, no café, com dois bons amigos, que para não serem identificados vou tratá-los com os nomes alterados, são o Tóó e o ZéTóó. Tínhamos conversas animadas e entusiastas. Quem olhasse para nós, pela pinta, pensava, “Estão a falar de miúdas!”…em 98% dos casos tinham razão! E nos 2% que sobravam, quando entrava uma miúda gira, havia pareceres!

Basicamente as conversas pareciam um jogo de futebol português, muito pontapé na bola e pouco tempo útil de jogo! Mas o pouco que havia entusiasmava-nos e era o que fazia os nossos encontros diferentes!
Eu, o Tóó e o ZéTóó, éramos (e somos), pessoas de agir, mas na altura estávamos em estados de maturação e consciência diferentes. O Tóó e o ZéTóó, tinham uma primeirinha muito boa, mas a custo metiam a segunda, quanto a mim, talvez pelo divórcio recente, ia metendo as mudanças até me “enfaixar”!

Numa dessas conversas falávamos na influência do meio e dos outros em nós mesmos, mas com segurança afirmávamos que tínhamos de ser o agente principal das nossa vidas! Rapidamente chegámos à conclusão que desde a existência da civilização, muita gente falou e escreveu sobre isto…mas não sabíamos o que lhe chamaram!

Numa mesa de café nasceu o “ALTERALISMO”!

Eu, o Tóó e o ZéTóó, criámos algo que sempre existiu, mas não tinha nome…ou se tinha, desconhecíamos!

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Após essa descoberta, no aniversário do Tóó, num restaurante do Porto, com cerca de trinta convidados, o aniversariante, sem aviso prévio, chama-me para declarar ao mundo o “ALTERALISMO”! Tóó olhava para mim como o homem de ação, o “James Bond” do “ALTERALISMO”!

O “ALTERALISMO” tal como “O Segredo”, poderia ser editado em livro com 200 páginas, mas também se resume a meia dúzia de ideias, expostas nessa noite memorável…para o aniversariante (começou a namorar)!
Expliquei que não nascemos etiquetados com a história da nossa vida.

Temos de ser o motor dela mesma e assumir o papel principal, avançar e arriscar as portas entreabertas e vencer o medo do caminho estreito!

Mesmo quando o que queremos está para além de uma parede de betão e nos “esborrachamos”, voltamos para trás, tristes, mas quem sabe se não ficaram fendas e a parede de betão um dia vem abaixo!

Toda a gente me ouvia com atenção tal que, enquanto discursava, já pensava em criar uma seita e pedir o dízimo! Nessa noite arranjámos alguns seguidores na esperança de que também eles nos ajudassem a entender isso do “ALTERALISMO”!

Entre esta criação (que já existia!) e o “Segredo”, ou sou ALTERALISTA! 

António Machado, poeta sevilhano, nascido no séc. XIX, escreveu, “Caminhante, não há caminho, faz-se caminho ao andar!”. Eu, o Tóó e o ZéTóó, criámos o que já existia, o “ALTERALISMO”!

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