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Edição 755

Assembleia aprova orçamento com 30 milhões para investimentos

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A Assembleia Municipal da Trofa aprovou o orçamento para 2022, no valor de 54 milhões e 764 mil euros.

Em reunião ordinária realizada a 6 de dezembro, António Azevedo, presidente da Câmara Municipal em exercício perante a ausência, por doença, de Sérgio Humberto, explicou que o documento previsional aloca às despesas de capital 29,8 milhões de euros, o que reflete, segundo o autarca, o empenho do executivo em fazer obra no concelho.
“O orçamento apresenta um crescimento 34,07% relativamente a 2021”, referiu, para depois explicar esta tendência com “a realização dos investimentos previstos pelos empréstimos bancários contratualizados em 2021 e não foram possíveis realizar em 2021”.
“Teve também forte impacto os restantes investimentos que faltam acabar – ciclovias, paços do concelho ou outros que serão objeto de candidatura a fundos comunitários, recursos financeiros que não serão descurados por este executivo”, acrescentou.
Quanto às despesas correntes, disse António Azevedo, “as correntes representam 45% do orçamento”, enquanto as receitas correntes refletem “50,87%”, o que quer dizer que “existirá uma poupança corrente de três milhões de euros”, adiantou.
Os eleitos do Partido Socialista, que se abstiveram na votação do orçamento, lamentaram o facto de “a esmagadora maioria das propostas” que apresentou não ter sido incluída nas grandes opções do plano para o próximo ano.
Teresa Fernandes referiu que, “por haver visões diferentes, não significa que nada do que foi apresentado não viesse favorecer, de apreciável, os trofenses e o concelho”.
Uma das propostas apresentadas pelos socialistas – e apregoadas pelo candidato do partido à Câmara Amadeu Dias – era o reforço, em 20%, do pacote financeiro para as juntas de freguesia.
Outra era a diminuição da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) de 0,44% para 0,40%, medida que, segundo Teresa Fernandes, estabeleceria o “momento de devolver o esforço que todos os trofenses têm sido obrigados a facultar por querer, apenas, viver na Trofa”. O PS apoia-se também nas “condições financeiras” que o executivo municipal apregoa como favoráveis para os investimentos que serão executados.
Em resposta, António Azevedo referiu que o orçamento reflete “o esforço do executivo para que a execução cumpra o equilíbrio orçamental”. E reiterando que o Município goza de “posição saudável”, o autarca salientou que a Trofa “ainda deve 21milhões”. “Se formos uns mãos largas, basta-nos que os encargos com a dívida sejam maiores para ter grandes dificuldades. Quando apresentarem alternativas de despesa, apresentem alternativas de receita”, sugeriu à oposição António Azevedo.
Rodrigo Reis, eleito pelo PAN, aprovou o orçamento, mas não deixou de criticar o valor alocado à proteção do meio ambiente, considerando insuficiente os “1,3 milhões de euros” previstos, “sendo que a maior parte desta verba, cerca de 900 mil euros, servirá para a concretização do centro de recolha oficial”.
Em nome do PSD, Alberto Fonseca destacou aquele que é “o maior orçamento da história”, se não se contabilizarem aqueles com dotações irreais para cobrir a dívida.
“Muita obra será realizada no nosso município no próximo ano”, vaticinou.
Nesta Assembleia Municipal foram também aprovadas a taxas dos impostos para 2022. O IMI mantém-se a 0,44%, a derrama a 1,5 % (metade para as empresas com volume de negócios inferiores a 150 mil euros) e a participação variável sobre o IRS a 4,8%. Há ainda desconto no IMI para famílias com dependentes a cargo. À exceção da taxa do IMI, que mereceu o voto contra do PS, as restantes foram aprovadas por unanimidade.
“Serão essas as taxas que todos desejávamos? Claramente que não. As que queríamos eram as mínimas ou até nenhum imposto, mas para isso tínhamos de optar por deixar de fazer os investimentos estruturantes e necessários para o concelho”, justificou António Azevedo, reiterando que “não basta a oposição vir propor a redução da taxa, é necessário ter alternativas de receita para cobrir essa despesa e para ter equilíbrio orçamental”. “Não queremos que a Trofa volte à falência”, atirou, sem antes sublinhar o “compromisso” de, “no decorrer do mandato, logo que possível, reduzir as taxas de impostos”.

