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Pastoral Familiar debate sobre “a nova problemática da família”

Pastoral Familiar debate sobre “a nova problemática da família”


Amaro Gonçalo, pároco de Nossa Senhora da Hora (Matosinhos), licenciado em Teologia, mestrado em Ciências da Educação e pós-graduado em Educação da Sexualidade, foi o orador da conferência e da análise que fez do documento que resultou do Sínodo e destacou quatro palavras: alegria, acolhimento, acompanhamento e abertura.
A primeira, disse ao NT, reflete “a necessidade de continuar a fazer o anúncio da proposta da família, porque corresponde ao desejo mais profundo que há no coração humano”. O acolhimento foi abordado para o papel que as famílias devem ter, adotando uma “atitude relacional de proximidade junto de todas as pessoas e de modo especial dos mais feridos da vida”. “A nossa sociedade e a nossa economia, dentro do sistema capitalista e do capitalismo liberal que estamos a viver, criaram uma roda-viva que dificulta imenso o desempenho da missão da família. As famílias têm de lutar arduamente para garantir o mínimo de qualidade de vida para viverem e sobreviverem como famílias. Esta luta hoje é mais renhida, mas mais necessária, porque quanto mais a sociedade é agressiva, tanto mais família é chamada a ser lugar, proposição do acolhimento de cada pessoa e da valorização de cada pessoa”, evidenciou.
O acompanhamento, palavra que surge 17 vezes na relação final do sínodo, exalta a importância da existência de uma humanidade diferenciada, com processos de vida diversos. Propõe-se o acompanhamento que se traduz em percursos remotos e diferenciados de preparação para o matrimónio e o acompanhamento dos casais novos e famílias feridas (onde se incluem divorciados).
A última palavra, abertura, refere-se “à atitude missionária”, ao desafio que o Papa Francisco lançou de uma “transformação” que leve o “vinde à Igreja” para um “ide às casas”, para evitar que as famílias se fechem no seu mundo e partilhem a sua experiência.
Mas, estará a Igreja preparada para todas estas mudanças sociais que surgem à velocidade da evolução humana? Amaro Gonçalo considera que está a tentar acompanhar, mas nunca poderá descartar “os ideais cristão de vida, da perfeição, da santidade, da vida conjugal e da fidelidade”, que “não podem ser perdidos de vista”, até porque “são os que melhor servem a condição humana”. “Agora, temos que ter em conta a realidade tal e qual ela é e encontrar para as pessoas nas suas situações concretas caminhos diversificados da vivência da sua fé”, complementou.
João Cerejeira, elemento da Equipa da Pastoral Familiar da paróquia de S. Martinho de Bougado, considerou que mensagem do sínodo “foi muito bem transmitida”, assim como foram “dadas algumas pistas de como quem está no grupo da Pastoral deve atuar, indo ao encontro daqueles que estão mais afastados”.
Já Luciano Lagoa, pároco de S. Martinho de Bougado, elogiou a intervenção “eloquente e assertiva” de Gonçalo Amaro e lamentou que “não houvesse mais gente a participar na palestra”. “Estávamos a contar com mais de cem pessoas, mas apareceram 40 ou 50”, assinalou.

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