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Ano 2011

Mundos de Vida continua a procurar abraços (c/ vídeo)

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Cerca de 50 instituições, empresas e escolas responderam afirmativamente à Mundos de Vida e juntaram-se à campanha ‘Procuram-se Abraços’ de 2011.

A Mundos de Vida continua à procura de abraços. Numa fábrica, no supermercado, na padaria, na GNR, no hospital, no tribunal e até nas estações de comboios. Também por todo o lado existem crianças que necessitam de uma família de acolhimento que possa dar amor, carinho e muitos abraços.

A 19 de Janeiro, a Mundos de Vida apresentou a campanha para 2011 ‘Procuram-se Abraços’. Esta forma de captar a atenção para as crianças que necessitam de uma família de acolhimento surgiu há cinco anos e “tem sido um sucesso”. Mas este ano, o objectivo é outro, como explicou Manuel Araújo, presidente da Mundos de Vida: “Conseguimos levar este projecto a dez concelhos da nossa região, cinco do distrito de Braga e outros cinco do distrito do Porto, aliás a sede dos nossos serviços no distrito do Porto é na Trofa”.

“A novidade deste ano foi a criação de uma rede ‘Procuram-se Abraços’, onde conseguimos juntar um conjunto de entidades, estabelecimentos de ensino, empresas e a ideia é chegar a mais gente”, acrescentou.

Esta campanha conta também com o apoio dos padrinhos, Sónia Araújo e Jorge Gabriel, que se mostraram satisfeitos com o alargamento desta campanha. “De há cinco anos para agora são mais pessoas a acreditar neste projecto e também fico contente porque a Mundos de Vida já conseguiu alargar a sua rede de actuação para mais crianças e jovens poderem beneficiar deste serviço”, adiantou Sónia Araújo. Já Jorge Gabriel fez questão de frisar que esta “rede transforma-se e não tem cor política”.

Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, também marcou presença na cerimónia e considerou que todos se deviam empenhar a favor desta causa. “Penso que todos os municípios, todas as câmaras e toda a sociedade civil se devem empenhar muito para poder dar o seu contributo para que as crianças possam ser mais felizes”, reiterou. Sem esquecer o papel da Mundos de Vida no concelho da Trofa a edil lembrou que está em construção um lar e um centro de dia na freguesia de Alvarelhos que “vem enriquecer toda a rede social do concelho”.

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Cerca de 50 instituições, empresas e escolas responderam afirmativamente à Mundos de Vida e juntaram-se à campanha ‘Procuram-se Abraços’ de 2011. O Colégio da Trofa também está disposto a ajudar e os seus alunos participaram no vídeo promocional. “Penso que este é um projecto credível e já manifestamos o nosso apoio total, naquilo que pudermos fazer”, lembrou Américo Gomes, um dos responsáveis pela instituição de ensino, frisando que outro dos objectivos é “incutir nos jovens o espírito solidário”, para que “cresçam a pensar naqueles que precisam de ajuda todos os dias”.

Esta “mudança de mentalidades”, incentivada pela Mundos de Vida, foi elogiada por Idália Serrão, Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação. “Só a Segurança Social transfere, por dia, para as Instituições Particulares de Solidariedade Social 3,2 milhões de euros, junto com os recursos dos municípios, da saúde, da educação, da administração interna, dos voluntários, portanto há um conjunto de recursos que nos obrigam a trabalhar as redes de outra forma e O senhor engenheiro Manuel Araújo e a Mundos de Vida têm o mérito de conseguir olear estas redes, pô-las a trabalhar em conjunto e é desta forma que vão conseguindo ter sucesso no seu trabalho”, considerou.

“Todas as crianças têm direito a ter um colo e a uma família”. Esta é a ideia essencial desta campanha que começa agora e que espera a participação de muitas famílias que estejam dispostas a acolher. Para mais informações contacte a Mundos de Vida através do telefone 252 499 018.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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