Recuperar o Rio Ave
Gualter Costa, eleito pelo PS, introduziu o tema. Defendendo que é tempo de “olhar o Rio Ave como um todo”, o deputado municipal considera que “importa não perder esta oportunidade, talvez única, de usufruir dos fundos comunitários que já existem para tornar a despoluição e a valorização de todo o Ave uma realidade nos próximos anos”.
“Tive conhecimento que a Câmara Municipal está a preparar uma candidatura a fundos comunitários conjuntamente com a Agência Portuguesa do Ambiente para a reabilitação da Rede Hidrográfica da Trofa”, acrescentando que do lado executivo, teve a confirmação por parte do vereador do Ambiente, Sérgio Araújo que referiu que “Iremos fazer um investimento, cuja candidatura já foi submetida e está para aprovação”, respondeu o autarca, que detalhou que o objetivo passa pela “recuperação e valorização do Rio Ave e zona envolvente”, nomeadamente “as azenhas”.

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Edição 755

Escrita com Norte: Dependências

“Passa uma hora, duas, ninguém responde…são cinco da manhã. Suzy desespera, em pé, ao lado da cama, pelo primeiro “like”, para se deixar tombar…Seis da manhã, sete… e o despertador ordena que Suzy se levante sem que ela se tenha deitado!”

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Suzy, de 36 anos, tinha sido sempre uma pessoa de hábitos simples, sem alguma dependência, e atenta à perdição dos outros. Em miúda, um dia, o pai perguntou-lhe:

– Filha, queres uma carteira de cromos da “Candy”?

– Não, meu pai! Eu bem vejo como estão as minhas amigas…drógadas pelos cromos!
Esta simplicidade, desprendida de vícios, que sempre pautou a vida de Suzy, acabaria por mudar, quando, há três anos, comenta com uma colega da confecção:

– Ninguém gosta de mim!

– Suzy, “gostar” é tão parolo como a saia travada com folhos que usas! O que interessa são os “likes”! – responde a colega de Suzy, com a mão em posição de quem pede boleia.
Depois de devidamente instruída, dois dias após, Suzy já tem um computador pessoal, uma conta aberta no Facebook e três saias novas, mandadas fazer numa modista amiga dela, muito jeitosa. Ao fim de 5 meses, já tem 4136 amigos, dos quais, pessoalmente, apenas conhece a colega de confecção, e 7 seguidores.
São 7 horas da manhã, o despertador toca. Estremunhada, Suzy acorda e abre o computador, com o qual dorme pousado a seu lado. No Facebook, publica, “Ui, ui, que soninho! Lol”.
Ansiosa, antes de sair da cama, espera por um “like”, que acontece ao fim de 15 minutos e a despertou mais do que um café! Pincha da cama e lava os dentes, sem ter tomado o pequeno-almoço, pelo atraso do “like”. Entra no carro, arranca e pára 50 metros à frente, porque se esqueceu de colocar o cinto. Antes de se “amarrar” ao banco, através do telemóvel publica no Facebook, “Helloooo, arranquei sem pôr o cinto! ;-)”. Ao fim de 34 minutos recebe o primeiro “like” e de seguida um segundo…Animada, coloca o cinto e arranca.
Suzy chega atrasada ao local de trabalho e antes de “picar”, para dar início à sua jornada, “posta” novamente no Face, “Migos e migas, estou triste. Por mais cedo que me levante, nunca chego a horas ao trabalho! ”. Ao fim de 20 minutos recebe novo “like”, dando-lhe força para “picar” e avançar firme, com mais de meia hora de atraso, para a sua “corta e cose” Siemens.
O resto do dia segue de forma costumeira, com “posts” frequentes e a espera ansiosa por um “like”.
À noite, no regresso a casa, o pneu fura. (Des)animadita, “posta” no Face, “Que chatice, tive o meu primeiro furo!”
Nesse momento, Guedes, mecânico e amigo facebookiano, distraidamente, faz “like”, enquanto passa, a pé, por Suzy, que se mantém de olhos postos no telemóvel.
(Estão alheios à existência um do outro!)
Suzy chega tarde a casa e o cansaço é superior à fome e decide deitar-se, mas não sem antes partilhar com o mundo, “Mudei um pneu, estou cansada e vou dormir!”
Antes de “mergulhar” na cama, Suzy espera pelo consentimento supremo de um “like” de um qualquer desconhecido, feito amigo ao alcance de um click!
Passa uma hora, duas, ninguém responde…são cinco da manhã. Suzy desespera, em pé, ao lado da cama, pelo primeiro “like”, para se deixar tombar…Seis da manhã, sete… e o despertador ordena que Suzy se levante sem que ela se tenha deitado!
Em vez de tomar o caminho do trabalho, Suzy segue directa para o psiquiatra.
Exausta, explica a razão de uma noite sem dormir. Dada a gravidade da situação, o médico faz um pedido de amizade a Suzy e receita-lhe:

– Menina Suzy, quando chegar a casa, aceite o meu pedido de amizade! Iniciado o tratamento, faço imediatamente dez “likes” na sua página, para poder dormir. A partir de amanhã, os “likes” serão de 8 em 8 horas, se não for suficiente aumentamos a dose para “likes” de 6 em 6.

Pior do que perder uma Nação é perder a soberania individual!

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Edição 755

Memórias e histórias da Trofa: Ao São Gonçalo quero ir

A romaria em honra a S. Gonçalo que se realiza todos os anos, no primeiro mês do ano, é, seguramente, dos momentos altos da fé e também da identidade local.

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A romaria em honra a S. Gonçalo que se realiza todos os anos, no primeiro mês do ano, é, seguramente, dos momentos altos da fé e também da identidade local.
A realização de mais uma festa aproxima-se a passos largos e, seguramente, que neste ano tão marcado pela tragédia de saúde pública que assola a Humanidade, muitas serão as preces a pedir o fim deste flagelo.
A realização da referida festividade perde-se no tempo. Várias são as notícias de jornal que atestam a antiguidade da mesma por tempos imemoriais, sendo difícil definir uma datação para o seu início.
O escrutínio das fontes primárias em história, alusão para a imprensa periódica em que vários são os relatos que comprovam a enorme afluência de peregrinos àquele acontecimento religioso, sendo exemplo disso o relato que a imprensa local faz das festividades no ano de 1901.

Há 120 anos, a festa já era reconhecida como sendo bastante conhecida, com a presença de várias “barraquinhas” de venda em que se destacavam as regueifas de Valongo e também os saborosos vinhos brancos.
Sobre o célebre “rojão” nem uma palavra, mas as referências para o vinho são várias, afirmando-se que o branco era saboroso e que muitos se deliciaram com aquele belo néctar de Baco.
Uma festa muito concorrida, justificando-se aquele elevado movimento de pessoas com o bom tempo que se fazia sentir, mas poder-se-á argumentar que esse movimento em grande número poderá ser justificado pelo peso da tradição que era secular e não parecia que se iria perder como tantas outras tradições.
Na verdade, na atualidade, possivelmente, será das festas com maior carga festiva, de convívio, de animação das redondezas com milhares de peregrinos a deslocarem-se até à freguesia de Covelas para ver aquela comunidade a multiplicar por várias vezes naquele fim de semana o seu número de residentes.
A comemoração do mais puro que há no Homem, a amizade através da confraternização no recinto da festa como nos vários montes espalhados pelas redondezas da freguesia.
Um fim de semana memorável que, esperamos nós, regresse rapidamente àquilo que nos habituamos a assistir, sem medos, apenas com o desejo de comemorar a amizade e a devoção por S. Gonçalo.

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