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O acessório mais subestimado de qualquer evento corporativo – PUB
As fitas lanyard são algo de que ninguém fala quando planeia um evento, apesar de ficarem ao pescoço de todos os participantes durante horas, com o logótipo da empresa à vista, motivo pelo qual vale a pena pensar melhor no assunto.
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Num evento corporativo, há sempre um acessório que ninguém encomenda a pensar na marca e que, ainda assim, passa o dia inteiro à vista de todos. As fitas lanyard são funcionais, embora sejam quase sempre tratadas como uma formalidade. Ora, é precisamente aí que está uma oportunidade a não perder.
O detalhe que trabalha por si durante horas
Ao contrário de um folheto que acaba no caixote do lixo, as fitas lanyard são utilizadas pelos participantes durante horas, sendo visíveis ao longo de todo um evento.
O logótipo, as cores e a mensagem da empresa circulam pela sala sem qualquer esforço adicional. Distribuído por centenas de participantes, esse tempo de exposição representa um valor de comunicação que poucos brindes conseguem igualar.
Os primeiros 10 segundos que definem a perceção da marca
A investigação em psicologia do consumidor é clara: as primeiras impressões formam-se em segundos e resistem ao tempo. Num evento corporativo, as fitas lanyard são muitas vezes o primeiro objeto físico que o participante recebe, ainda antes de qualquer apresentação ou conversa.
- Uma fita com acabamento cuidado, cores rigorosas e impressão nítida comunica de imediato profissionalismo e atenção ao detalhe;
- Um cordão fino, com cores desbotadas ou impressão desalinhada, transmite o oposto e associa esse mesmo sinal à marca da entidade organizadora.
A diferença de custo entre as duas opções raramente passa de alguns cêntimos por unidade, mas o que cada uma comunica sobre a empresa é outra conversa.
O que a nova lei europeia muda no setor de eventos
Quem organiza eventos com brindes sustentáveis precisa de estar atento ao que se passa no âmbito das normas europeias. A Diretiva de Capacitação dos Consumidores para a Transição Verde (EmpCo, Diretiva UE 2024/825), adotada em março de 2024, entra obrigatoriamente em vigor em setembro de 2026.
A partir dessa data, expressões como “ecológico”, “sustentável” ou “amigo do ambiente”, aplicadas a produtos (incluindo brindes corporativos), deixam de ser admissíveis sem comprovação verificável por terceiros.
Na prática, quem quiser continuar a comunicar a sustentabilidade dos seus brindes terá de o comprovar com certificações reconhecidas, como a Global Recycled Standard (GRS) ou a Global Organic Textiles Standard (GOTS), para fibras orgânicas.
Sem documentação, a alegação não chega: documentar o conteúdo reciclado ou orgânico de cada artigo encomendado passa agora a fazer parte do processo.
Deve escolher PET reciclado, algodão, cânhamo ou bambu?
A escolha do material define tanto o impacto ambiental da fita como o posicionamento que a marca projeta junto dos participantes. Cada opção tem virtudes específicas:
- rPET (poliéster reciclado): fabricado a partir de garrafas plásticas pós-consumo, apresenta a durabilidade do poliéster convencional, aceita sublimação a cores com elevada definição e é o material sustentável mais barato, para além de ser a escolha mais prática para eventos de grandes dimensões;
- Algodão orgânico: macio ao toque, biodegradável e certificado pela norma GOTS, adapta-se a marcas que comunicam proximidade e naturalidade, embora a impressão por serigrafia limite a paleta cromática;
- Cânhamo: extremamente resistente, cultivável sem pesticidas e de baixo consumo hídrico, ainda é pouco comum no mercado ibérico, o que lhe confere um fator de distinção relevante para marcas que apostam na originalidade;
- Bambu: renovável, biodegradável e dotado de uma coloração natural que transmite imediatamente uma estética sustentável; é recomendado para eventos com posicionamento premium e uma forte ligação a valores ambientais.
Quando a integração de códigos QR ou NFC vale mesmo a pena
Imprimir um código QR ou incorporar um chip NFC (Near-Field Communication) nos crachás transforma as fitas lanyard num ponto de contacto ativo entre a marca e o participante. A questão é perceber quando vale a pena ir por esse caminho.
- O QR é a opção mais simples e acessível: sem hardware adicional, qualquer pessoa com um smartphone consegue aceder a um perfil digital, uma ficha de produto ou um formulário de contacto com uma leitura rápida. Funciona em qualquer tipo de evento, independentemente da escala ou do orçamento;
- O NFC oferece uma experiência mais fluida: com um simples toque, trocam-se contactos diretamente para o smartphone do interlocutor, acede-se a sessões específicas ou processam-se pagamentos sem numerário. O investimento é superior e requer uma plataforma de gestão compatível, pelo que faz mais sentido em congressos técnicos, feiras B2B de grande dimensão ou eventos em que o networking desempenha um papel preponderante no programa.
Em qualquer um dos casos, a tecnologia só acrescenta valor se houver um motivo claro para o participante a utilizar; caso contrário, transforma-se em mais um pormenor em que ninguém nota.
Cinco perguntas essenciais antes de fechar a encomenda
Antes de confirmar a encomenda de lanyards para o próximo evento, vale a pena responder a estas cinco questões:
- Qual é o volume total? A quantidade determina o método de impressão, o material viável e o custo unitário final. Volumes acima das 250 unidades abrem acesso a opções de materialidade mais sofisticada a preços competitivos;
- Qual é o posicionamento do evento? Uma conferência de topo exige acabamentos distintos de uma ação de recrutamento interna. O material, a largura da fita e o tipo de fecho devem refletir esse posicionamento;
- A organização tem compromissos ESG assumidos publicamente? Se sim, a escolha de materiais certificados não é opcional;
- Haverá reutilização em eventos futuros? Fitas sem data ou localização impressas podem ser aproveitadas em iniciativas posteriores, reduzindo o custo amortizado e o impacto ambiental;
- O prazo de produção é compatível com a data do evento? Materiais como algodão orgânico ou bambu têm prazos de fabrico mais longos do que os do poliéster convencional. Planear com antecedência evita comprometer a qualidade por questões de pressa.
Uma fita lanyard bem concebida é um investimento de marca que continua a trabalhar muito depois de as luzes da sala de conferências se apagarem.
O pequeno grande detalhe que define a experiência
A fita lanyard acompanha o participante durante horas, circula por todos os espaços do evento e é vista por toda a gente. É, provavelmente, o brinde com maior tempo de exposição de qualquer evento corporativo e também um dos mais baratos por unidade. Ignorar o seu potencial estratégico é desperdiçar uma oportunidade que não exige grande investimento, mas que requer ponderação.
Fazer bem não implica fazer caro: utilizar o material certo, imprimir com qualidade e, quando fizer sentido, conferir um toque tecnológico é o suficiente para transformar um acessório que ninguém discute numa das melhores decisões de comunicação do evento.


