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Edição 755

Treinador trofense no Apuramento de Campeão em sub-17

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A equipa de sub-17 da Associação de Moradores da Granja, orientada pelo trofense Sérgio Monteiro, vai marcar presença na Fase de Apuramento de Campeão do Campeonato Nacional da categoria, em futsal.
Um empate a três bolas frente ao SC Beira-Mar, na 7.ª e última jornada da Zona Norte, da 1.ª Fase da prova organizada pela Federação Portuguesa de Futebol, permitiu à equipa maiata alcançar o 4.º lugar, última vaga de acesso à fase campeão e, desde logo, segundo o técnico, garantir “o grande objetivo para esta época, a manutenção no campeonato nacional”.
Depois de ter visto os quadros competitivos da época passada serem ajustados à situação pandémica, provocada pela Covid-19, o técnico salienta que “ao retomar a normalização, a exigência em termos de contexto competitivo foi enorme”, justificando, por isso, o sentimento de “orgulho e satisfação por saber que o trabalho tem resultados tão positivos”. Na próxima fase, que contará com oito equipas e será jogada em formato campeonato, a duas voltas, o treinador de 40 anos, que conta no seu plantel com o também trofense André Antunes, aponta que “é fundamental desfrutar desta fase e do facto de ser disputada com equipas de renome do panorama desportivo nacional”. Assim, a AM Granja que jogará, entre outras equipas, com ADCR Caxinas e Poça da Barca, Sporting CP e SL Benfica, dará aos atletas a “oportunidade de usufruir de um momento tão importante, quer pessoalmente, quer na sua evolução na modalidade”.
Ciente das dificuldades que espera encontrar, Sérgio Monteiro afirma que terá como objetivo “demonstrar o trabalho realizado e o desenvolvimento da equipa”, salientando, porém, que “a AM Granja entrará sempre em campo para disputar os três pontos”. Desta 2.ª Fase, com início previsto para 8 de janeiro, sairão as equipas que disputarão o play-off a quatro, para se apurar o vencedor. Recorde-se que, na última edição, a AM Granja já com o trofense ao comando, chegou à final onde foi derrotado, a duas mãos, pelo Sporting CP.

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Edição 755

Escrita com Norte: Dependências

“Passa uma hora, duas, ninguém responde…são cinco da manhã. Suzy desespera, em pé, ao lado da cama, pelo primeiro “like”, para se deixar tombar…Seis da manhã, sete… e o despertador ordena que Suzy se levante sem que ela se tenha deitado!”

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Suzy, de 36 anos, tinha sido sempre uma pessoa de hábitos simples, sem alguma dependência, e atenta à perdição dos outros. Em miúda, um dia, o pai perguntou-lhe:

– Filha, queres uma carteira de cromos da “Candy”?

– Não, meu pai! Eu bem vejo como estão as minhas amigas…drógadas pelos cromos!
Esta simplicidade, desprendida de vícios, que sempre pautou a vida de Suzy, acabaria por mudar, quando, há três anos, comenta com uma colega da confecção:

– Ninguém gosta de mim!

