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Edição 477

Professores apresentam tributo a Camões em CD

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“Para tão longo amor, tão curta vida”. O verso retirado de um dos sonetos de Luís Vaz de Camões serve de título ao trabalho discográfico de António Sousa, Carlos Carneiro e Ivo Machado, que tem como intuito fazer “um tributo a Luís Vaz de Camões”. No auditório do Cineart, em Santo Tirso, na véspera do Dia de Camões, 9 de junho, os professores apresentaram o trabalho, que é constituído por “temas de Camões ditos e cantados”.

Antes da sessão começar, António Sousa, que durante quatro anos foi responsável pela Casa da Cultura da Trofa, contou que este trabalho surgiu no âmbito das atividades do Dia Internacional da Língua Materna, no dia 21 de fevereiro, em que os professores resolveram “apresentar uma homenagem a Camões”, que foi “o maior poeta e o que melhor cantou a raça portuguesa e a gesta nacional”. “Regularmente, nos últimos anos, no Dia Internacional da Língua Materna, temos apresentado sempre um trabalho. Já fizemos Miguel Torga, poetas do século 20,  Zeca Afonso e resolvemos, este ano, fazer de Luís Vaz de Camões. Achamos então que um projeto destes devia ficar registado em CD, sem grandes pretenciosismos, mas de uma maneira simples”, afirmou, acrescentando que coube a Carlos Carneiro fazer “o arranjo (musical)” aos temas e dar-lhes “uma roupagem de renascença, de século 16”.

Apesar de se considerar “suspeito” para avaliar o resultado final, António Sousa referiu que o trabalho está “bem feito, até porque é difícil encontrar-se em Portugal um trabalho só com Camões, dito e cantado”. 

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Edição 477

A Grande Mentira

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Gualter-Costa

Gualter-CostaDurante os últimos anos não se falou de outras coisa se não da Europa, da crise, da troika, mas sobretudo de austeridade. Da necessidade de cortes, recortes e de ajustes orçamentais para não nos desviarmos das médias europeias. Da obrigatoriedade de nos submetermos aos caprichos e aos ditames alemães de mais austeridade. De mais contenção orçamental para nos considerarmos dignos de pertencer à União Europeia. Da necessidade de sermos considerados o “aluno exemplar” para que os mercados não se sentissem inseguros face aos desvaneios da nossa economia.

Mais de três anos volvidos após a chegada da troika a Portugal é hora do balanço. Para que serviu afinal tanta contenção e austeridade?

Esta é a pergunta fundamental à qual todo o centrão de direita não quer responder. Uns fingem-se moribundos, outros histéricos, outros ainda dramatizam, mas tudo isto não passa de encenações e manobras táticas devidamente estudadas para entreter o povo e evitar prestar contas perante a falta de resultados concretos e tangíveis de três anos de austeridade.

PSD e CDS regozijam-se ainda com a virtual saída da troika; dizem-nos que recuperámos a soberania, mentem-nos com a história da “saída limpa” e iludem-nos com o regresso aos mercados. Até já prometem apostar em políticas sociais e dizem equacionar um aumento do salário mínimo. Promessas, meras promessas, que todos sabemos que nunca virão a ser cumpridas. O PS, no momento em que o país mais necessita de um Partido Socialista forte, coeso e decidido no combate às políticas austeritárias, diverte-se com o reacender de velhas guerras internas, ignorando o país e incentivando a hegemonia da direita salazarenta. Prefere apostar nos faits divers de uma indecisão visceral entre o pseudo-reformismo socrático de Costa ou a total inexistência política de Seguro. Não podia haver melhor forma do PS contribuir para a eternização da direita no poder e para a austeridade sem fim. Confirma-se que socialismo no atual PS, só existe mesmo no nome.

No Bloco de Esquerda sabemos bem para que serviu tanta contenção e austeridade. Sabemos quem lucrou e continuará a lucrar com a grande mentira. Sabemos que os tempos que se aproximam não serão risonhos como a direita se esforça por pintar. O futuro vislumbra-se tão negro ou ainda mais quanto o passado recente. A austeridade veio mesmo para ficar e os vários aumentos brutais de impostos já anunciados confirmam-no.

Uma austeridade que serviu apenas para financiar e resgatar uma infinidade de crimes económicos e sociais cometidos por um punhado de simpatizantes do poder estabelecido (e que a julgar por várias notícias recentes parece ainda não ter findado). Uma austeridade que em vez de contribuir para a diminuição da dívida pública, pelo contrário agravou-a. Uma austeridade que em vez de fornecer músculo e oportunidades à nossa economia a enfraqueceu, atirando centenas de milhar para o desemprego ou para a emigração forçada. Uma austeridade que sob a falácia de potenciar as exportações, mais não fez que aniquilar o mercado interno. Uma austeridade que não foi um meio para corrigir as assimetrias financeiras e contabilísticas do Estado, mas um fim em si. Um fim que visa a diminuição dos custos de trabalho na Europa. Uma austeridade falaciosa de que Portugal, Grécia, Irlanda e Espanha são apenas cobaias, mas que irá metastizar-se em breve por toda a Europa.

