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Ano 2011

Rotary da Trofa tem novo presidente

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Na despedida, António Charro fez um balanço positivo do seu mandato apesar de lamentar a fraca participação no Rotary Internacional. Vítor Boucinha foi empossado novo presidente para o ano 2011/2012.

Num jantar no restaurante Julinha Gourmet, em Santiago do Bougado, o Rotary Club da Trofa realizou cerimonia de transmissão de tarefas, a mudança de presidentes entre o antigo, António Charro e o atual, Vitor Boucinha.

António Charro, presidente de 2010/2011, fez um “balanço bastante positivo” do seu mandato uma vez que “a execução de muitos projetos foi bem-sucedida e com relevância na comunidade e também ficaram concluídos alguns processos que já vinham de anos anteriores, de outras presidências ou de outros conselhos de diretores”. O arquiteto destacou “com grande alegria” a homenagem feita “ao Professor Alberto Carneiro, a criação da Interact, a constituição do clube como uma associação que foi muito importante” pelo facto de, a partir de agora, poder trabalhar com o Rotary Internacional e “aquela que me parece ser a cereja em cima do bolo, a criação da parceria com a associação humanitária dos bombeiros da Trofa para a constituição da nova Universidade Sénior do Rotary que em outubro começará a exercer funções.”

O antigo presidente lamentou, contudo, a “participação no Rotary Internacional que ficou àquem das expetativas”. No entanto, ressalva: “isso projetou uma maior concentração na nossa comunidade”. Questionado sobre se os destinos do clube estão bem entregues ao engenheiro Vítor Boucinha, António Charro respondeu: “Completamente, conseguirá fazer muito melhor do que aquilo que foi feito neste ano rotário.”

Vítor Boucinha, empossado no jantar, definiu o Rotary Club da Trofa como “um clube de mecenato que vai pedir ajuda para poder ajudar também” e salientou que é fundamental “interromper a degradação ambiental, reduzir a mortalidade infantil, e combater a fome”. O presidente para o ano de 2011/2012 sente que, a partir de agora, a responsabilidade é “muita porque nós temos as nossas profissões. Temos que executar o melhor que podemos na nossa profissão porque é o nosso sustento, é a nossa vida.”

Para o novo mandato, o engenheiro destaca o lançamento da Universidade Sénior “onde os seniores vão começar a ter ocupação com formações” terminando este assunto a dizer que “é fundamental um grupo de pessoas trabalhar em prol dessas situações”. Referiu um projeto mais recente, que vai ter lugar na ExpoTrofa onde vão ter “um stand com um cartaz chamado Trofa Saudável” e que terá o “apoio do Centro Hospitalar do Médio Ave”. Nos dias da expo, o stand terá diferentes avaliações e pesquisas para os visitantes: no dia 2, avaliação de tensão arterial, no dia 3 decorrerá uma pesquisa de glicemia capilar e colesterol, no dia 4 vão avaliar-se os índices de massa corporal, o dia 5 será ocupado com oftalmologia, dia 6 terá consultas de audiologia, dia 7 e dia 8 terão técnicos em medicina dentária e densidade óssea, respetivamente, dia 9 com avaliações na área da podologia, e, por último, dia 10 com o chamado “cantinho da grávida” onde o clube vai “dar kits para as senhoras que estejam grávidas”. Noutros projetos, Vítor Boucinha refere que “também há bolsas de estudo e apoio a famílias carenciadas” concluindo “o âmbito é bastante alargado no apoio à causa social.”

O vice-presidente da câmara Municipal da Trofa Magalhães Moreira reconheceu “o excelente trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelos rotários da Trofa, nomeadamente por esta direção que agora cessa as suas funções”, destacando a criação da universidade sénior.

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João Martins

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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