– Suzy, “gostar” é tão parolo como a saia travada com folhos que usas! O que interessa são os “likes”! – responde a colega de Suzy, com a mão em posição de quem pede boleia.
Depois de devidamente instruída, dois dias após, Suzy já tem um computador pessoal, uma conta aberta no Facebook e três saias novas, mandadas fazer numa modista amiga dela, muito jeitosa. Ao fim de 5 meses, já tem 4136 amigos, dos quais, pessoalmente, apenas conhece a colega de confecção, e 7 seguidores.
São 7 horas da manhã, o despertador toca. Estremunhada, Suzy acorda e abre o computador, com o qual dorme pousado a seu lado. No Facebook, publica, “Ui, ui, que soninho! Lol”.
Ansiosa, antes de sair da cama, espera por um “like”, que acontece ao fim de 15 minutos e a despertou mais do que um café! Pincha da cama e lava os dentes, sem ter tomado o pequeno-almoço, pelo atraso do “like”. Entra no carro, arranca e pára 50 metros à frente, porque se esqueceu de colocar o cinto. Antes de se “amarrar” ao banco, através do telemóvel publica no Facebook, “Helloooo, arranquei sem pôr o cinto! ;-)”. Ao fim de 34 minutos recebe o primeiro “like” e de seguida um segundo…Animada, coloca o cinto e arranca.
Suzy chega atrasada ao local de trabalho e antes de “picar”, para dar início à sua jornada, “posta” novamente no Face, “Migos e migas, estou triste. Por mais cedo que me levante, nunca chego a horas ao trabalho! ”. Ao fim de 20 minutos recebe novo “like”, dando-lhe força para “picar” e avançar firme, com mais de meia hora de atraso, para a sua “corta e cose” Siemens.
O resto do dia segue de forma costumeira, com “posts” frequentes e a espera ansiosa por um “like”.
À noite, no regresso a casa, o pneu fura. (Des)animadita, “posta” no Face, “Que chatice, tive o meu primeiro furo!”
Nesse momento, Guedes, mecânico e amigo facebookiano, distraidamente, faz “like”, enquanto passa, a pé, por Suzy, que se mantém de olhos postos no telemóvel.
(Estão alheios à existência um do outro!)
Suzy chega tarde a casa e o cansaço é superior à fome e decide deitar-se, mas não sem antes partilhar com o mundo, “Mudei um pneu, estou cansada e vou dormir!”
Antes de “mergulhar” na cama, Suzy espera pelo consentimento supremo de um “like” de um qualquer desconhecido, feito amigo ao alcance de um click!
Passa uma hora, duas, ninguém responde…são cinco da manhã. Suzy desespera, em pé, ao lado da cama, pelo primeiro “like”, para se deixar tombar…Seis da manhã, sete… e o despertador ordena que Suzy se levante sem que ela se tenha deitado!
Em vez de tomar o caminho do trabalho, Suzy segue directa para o psiquiatra.
Exausta, explica a razão de uma noite sem dormir. Dada a gravidade da situação, o médico faz um pedido de amizade a Suzy e receita-lhe:

– Menina Suzy, quando chegar a casa, aceite o meu pedido de amizade! Iniciado o tratamento, faço imediatamente dez “likes” na sua página, para poder dormir. A partir de amanhã, os “likes” serão de 8 em 8 horas, se não for suficiente aumentamos a dose para “likes” de 6 em 6.

Pior do que perder uma Nação é perder a soberania individual!

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Edição 755

Memórias e histórias da Trofa: Ao São Gonçalo quero ir

A romaria em honra a S. Gonçalo que se realiza todos os anos, no primeiro mês do ano, é, seguramente, dos momentos altos da fé e também da identidade local.

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A romaria em honra a S. Gonçalo que se realiza todos os anos, no primeiro mês do ano, é, seguramente, dos momentos altos da fé e também da identidade local.
A realização de mais uma festa aproxima-se a passos largos e, seguramente, que neste ano tão marcado pela tragédia de saúde pública que assola a Humanidade, muitas serão as preces a pedir o fim deste flagelo.
A realização da referida festividade perde-se no tempo. Várias são as notícias de jornal que atestam a antiguidade da mesma por tempos imemoriais, sendo difícil definir uma datação para o seu início.
O escrutínio das fontes primárias em história, alusão para a imprensa periódica em que vários são os relatos que comprovam a enorme afluência de peregrinos àquele acontecimento religioso, sendo exemplo disso o relato que a imprensa local faz das festividades no ano de 1901.

Há 120 anos, a festa já era reconhecida como sendo bastante conhecida, com a presença de várias “barraquinhas” de venda em que se destacavam as regueifas de Valongo e também os saborosos vinhos brancos.
Sobre o célebre “rojão” nem uma palavra, mas as referências para o vinho são várias, afirmando-se que o branco era saboroso e que muitos se deliciaram com aquele belo néctar de Baco.
Uma festa muito concorrida, justificando-se aquele elevado movimento de pessoas com o bom tempo que se fazia sentir, mas poder-se-á argumentar que esse movimento em grande número poderá ser justificado pelo peso da tradição que era secular e não parecia que se iria perder como tantas outras tradições.
Na verdade, na atualidade, possivelmente, será das festas com maior carga festiva, de convívio, de animação das redondezas com milhares de peregrinos a deslocarem-se até à freguesia de Covelas para ver aquela comunidade a multiplicar por várias vezes naquele fim de semana o seu número de residentes.
A comemoração do mais puro que há no Homem, a amizade através da confraternização no recinto da festa como nos vários montes espalhados pelas redondezas da freguesia.
Um fim de semana memorável que, esperamos nós, regresse rapidamente àquilo que nos habituamos a assistir, sem medos, apenas com o desejo de comemorar a amizade e a devoção por S. Gonçalo.

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