TeleParanho é o nome do noticiário realizado pelos alunos do 2º ano da Escola Básica do Paranho. O NT/TrofaTv foi descobrir como tudo começou.

Foi num frenesim que a equipa de reportagem do NT/TrofaTv encontrou os alunos do 2º ano da EB1/JI do Paranho. Orgulhosos encenaram como organizaram durante o 2º e início do 3º período as gravações do seu noticiário. Os técnicos da iluminação colocavam-se estrategicamente para iluminar a pivô, Inês Azevedo, que antes do “ação” tinha que passar pelas mãos das maquilhadoras e cabeleireiras. O realizador soltou um “ação”, que de imediato foi interpretado pelos seus companheiros para se silenciarem, para dar início às gravações. 

De forma pausada e entoada, Inês Azevedo anunciava as notícias, com o auxílio do seu teleponto improvisado (o computador Magalhães), passando, de seguida, a emissão para o exterior, onde um jornalista relatava o que se passava na atividade onde se encontrava. No final das gravações, as filmagens eram copiadas para o computador Magalhães, onde os editores “construíram” o TeleParanho num programa de edição de vídeo.

Uma ideia que surgiu devido ao “fascínio das crianças pelo mundo televisivo”, devido à TrofaTv, pois, segundo Marco Alves, mentor do projeto e professor, quando os alunos vêm a TrofaTv “ficam empolgados”. E foi a partir daí que surgiu a vontade de tornar este gosto no projeto da disciplina Área de Projeto. Tudo começou no 1º período, com o professor a mostrar que era possível transmitir um noticiário através de uma sala de aula. Uma fase de aprendizagem, onde os alunos aprenderam a trabalhar com a câmara, com o programa de edição e a perceber como um telejornal era emitido.

“Ao princípio faziam perguntas sem fim, porque queriam saber, por exemplo, para que servia o pano verde e o porquê de tantas luzes. Aí expliquei que o croma era esse mesmo pano, que seria transformado num cenário virtual, já as luzes, mais a maquilhagem e os cabelos bonitos, faziam com que ficassem melhor dentro da televisão”, contou Marco Alves. De seguida, foi necessário distribuir tarefas: uns seriam técnicos de iluminação, outras maquilhadoras, editores, jornalistas, repórteres e, claro, tinha que ser escolhida uma pivô. A partir daí, foi só filmar as atividades que decorreram na escola. Já no início do 3º período, filmaram a apresentação do noticiário e trataram de o construir.

O professor mencionou que todo o trabalho foi elaborado pelas crianças, mas sempre com a sua supervisão. À medida que o projeto ia avançando, Marco Alves acompanhava-os e explicava como é que podiam “inserir um vídeo, áudio” e todos os outros aspetos ligados ao projeto, salientando que “com regras” eles conseguiram cumprir os objetivos, tendo ficado “super entusiasmados”. “O fascínio que têm pela televisão aumentou, ao verem que dentro de uma sala de aula consegue-se fazer um estúdio. Eles pensavam que um estúdio de televisão era aquela coisa monstruosa, mas eu expliquei-lhes que não e que é possível fazer isto em qualquer local. E depois isto abre novas perspetivas para a vida deles, pois além de poderem vir a ser engenheiros, médicos, professores, enfermeiros podem também tentar outras vertentes, que são muito cativantes na nossa vida e fazem muita falta”, asseverou.

Também os pais e restante comunidade escolar ficou “surpreendida” e “encantada” com o trabalho. Marco Alves afirma que vai “voltar a repetir” a experiência, por ser “um projeto muito viável”. O professor aproveitou para agradecer “o empenho” da direção do Agrupamento de Escolas da Trofa, da coordenação da  escola, no caso da professora Fátima Vinhal, bem como de todas as funcionárias, que “cederam tudo e foram incansáveis no nosso trato”, frisando que a EB1/JI do Paranho “cinge-se pela variedade dos temas abordados aos alunos, “fomentando e aumentando o seu conhecimento geral”.

No final, as crianças estavam “encantadas” com o resultado final, ainda mais quando se viram “muito bonitos na televisão”. Gonçalo Matos e Luana Cunha estavam responsáveis pela elaboração do teleponto e pela edição do TeleParanho. Uma tarefa que lhes agradou, salientando que “não foi difícil” de concretizar. Gonçalo Matos também foi jornalista, mas frisa que gostou mais de editar. Já Mariana Araújo e Mariana Santos estavam responsáveis por deixar bonita a pivô, onde arranjavam o cabelo e a maquilhavam. As jovens acharam “interessante” esta atividade, tendo adorado participar. Miguel Rodrigues, realizador, e Afonso Leal, repórter de imagem, afirmam que com esta atividade aprenderam “a filmar, montar tripé” e “a realizar”.

O que para o Miguel Rodrigues consistia em “ajudar a fazer o vídeo”, comandando os seus colegas através das palavras “ação” e “corta”. Quando as pronunciava, esperava que os seus colegas obedecessem, quando isso não acontecia “às vezes ficava zangado”. Inês Azevedo gostou de se sentir especial, ao ser maquilhada e a ter as luzes sobre ela. Garante que ficava nervosa quando apresentava, mas que foi “fácil decorar os textos”. Quem sabe se um dia não a veremos a apresentar um programa. 

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