Em 28/09/2006 escrevi neste meu espaço quinzenal, um artigo que denominei “Trofenses de Segunda ?”, em que abordei a problemática da construção de infra-estruturas de água e saneamento na Trofa e, em concreto, a obra que alguns meses antes havia arrancado nas freguesias de Alvarelhos, Muro e Guidões.

Entre outros aspectos, questionei o facto de se estar apenas a avançar com a rede de saneamento sendo que a previsão era de que a obra seria de água e saneamento – água da responsabilidade da Indáqua e saneamento da responsabilidade da Trofáguas.

Na altura, coloquei um conjunto de questões ao Sr.Presidente da Câmara e ao Sr.Vice-Joao SáPresidente (Presidente da Trofáguas ) relativamente ao não avanço da rede de água e à péssima gestão da obra que, na minha opinião, estava a ser realizada por quem tem a responsabilidade da sua fiscalização.

Nos dias seguintes, tenho a certeza que não por causa do meu artigo mas para esclarecimento da população, o Sr.Presidente da Trofáguas explicou as razões que, no seu entendimento, justificariam o atraso no avanço da obra da água assumindo que o assunto já estaria, nessa altura, ultrapassado.

120 dias passados e tudo permanece na mesma! Na mesma não…pior! A obra de saneamento continua, mais Km´s de rede se construíram, mais estrada foi esburacada sem a reposição adequada uma vez que se espera e desespera pela obra da água e … nada!

Se abordo esta temática novamente é porque sou um trofense que já teve responsabilidades públicas na nossa terra, que aquando da criação do concelho prometeu, tal como muitos outros, que seríamos capazes de fazer muito mais e muito melhor, que não pode assistir impávido e sereno a estas injustiças e irresponsabilidades cometidas sobre a população das freguesias de Alvarelhos, Guidões e Muro.

Mas é igualmente porque enquanto Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e Gestor do Programa Operacional do Norte tive oportunidade de aprovar, candidaturas apresentadas pela anterior Presidência da Trofáguas, no valor de cerca de €2.500.000,00 – meio milhão de contos, para esta obra.

Reitero pois tudo o que disse há 120 dias atrás. E faço um apelo muito forte às entidades públicas envolvidas (Câmara e Trofáguas) para que possam, muito rapidamente resolver este problema.

As populações de Alvarelhos, Guidões e Muro não podem continuar a ter as suas vias principais num estado lastimoso, com lama e pó permanente, depauperando os seus veículos, com uma clara diminuição da qualidade de vida, por culpa de quem, desempenhando funções públicas, parece não as cumprir do modo mais eficaz.

No lançamento da primeira pedra anuncia-se que a obra será célere e bem coordenada, depois…é o que se vê!

Termino este artigo citando o que escrevi há 120 dias atrás :

“Acreditem que nestes meus escritos quinzenais, preferia abordar os novos caminhos da nossa terra, os projectos inovadores, a marca distintiva da Trofa para os próximos anos.

Infelizmente, em consciência, não o posso fazer enquanto questões tão básicas como as que abordei hoje não estiverem resolvidas! E a Trofa perde muito… “

João Moura de Sá