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Nem todos sabem, mas hoje celebra-se um dos dias mais curiosos do ano – Dia Mundial do Orgasmo

Celebrado a 31 de julho, este é um dos dias mais curiosos do calendário e serve para lembrar que o prazer sexual pode trazer benefícios para a saúde física e mental. Descubra como surgiu esta data e o que diz a ciência sobre os seus efeitos.

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. Apesar de o tema ainda ser encarado como um tabu por muitas pessoas, especialistas defendem que falar abertamente sobre sexualidade é essencial para promover uma vida mais saudável. 31 de julho assinala-se o Dia Mundial do Orgasmo, uma efeméride que, além de despertar curiosidade, pretende chamar a atenção para a importância da saúde sexual, do bem-estar e da educação sexual

Como surgiu o Dia Mundial do Orgasmo?

A data nasceu no Brasil, em 1999, através de uma campanha promovida por uma empresa de preservativos. O objetivo era incentivar a população a refletir sobre a importância do prazer sexual e combater os preconceitos associados à sexualidade.

O que começou como uma iniciativa de sensibilização acabou por ganhar dimensão internacional e é hoje assinalado em vários países com campanhas de informação, ações educativas e debates sobre saúde sexual.

O que acontece no corpo durante um orgasmo?

Muito mais do que um momento de prazer, o orgasmo desencadeia uma série de reações no organismo. Durante o clímax sexual, o cérebro liberta substâncias como endorfina, dopamina e oxitocina, frequentemente associadas ao bem-estar, à redução do stress e ao fortalecimento dos laços afetivos.

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Estudos científicos indicam ainda que o orgasmo pode contribuir para:

  • Reduzir os níveis de stress e ansiedade;
  • Melhorar a qualidade do sono;
  • Promover uma sensação de relaxamento;
  • Aliviar temporariamente algumas dores, como dores de cabeça ou menstruais;
  • Reforçar a intimidade e a ligação emocional entre parceiros.

Embora estes benefícios possam variar de pessoa para pessoa, os especialistas recordam que uma vida sexual saudável pode ter impacto positivo na qualidade de vida.

Um tema que continua rodeado de mitos

Apesar da crescente abertura para falar sobre sexualidade, continuam a existir muitos mitos e desigualdades. Um dos mais debatidos é o chamado “orgasm gap”, expressão utilizada para descrever a diferença na frequência de orgasmos entre homens e mulheres, sobretudo em relações heterossexuais.

Esta realidade tem levado médicos, psicólogos e sexólogos a defender uma maior aposta na educação sexual, na comunicação entre parceiros e na desmistificação de ideias erradas sobre o prazer.

O prazer também faz parte da saúde

A Organização Mundial da Saúde considera que a saúde sexual é uma componente fundamental do bem-estar físico, emocional, mental e social. Neste contexto, o Dia Mundial do Orgasmo pretende lembrar que o prazer não deve ser encarado como um tabu, mas sim como uma dimensão natural da saúde humana.

Mais do que celebrar um momento íntimo, a data convida à reflexão sobre a importância do consentimento, da informação, do respeito mútuo e do acesso a uma educação sexual baseada na ciência.

Afinal, um dos dias mais curiosos do calendário pode também ser uma oportunidade para quebrar preconceitos e recordar que cuidar da saúde passa, igualmente, por cuidar da saúde sexual.

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