“Para tão longo amor, tão curta vida”. O verso retirado de um dos sonetos de Luís Vaz de Camões serve de título ao trabalho discográfico de António Sousa, Carlos Carneiro e Ivo Machado, que tem como intuito fazer “um tributo a Luís Vaz de Camões”. No auditório do Cineart, em Santo Tirso, na véspera do Dia de Camões, 9 de junho, os professores apresentaram o trabalho, que é constituído por “temas de Camões ditos e cantados”.

Antes da sessão começar, António Sousa, que durante quatro anos foi responsável pela Casa da Cultura da Trofa, contou que este trabalho surgiu no âmbito das atividades do Dia Internacional da Língua Materna, no dia 21 de fevereiro, em que os professores resolveram “apresentar uma homenagem a Camões”, que foi “o maior poeta e o que melhor cantou a raça portuguesa e a gesta nacional”. “Regularmente, nos últimos anos, no Dia Internacional da Língua Materna, temos apresentado sempre um trabalho. Já fizemos Miguel Torga, poetas do século 20,  Zeca Afonso e resolvemos, este ano, fazer de Luís Vaz de Camões. Achamos então que um projeto destes devia ficar registado em CD, sem grandes pretenciosismos, mas de uma maneira simples”, afirmou, acrescentando que coube a Carlos Carneiro fazer “o arranjo (musical)” aos temas e dar-lhes “uma roupagem de renascença, de século 16”.

Apesar de se considerar “suspeito” para avaliar o resultado final, António Sousa referiu que o trabalho está “bem feito, até porque é difícil encontrar-se em Portugal um trabalho só com Camões, dito e cantado”.