Sob a capa de que vivemos acima das nossas possibilidades, de um hipotético colapso do nosso sistema financeiro, da insustentabilidade do estado social, do despesismo público, da ingovernabilidade ditada pela constituição, está a ser-nos imposta a velha agenda neoliberal. Uma nova ordem mundial que tem como objetivos a reconfiguração dos estados, o ataque à democracia, o embaratecimento da mão de obra qualificada. Um processo com vista à concentração de riqueza mundial num punhado de castas. Um plano oculto, que em breve permitirá o usufruto a preços da chuva das principais vantagens competitivas da Europa: o conhecimento, a cultura e know-how europeus desenvolvidos durante séculos. Uma vantagem competitiva inigualável, que por traição dos principais líderes europeus aos seus povos ou por mera incompetência destes, está a engordar como nunca as infinitas contas bancárias de capitalistas americanos, oligarcas russos, xeques árabes e até comunistas chineses.

A maldita frase de David Rockefeller, “Estamos diante da oportunidade para uma transformação global. Tudo o que precisamos é a grande crise certa para as nações não apenas aceitarem a Nova Ordem Mundial, mas implorarem por ela.”, ajuda-nos a compreender o porquê e os reais objetivos desta parva austeridade.

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Gualter Costa

Coordenador Concelhio Bloco de Esquerda Trofa.

gualter.costa@outlook.com

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Edição 477

Eu não esqueci. Eu não esqueço!

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O Partido Socialista, que está a viver mais uma crise grave, ainda há pouco mais de duas semanas pedia eleições legislativas antecipadas e agora tem eleições para saber quem vai ser o seu candidato para governar o país. E assim vai Portugal! O maior partido da oposição, colocou-se numa posição muito ingrata ao ficar de costa(s) voltadas para o país e para os portugueses, para se autoflagelar e deleitar com a gestão de mais uma crise.

A luta fratricida pelo poder, dentro do PS, originou uma queda abrupta nas sondagens, que ainda há pouco tempo lhe davam quase 40% das intenções de voto, depois de três anos de subida sistemática nas intenções de voto, e agora atiraram-no para perto de 30%, um ponto abaixo do resultado pouco expressivo das eleições europeias.

Mudou muito em tão pouco tempo! O PS fez uma passagem muito rápida do paraíso para o inferno. Esta mudança deveria levar os socialistas a pensar no eleitorado, que não gosta deste tipo de guerras intestinais, mas o PS é pródigo em presentear o eleitorado com este tipo de guerrilha interna, principalmente quando começa a “cheirar” a poder. Os socialistas deslumbraram-se com as sondagens e já sonhavam com uma maioria absoluta nas próximas eleições legislativas, que se vão realizar no próximo ano e atiraram-se para uma disputa de liderança.

Ávidos de poder, os socialistas ficaram cegos! A disputa de liderança no PS, já originou algumas afirmações graves, que devem levar o eleitorado a pensar e a repensar quem são, e como são os atuais dirigentes e potenciais futuros dirigentes do maior partido da oposição, o Partido Socialista. «António Costa foi o número 2 de José Sócrates». Esta afirmação, dita por simpatizantes, militantes ou dirigentes dos partidos da governação, não seria de estranhar, agora dita por um socialista, pelo secretário-geral do PS é que é de “bradar aos céus”. E disse-o numa entrevista televisiva, para todos os portugueses ouvirem.

Esta afirmação vem alertar, lembrar e corroborar a opinião de que José Sócrates foi, provavelmente, o pior primeiro-ministro de Portugal. Eu não esqueci. Eu não esqueço! Não sou dos que assobio para o lado e faço de conta que tudo começou em julho de 2011, com Pedro Passos Coelho e Paulo Portas. O “socratismo” foi a génese de todo o mal, que ainda estamos, e estaremos a pagar.

Não se pode esquecer que houve um notável português, José Sócrates, um “engenheiro” feito à pressa, licenciado ao domingo, metido em muitas trapalhadas, que foi primeiro-ministro de um governo socialista, durante mais seis longos anos, que se “exilou” em Paris, deixando Portugal na bancarrota, com a pior dívida dos últimos 160 anos e que solicitou a ajuda da «troika», originando a austeridade que vivemos.

O Partido Socialista é o partido do FMI em Portugal, pois foi o PS que levou Portugal à ruína três vezes em menos de 40 anos. Eu não esqueci. Eu não esqueço! O «costismo» é a face atual do «socratismo». Não sou eu que o digo. Quem o afirmou, na praça pública, foi o mais alto dirigente do Partido Socialista. Está tudo dito! 

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